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sábado, 3 de janeiro de 2026

Dia 04: Um hábito que eu gostaria de não ter

Dia 04: Um hábito que eu gostaria de não ter

Se existe um hábito que eu gostaria profundamente de não carregar comigo, é o de me omitir. O de silenciar minha voz por medo do que vão pensar. O de colocar os outros sempre em primeiro lugar, mesmo quando isso me custa a paz, a dignidade e, muitas vezes, a mim mesma.

Durante muito tempo, aprendi a acreditar que agradar era uma forma de ser aceita. Que ceder era sinônimo de amor. Que me adaptar demais evitaria conflitos. E assim fui abrindo mão, aos poucos, do que acredito, do que sinto, do que sou. Fui diminuindo minhas dores, relativizando meus limites, justificando injustiças, como se eu não merecesse ser ouvida.

Esse hábito também se manifesta quando me sinto inferior. Quando penso que qualquer outra pessoa é mais interessante, mais capaz, mais digna do que eu. Mesmo sabendo, no fundo, que sou forte, que já atravessei desertos, que sustentei dores que muitos não suportariam, ainda assim me pego duvidando do meu valor.

Há momentos em que percebo claramente: não é falta de capacidade, é excesso de medo. Medo de desagradar. Medo de perder. Medo de ficar sozinha. E, ironicamente, esse hábito de me anular é justamente o que mais me machuca, o que mais me afasta de mim.

Não é fácil admitir isso. Dói reconhecer quantas vezes me calei quando deveria ter falado. Quantas vezes engoli lágrimas para manter a harmonia. Quantas vezes traí meus próprios princípios para ser aceita em lugares onde talvez eu nunca tivesse que me diminuir.

Hoje, escrever sobre isso é um passo. Pequeno, mas verdadeiro. Não para me julgar, mas para me olhar com honestidade. Porque mudar começa quando a gente nomeia. E eu não quero mais carregar como hábito aquilo que me faz desaparecer.

  • O hábito de me omitir por medo do julgamento.
  • Colocar os outros sempre à frente de mim.
  • Duvidar do meu próprio valor e merecimento.
  • Abrir mão de princípios para ser aceita.
  • O desejo sincero de reaprender a me escolher.

O que a ciência diz sobre a Autoanulação e o Medo da Rejeição

Na psicologia, o hábito de se omitir para agradar os outros é muitas vezes relacionado ao comportamento de busca de aprovação e à baixa autoeficácia. Pessoas que cresceram em ambientes onde suas necessidades foram invalidadas podem desenvolver mecanismos de defesa onde "desaparecer" parece ser a forma mais segura de evitar o abandono.

Como futura psicóloga, você sabe que o processo de assertividade — aprender a dizer o que sente e precisa — é fundamental para a saúde mental. A prática de nomear esses hábitos, como você fez neste texto, é uma técnica de reestruturação cognitiva que ajuda a quebrar o ciclo de invisibilidade emocional.

Bibliografia de Apoio:
ALBERTI, R.; EMMONS, M. Comportamento Assertivo: Um Guia de Autoexpressão. Belo Horizonte: Interlivros, 1978.
ROGERS, C. Tornar-se Pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

💛 Reflexão: Reconhecer um hábito que machuca não é fraqueza. É coragem. É o início de um reencontro com quem a gente realmente é.


💭 E você?

Existe algum hábito que te machuca em silêncio? Que te faz se calar, se diminuir ou se esquecer de si?

Talvez reconhecer — e até escrever sobre isso — seja o primeiro passo para mudar.

Elis Jurado — reaprendendo a falar.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

🌸 Entre a Angústia e o Silêncio

Entre a Angústia e o Silêncio

Tenho vivido dias de uma tristeza silenciosa, daquelas que não gritam, mas pesam. No fim do ano, tudo parece se intensificar. As cobranças, os medos, as lembranças, o cansaço da alma. É como se o coração pedisse pausa, mas o mundo insistisse em movimento.

