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sábado, 17 de janeiro de 2026

Desafio 30 dias — Dia 5

Desafio 30 dias — Dia 5

Uma foto de algum lugar onde eu já estive

Esse lugar existe.
Silencioso. Verde. Calmo.
Um caminho de madeira que atravessa as árvores como quem promete descanso.

É o tipo de lugar que muita gente chama de paz.
Onde o barulho diminui, o corpo desacelera e o mundo parece menos agressivo.
E, sim — muitas vezes é exatamente isso que a gente precisa.

Mas hoje eu preciso ser honesta.

Existem momentos da bipolaridade em que nem lugares assim conseguem alcançar a gente.
Você anda.
Você olha.
Você respira fundo.
E, mesmo assim, o choro vem.
A tristeza fica.
O peito continua pesado.

Não é falta de gratidão.
Não é drama.
Não é frescura.

É a mente em guerra consigo mesma.

Esse caminho já me acolheu…
mas também já me viu caminhar por dentro chorando, em modo automático,
tentando entender por que nem o que é bonito consegue aliviar.

E isso dói.
Dói porque a gente se cobra:
“Era pra eu estar bem aqui.”
“Era pra eu me sentir melhor.”
“O problema sou eu.”

Não.
O problema não é você, não sou eu, não somos nós.

Às vezes, o passeio ajuda.
Às vezes, não ajuda em nada.
E nos dois casos, está tudo bem.

Hoje eu olho pra essa foto e sinto duas coisas ao mesmo tempo:
🌿 vontade de voltar
💔 lembrança de que nem sempre a paz externa alcança a interna

Talvez a maturidade emocional esteja exatamente aí:
em aceitar que existem dias em que nem o lugar mais calmo do mundo dá conta da nossa dor —
e, mesmo assim, a gente continua caminhando.

Um passo de cada vez.
Mesmo triste.
Mesmo cansada.
Mesmo sem sentir nada.


📚 O que a ciência diz

Estudos em psicologia mostram que, em transtornos do humor, estímulos externos positivos (natureza, passeios, silêncio) nem sempre conseguem modular o estado emocional.

Isso acontece porque o sofrimento não está apenas na experiência, mas em alterações neurobiológicas que afetam prazer, motivação e regulação emocional.

Ou seja: não é falta de esforço.
É doença — e precisa ser respeitada.


Hoje, essa foto não é sobre um lugar bonito.
É sobre seguir andando, mesmo quando a beleza não alcança.

💬 Me conta:

Você já esteve em um lugar lindo, calmo, silencioso…
e ainda assim se sentiu vazio(a) ou triste?

Se fizer sentido, compartilha sua experiência aqui.
E se conhecer alguém que precisa entender que nem sempre o ambiente cura, compartilha esse texto.

Às vezes, só saber que não estamos sozinhos já muda o peso do caminho.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Dia 04: Um hábito que eu gostaria de não ter

Dia 04: Um hábito que eu gostaria de não ter

Se existe um hábito que eu gostaria profundamente de não carregar comigo, é o de me omitir. O de silenciar minha voz por medo do que vão pensar. O de colocar os outros sempre em primeiro lugar, mesmo quando isso me custa a paz, a dignidade e, muitas vezes, a mim mesma.

Durante muito tempo, aprendi a acreditar que agradar era uma forma de ser aceita. Que ceder era sinônimo de amor. Que me adaptar demais evitaria conflitos. E assim fui abrindo mão, aos poucos, do que acredito, do que sinto, do que sou. Fui diminuindo minhas dores, relativizando meus limites, justificando injustiças, como se eu não merecesse ser ouvida.

Esse hábito também se manifesta quando me sinto inferior. Quando penso que qualquer outra pessoa é mais interessante, mais capaz, mais digna do que eu. Mesmo sabendo, no fundo, que sou forte, que já atravessei desertos, que sustentei dores que muitos não suportariam, ainda assim me pego duvidando do meu valor.

Há momentos em que percebo claramente: não é falta de capacidade, é excesso de medo. Medo de desagradar. Medo de perder. Medo de ficar sozinha. E, ironicamente, esse hábito de me anular é justamente o que mais me machuca, o que mais me afasta de mim.

Não é fácil admitir isso. Dói reconhecer quantas vezes me calei quando deveria ter falado. Quantas vezes engoli lágrimas para manter a harmonia. Quantas vezes traí meus próprios princípios para ser aceita em lugares onde talvez eu nunca tivesse que me diminuir.

Hoje, escrever sobre isso é um passo. Pequeno, mas verdadeiro. Não para me julgar, mas para me olhar com honestidade. Porque mudar começa quando a gente nomeia. E eu não quero mais carregar como hábito aquilo que me faz desaparecer.

  • O hábito de me omitir por medo do julgamento.
  • Colocar os outros sempre à frente de mim.
  • Duvidar do meu próprio valor e merecimento.
  • Abrir mão de princípios para ser aceita.
  • O desejo sincero de reaprender a me escolher.

O que a ciência diz sobre a Autoanulação e o Medo da Rejeição

Na psicologia, o hábito de se omitir para agradar os outros é muitas vezes relacionado ao comportamento de busca de aprovação e à baixa autoeficácia. Pessoas que cresceram em ambientes onde suas necessidades foram invalidadas podem desenvolver mecanismos de defesa onde "desaparecer" parece ser a forma mais segura de evitar o abandono.

Como futura psicóloga, você sabe que o processo de assertividade — aprender a dizer o que sente e precisa — é fundamental para a saúde mental. A prática de nomear esses hábitos, como você fez neste texto, é uma técnica de reestruturação cognitiva que ajuda a quebrar o ciclo de invisibilidade emocional.

Bibliografia de Apoio:
ALBERTI, R.; EMMONS, M. Comportamento Assertivo: Um Guia de Autoexpressão. Belo Horizonte: Interlivros, 1978.
ROGERS, C. Tornar-se Pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

💛 Reflexão: Reconhecer um hábito que machuca não é fraqueza. É coragem. É o início de um reencontro com quem a gente realmente é.


💭 E você?

Existe algum hábito que te machuca em silêncio? Que te faz se calar, se diminuir ou se esquecer de si?

Talvez reconhecer — e até escrever sobre isso — seja o primeiro passo para mudar.

Elis Jurado — reaprendendo a falar.

domingo, 30 de novembro de 2025

Desafio 30 Dias

🌸 Desafio 30 Dias

Em 24/04/2012 fiz e registrei esse desafio aqui mesmo no blog (ver link).

Percebi que em 6 anos, não mudei somente a aparência física, mudei também alguns conceitos, sonhos, prioridades e opiniões.

Para comparar essas mudanças, resolvi fazer novamente.

Abaixo estão as questões que serão abordadas e comparadas nas próximas postagens:

  • Dia 01: Uma foto recente de você e 15 fatos interessantes sobre si mesmo.
  • Dia 02: O significado atrás do nome do seu blog.
  • