Escrever: Uma Viagem Gratuita para o Infinito
Dias atrás, alguém me perguntou em uma postagem se tudo o que escrevo aqui é exatamente o que vivo. Confesso que nem sempre a caneta (ou o teclado) transcreve apenas o agora. Muitas vezes, me inspiro em histórias passadas — facultadas ou não pela memória —, em músicas que tocam a alma, em pessoas que admiro profundamente ou, às vezes, escrevo apenas pelo prazer de deixar as palavras fluírem. Nem tudo é fato concreto.
Mas é certo que, em muitos momentos, minha vida chega a ser transcrita e muito bem transcrita (risos). Existem dores e alegrias que não cabem só no peito e precisam transbordar para o papel. A verdade é que sou uma pessoa comum, cheia de ideias, sentimentos e contradições. Mas, diferente do que muitos podem pensar, sou consciente e mantenho os pés bem firmes no chão.
Escrever é algo maravilhoso; é uma viagem gratuita para o infinito, um mergulho que transita entre o mundo real e o da imaginação. Somente aquele que escreve entende o que é viajar sem sair do lugar, transformando silêncio em voz e caos em arte. É a minha forma de dar sentido ao que sinto e de abraçar quem me lê.
O que a ciência diz sobre a Escrita Terapêutica
O processo de escrita é validado pela psicologia como Escrita Expressiva ou Terapêutica. Estudos pioneiros do psicólogo James Pennebaker demonstram que o ato de colocar sentimentos e pensamentos no papel ajuda a organizar a narrativa interna, reduzindo a carga emocional negativa.
Ao escrever, ativamos o córtex pré-frontal, o que ajuda na regulação das emoções processadas pela amígdala. No contexto do transtorno bipolar, a escrita funciona como um diário de monitoramento, onde o indivíduo pode observar seus padrões de humor e dar vazão à criatividade, o que é um fator de proteção importante para a saúde mental e estabilização afetiva.
Bibliografia de Apoio:
PENNEBAKER, J. W. Writing to Heal: A Guided Journal for Recovering from Trauma and Emotional Upheaval. New Harbinger Publications, 2004.
ROGERS, N. A Conexão Criativa: Expressiva como Terapia. Gerando, 2002.
Um convite para você
E você, já experimentou tirar o que está no coração e colocar no papel? Não precisa ser perfeito, não precisa ser técnico — só precisa ser seu. Escrever pode ser o primeiro passo para você entender a sua própria história. Conte para mim nos comentários: o que você usa como "válvula de escape" para os seus sentimentos?
Relato original atualizado por: Elis Jurado
Haja mistérios, e haja curiosidade....
ResponderExcluirSer mulher é hospedar dentro de si o sentimento do perdão, é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes coisas que nunca ficaram esquecidas.
Hola chica, que tal? Saludos desde el México
ResponderExcluirJuan
Menina vocÊ sabe que já pensei nisso. Uma pessoa que posta tantas coisas legais que retrata exatamente coisas que a gente vive, ja pensei que vc vive tudo isso e não me conformava porq vc não deve ter mais de 30 anos e como uma pessoa tão nova vive tantas coisas eu me perguntava.
ResponderExcluirMas agora entendo mas sinto que quando se trata de sentimentos vc é bem retratada. Não pare de escrever Me levem sempre nas suas viagens porque adoro.
ACHO MUITO INTERESSANTE
ResponderExcluirRJ
Todo esse blog é um misterio e acho que por ser misterioso é viciante tambem.
ResponderExcluirGosto de ler. Feliz final de semana
transcrito: A verdade é que sou uma pessoa comum, cheia de idéias, de sentimentos. Diferente de muitos, sou consciente e com os pés no chão. eu quero te dar um sapato de presente, o mais chique que eu encontrar!!! me passa o nº, não quero vc com os pés no chão....rsrs
ResponderExcluirbrincadeirinha!!!, mas o presente vai ser de verdade....kisses