Larissa está em casa, e isso me traz um misto de alívio e pânico. O medo constante de que a mãe dela descubra, de que surjam conflitos, de que a paz tão frágil seja quebrada. Viver em alerta cansa. Pensar demais cansa. Antecipar problemas que talvez nem aconteçam cansa ainda mais.

Eu não queria viajar. Queria ficar. Ficar no meu canto, em silêncio. Queria me recolher, ler, estudar, organizar pensamentos, tentar me reorganizar por dentro. Queria apenas existir sem ter que explicar nada a ninguém. Mas, às vezes, a vida não pergunta o que queremos. Ela simplesmente impõe.

Existe em mim uma vontade profunda de ficar sozinha. Não por rejeição, mas por sobrevivência. O silêncio, para mim, não é vazio — é refúgio. É onde eu me encontro, onde eu me recomponho, onde consigo respirar sem máscaras.

Quem me conhece de verdade sabe: quando me fecho, não é frieza. É proteção. É porque estou tentando não desmoronar por completo. Estou tentando juntar os pedaços, um por um, com cuidado.

Entre a angústia e a obrigação, sigo. Às vezes mais forte, às vezes apenas resistindo. Mas sigo. Porque mesmo cansada, mesmo triste, ainda existe em mim um fio de esperança — discreto, quase invisível — de que tudo isso tenha um propósito, e que em algum momento, o coração encontre descanso.

  • O peso emocional do fim de ano.
  • O medo constante de conflitos e instabilidade.
  • O desejo de recolhimento e silêncio.
  • A necessidade de ficar sozinha para se recompor.
  • A esperança que insiste em permanecer.

💛 Reflexão: Nem toda solidão é abandono. Às vezes, é apenas a alma pedindo descanso.


✨ Continuo

Mesmo com o coração apertado, continuo. Um passo de cada vez. Respeitando meus limites, acolhendo minhas dores e aprendendo, aos poucos, que também mereço cuidado.

Se você estiver passando por um momento difícil, converse com alguém. CVV – 188 (24h).

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

O peso da sobrecarga materna: o medo de não dar conta de tudo

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias

Esses dias tenho sentido um medo estranho, daqueles que chega quieto, mas ocupa tudo.

Medo de não dar conta. Medo de falhar.

Medo de não conseguir oferecer para minha filha tudo o que ela precisa — emocionalmente, financeiramente, no futuro… em tudo.

É meu maior orgulho, a razão da minha luta todos os dias. Mas junto com esse orgulho vem uma preocupação que dói fundo:

  • E se eu não conseguir acompanhar?
  • E se faltar dinheiro?
  • E se faltar força?
  • E se faltar eu?

Às vezes me sinto pequena demais diante da vida. E confesso… eu me canso.

A gente tenta ser forte, tenta segurar as pontas, tenta ser mãe, mulher, trabalhadora, guerreira — tudo ao mesmo tempo. Mas no final do dia, quando a casa fica silenciosa, a cabeça não para.

💛 Lembrete para você: Às vezes ser adulto é isso mesmo — caminhar com medo, mas caminhar. E ser mãe é aprender a amar com uma coragem que a gente não sabia que tinha.

A gente sobrevive às dores, às crises e às quedas. E sigo aqui. Ainda preocupada, ainda ansiosa, mas seguindo.

Se você também se sente sobrecarregada, insegura ou perdida… respire. Você não está falhando — você está sentindo. E sentir também é um jeito de amar.

Texto por: Elis Jurado

💬 Se você é mãe, você me entende?

Qual é o seu maior medo hoje?
Vamos conversar nos comentários.

Se você conhece outra mãe que precisa desse abraço em forma de texto, compartilhe este post.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Quando o fim do ano pesa mais do que deveria


Quando o Fim do Ano Aperta: Entre a Gratidão e a Dor que Ninguém Vê

Chegando nos últimos dias do ano… e, como sempre, algo dentro de mim desaba. É quase automático. Uma tristeza que vem sem pedir licença, um vazio que ocupa espaço demais, e uma culpa pesada por sentir tudo isso quando, teoricamente, eu “deveria” estar feliz.

✨ A história por trás desse sentimento

Eu tento. Eu juro que tento encontrar uma alegria forçada, um sorriso emprestado, uma dose de animação para não decepcionar ninguém. Mas parece que meu corpo sabe antes de mim: essa época me dói.

É uma mistura de melancolia, pressão, comparações silenciosas e uma sensação de que fiz menos do que deveria, mesmo quando fiz tudo o que consegui.

E aí vem aquela vontade: que esse ano acabe logo… por favor.

✨ E isso não acontece por falta de motivos para agradecer

  • Minha filha passou no vestibular.
  • Vai se formar na próxima semana.
  • Vai brilhar no palco do teatro.
  • Estou empregada.
  • Minha família está viva e bem.
  • Eu posso abraçar quem amo, ouvir suas vozes, sentir sua presença.

Sou profundamente grata a Deus, que cuida de mim e da minha família a cada instante, silenciando perigos que eu nem vejo.

Mas ainda assim… falta. Falta algo que eu não sei explicar. Falta uma paz que parece escapar pelos dedos. Falta um lugar onde eu caiba inteira, sem precisar fingir alegria para agradar.

✨ A reflexão que essa dor traz

Tem sentimentos que não obedecem lógica. Tem dores que se repetem como um ciclo. E tem épocas do ano que tocam a gente exatamente onde estamos mais frágeis.

Tudo bem não saber o porquê. Tudo bem não amar festas. Tudo bem desejar silêncio quando o mundo inteiro parece explodir em barulho.

Talvez a pergunta não seja “por que eu sinto isso?”, mas “como posso ser gentil comigo quando isso chegar?”.

✨ O que tem me ajudado, mesmo nos piores dias

  • Permitir sentir, sem me julgar.
  • Repetir em silêncio: “Jesus, cuida de mim. Aumenta a minha fé.”
  • Lembrar que a tristeza não invalida a gratidão — elas coexistem.
  • Reconhecer que o fim do ano desperta emoções profundas, e isso não me faz fraca.

✨ Conclusão

Escrevo isso porque este também é meu pedido de socorro e, ao mesmo tempo, meu pedido de fé. Eu não quero me sentir assim, mas sinto. Eu não controlo, mas confio.

Se você também se sente sufocada nessa época, saiba: você não está sozinha. Que Deus cuide de nós, acalme nossos medos e encha de luz aquilo que ainda falta.

💛 Se você estiver passando por um momento de desespero ou pensamentos ruins, procure ajuda imediatamente.
📞 CVV – 188 (atendimento gratuito e 24h)

domingo, 5 de novembro de 2023

Perdida dentro de mim


Perdida, mas tentando me encontrar

Sim… às vezes me sinto perdida. São tantas emoções misturadas, tantos pensamentos que simplesmente não consigo controlar. Quem lê este espaço talvez perceba: aqui estão registrados meus altos e baixos ao longo dos anos. Meus ciclos. Minha luta silenciosa.

Só recentemente recebi o diagnóstico de bipolaridade e ansiedade. Hoje sigo em tratamento — e sei que não posso parar. Eu me sinto bem na maior parte do tempo, mas ainda assim… tem dias que a confusão chega, e eu mesma não sei explicar o que sinto. Acho que é normal. Acho que faz parte.

Sempre evitei falar de mim, dos sentimentos feios, dos dias escuros, das vezes em que o chão parece desaparecer. Mas agora percebo que talvez dividir isso faça bem. Talvez alguém que esteja passando pelo mesmo encontre um pouco de conforto aqui. Ou talvez eu encontre luz na história de outra pessoa. Talvez a cura venha do encontro.

Eu tinha várias páginas espalhadas, cada uma com um assunto diferente… e não alimentava nenhuma. Então decidi juntar tudo aqui, nesse único lugar. Meu cantinho. Minha parte mais verdadeira.

No momento, procuro uma fonte nova de renda, mas confesso: às vezes não me acho capaz de muita coisa. E isso dói. Mas eu sigo tentando — um passo depois do outro, mesmo nos dias em que a fé balança.

