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terça-feira, 15 de agosto de 2023

44 anos: entre trevas, silêncio e renascimento

Assim como não gosto das festas de final de ano, tampouco gosto de comemorar meu aniversário.

Nunca gostei. Nunca fez muito sentido.

Todos os anos fazemos um bolo — mas não por mim.
É pelos outros. Para não decepcionar quem espera esse ritual, quem acha que bolo é sinônimo de carinho.
Eu deixo acontecer… mas por dentro, a verdade é outra.

O que eu escondia atrás dos 44

Hoje fiz 44 anos.
E, sinceramente, por muito tempo achei que eu nunca chegaria até aqui.

Passei por trevas.
Não aquela escuridão que se apaga com um interruptor — mas aquela que engole a alma devagar.
Vivi abaixo do abismo, num lugar onde não existe chão.
Eu sobrevivi a dores que nem sei explicar, a medos que nem sei nomear.
E enquanto o mundo comemorava datas, eu apenas respirava… e às vezes nem isso parecia possível.

A verdade sobre aniversários

Talvez eu não goste de aniversários porque eles me lembram do tempo.
Do tempo que passou sem eu viver direito.
Do tempo que eu lutei para continuar.
Do tempo que eu tive que ser forte quando eu só queria deitar e desaparecer.

Mas também me lembram de algo maior:
Eu ainda estou aqui.
E isso, por si só, é um milagre.

Se você também tem dificuldade com aniversários… se essa data não te abraça, mas te aperta…

Eu quero te lembrar:
Não existe forma certa de comemorar a vida.

Às vezes existir já é uma vitória.
Às vezes sobreviver já é um parabéns.
E se você está aqui lendo isso, talvez também tenha caminhado por sombras — e mesmo assim continua.

Isso já te faz forte.
Forte de um jeito silencioso, verdadeiro e impossível de colocar em festa nenhuma.

Hoje, aos 44, eu não celebro com barulho, mas celebro com consciência.

Eu olho para tudo o que passei e penso:
Eu estou aqui. Eu fiquei. Eu resisti.

E talvez esse seja o maior presente de todos.

Se, em qualquer momento, você sentir que está perdendo o controle, que a mente escureceu, que a angústia apertou demais… por favor, procure ajuda imediatamente.
Não carregue isso sozinho.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

A Vida Também Brota nos Lugares Improváveis

Hoje, enquanto caminhava para esfriar a cabeça, encontrei um cogumelo na calçada. Pequeno, discreto… mas tão vivo. 

E aquilo me fez pensar.

Nunca pensei que um simples cogumelo na calçada fosse me fazer parar. 

Estava voltando para casa, cansada da rotina, do peso das preocupações, da sensação de que nada mudava.
Foi um dia em que eu me sentia estagnada — meio perdida, meio sobrevivendo no automático, sem grandes expectativas.

E então vi esse pequeno cogumelo, sozinho, brotando no meio do concreto.
Ninguém olhava. Ninguém se importava.
Mas eu parei.

Ajoelhei, respirei, observei.
E pela primeira vez em dias, algo dentro de mim ficou em silêncio.
Como se aquele pequeno ser dissesse: 

“Mesmo no lugar errado, ainda dá pra florescer.”

Eu tirei a foto sem pensar que um dia ela serviria pra algo.
Mas olhando hoje, percebo o quanto eu também estava brotando fora do lugar… tentando crescer mesmo quando tudo parecia duro e apertado ao meu redor.

Reflexão

A vida é cheia desses momentos que parecem pequenos, mas nos dizem tanto.

Às vezes, a força não é grandiosa — é discreta, silenciosa, quase invisível.
É só o ato de continuar.

A beleza não precisa estar em grandes coisas.
Às vezes ela está ali, na beira da calçada, esperando que a gente desacelere por um segundo.

Valor útil

Esse dia me ensinou que:

  • Crescer é possível até nos ambientes mais difíceis.

  • A rotina pode esconder pequenas mensagens.

  • Pausar é tão importante quanto seguir.

  • O mundo ainda oferece beleza — mesmo quando estamos cansadas demais para procurar.

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias Esses dias tenho sentido um medo estranho, daqueles que chega quieto, mas oc...