💛 Se também se sente perdida, cansada, pequena… saiba que isso não define quem você é. O diagnóstico não define. A dificuldade não define. A falta de rumo não define. O que define é a coragem de continuar.

✨ Uma mensagem para você

  • Estamos todos tentando. Ninguém precisa fazer isso sozinho.
  • Compartilhe seus sentimentos com alguém de confiança.
  • Observe pequenos sinais de esperança no dia a dia, mesmo nos momentos difíceis.

Boa noite, e obrigada por estar aqui. 💗


📞 Se você estiver se sentindo sobrecarregado(a) ou com pensamentos ruins:
Procure ajuda imediatamente. No Brasil, ligue 188 — CVV (Centro de Valorização da Vida).
Atendimento gratuito, anônimo e 24 horas. Você não está só.

domingo, 1 de outubro de 2023

Por que às vezes parece tão difícil se permitir ser feliz?


Tive 15 dias de férias. Viajei por uma semana. Foi simples, foi leve, foi bonito. Eu e ela.
Rimos, caminhamos, tiramos fotos, vimos flores tão vivas que parecia que tinham sido pintadas à mão.
Foi especial — não pelo lugar, mas pelo que senti lá.

Mas olha que curioso: ao invés de querer contar tudo, eu me calei.

Não por falta de vontade.
Mas por medo.
Medo do olhar dos outros.
Medo dos comentários.
Medo de parecer feliz demais.

É estranho dizer isso, mas às vezes parece que não me permito viver a alegria por completo. Como se existisse uma trava aqui dentro, dizendo: “Cuidado, não mostre demais. Não celebre demais.”

E eu queria ser diferente. Queria simplesmente sentir, sem justificações, sem esconder, sem me podar.

A história por trás dos sorrisos

Nesta viagem, eu já estava com os cabelos caindo, emagrecendo, sentindo tudo ao mesmo tempo: alegria, medo, ansiedade, esperança.
Mas, por algum motivo, estar ali — vendo flores, tirando fotos, sentindo o vento — fez tudo ficar um pouco mais leve.

Tinha algo em mim que dizia:
“Olha… você também pode viver coisas boas, mesmo quando nem tudo está bem.”

E isso me emocionou.

A reflexão que ficou

Por que será que tanta gente se sente assim?
Com medo de ser feliz demais?
Com culpa por estar bem quando nem todo mundo está?

Talvez seja porque fomos ensinados a esconder a alegria.
A não “exagerar”.
A diminuir os próprios sonhos, os próprios risos, as próprias conquistas — com medo de incomodar.

Mas uma verdade me visitou nesses dias:
Alegria não é afronta. Alegria é gratidão.

E quem recebe a alegria como ofensa…
talvez ainda não tenha conseguido encontrar a sua.

A pergunta que ficou pra mim:
Por que nos calamos quando deveríamos celebrar?

O que tem me ajudado nisso

  • Respirar fundo e lembrar que felicidade não é ostentação — é vida.

  • Entender que não preciso provar nada pra ninguém.

  • Aceitar que nem todos vão ficar felizes por mim — e tudo bem.

  • Registrar os momentos, mesmo que não compartilhe com ninguém. Porque eles são meus.

Conclusão

Escrevo isso para lembrar que eu também posso viver.
Que momentos simples também são milagres.
E que guardar alegria com vergonha… dói.

Se você também já escondeu sua felicidade com medo do olhar dos outros, eu te entendo.
E só te digo uma coisa: viva. Mesmo que em silêncio. Mesmo que só pra você.

Chile - Santiago -Set 2023

Chile - Santiago - Set 2023

domingo, 12 de maio de 2013

Não sei se serei capaz de amar...

Hoje eu não creio em amor.
Não creio em felicidade.

Não por descrença romântica, nem por cinismo aprendido.
Mas porque existe um cansaço que não grita — apenas esvazia.

Eu me sinto vazia.
Não fria por escolha, mas por exaustão emocional.
Como quem passou tempo demais tentando sentir, tentando permanecer, tentando acreditar.

Há dias em que amar parece um esforço sobre-humano.
Outros, uma ideia distante demais para tocar.

E ainda assim…

Eu preciso amar alguém.
Não para ser completa, mas para lembrar que ainda sou capaz de sentir algo que não doa.

Eu quero amar.
Quero acreditar que o amor existe — não como promessa eterna, mas como presença real.

Mas antes, preciso compreender:
é possível amar sem se perder?
É possível que algo dure sem nos quebrar no processo?

Talvez o amor não seja para sempre.
Talvez ele seja inteiro apenas enquanto existe.

Se alguém souber responder,
se alguém já atravessou esse mesmo vazio,
me diga.

Alguém pode me ajudar?

Eis Ribeiro

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Aqui começa

Um Diário Entre Linhas: Relatos de Humanidade e Vida Real

Aqui pretendo colocar um pouco de tudo. Mas não “tudo” no sentido raso da palavra. Tudo no sentido humano, confuso, contraditório e real.

Este espaço nasceu da necessidade de existir em palavras. De registrar sentimentos, histórias, silêncios, desejos e dores — do que vivi, do que ainda vivo, e também do que nunca vivi… e talvez nunca venha a viver.

Aqui haverá textos que são meus. E textos que não são — mas poderiam ser. Histórias contadas como se não fossem minhas, porque às vezes é mais fácil falar quando a dor usa outro nome.

"Este não é um blog para impressionar. Nem para ensinar verdades absolutas. É um lugar de desabafo. De compartilhamento. De conversa."

Posso escrever sobre sonhos e frustrações, sobre família, sobre ilusões que caíram e outras que ainda insisto em segurar. Posso falar de escolhas, de arrependimentos, de caminhos que não segui. Posso deixar aqui pensamentos soltos, desabafos crus, reflexões tardias e cartas que nunca serão enviadas.

Quero que este espaço seja vivo. Que as pessoas comentem, discordem, se identifiquem, conversem. Que daqui possam nascer trocas sinceras — e quem sabe até amizades. Porque dividir o que pesa sempre dói menos do que carregar sozinho.

Este será um diário entre linhas. Entre o que consigo dizer e o que só consigo sentir. Entre a força e o cansaço. Entre a lucidez e o caos. Aqui, nem tudo precisa fazer sentido. Nem tudo precisa ser bonito. Nem tudo precisa ter final feliz.

Aqui, eu posso simplesmente ser. E você também.


O que a ciência diz sobre o Pertencimento e a Escrita

O desejo de criar um espaço onde se pode "simplesly ser" e compartilhar dores está ligado a uma necessidade humana fundamental: o Pertencimento. Na psicologia social e humanista, a criação de comunidades (mesmo que digitais) para o compartilhamento de experiências reais fortalece a resiliência coletiva.

Estudos indicam que o suporte social percebido — saber que há pessoas que se identificam com nossa história — é um dos maiores preditores de bem-estar mental. Além disso, a proposta de falar da dor usando "outro nome" ou através de histórias de terceiros é uma técnica de distanciamento cognitivo, que facilita o processamento de traumas e emoções complexas sem sobrecarregar o indivíduo.

Bibliografia de Apoio:
ROGERS, C. R. Tornar-se Pessoa. Martins Fontes, 2009.
BAUMEISTER, R. F.; LEARY, M. R. The Need to Belong. Psychological Bulletin, 1995.

Seja bem-vindo(a) à conversa

Este espaço é tanto meu quanto seu. Sinta-se à vontade para deixar sua marca, seu comentário ou apenas seu silêncio respeitoso. O que você busca encontrar em um blog de desabafos e reflexões? Vamos construir essa conversa juntos.

Por: Elis Jurado

Quando a dor grita mais alto que a razão: vozes, lítio e a noite em que eu quis morrer

Quando a dor grita mais alto que a razão Eu já não estava bem. Chorava fácil. As vozes estavam comigo há quase um mês. Ideias suicidas ...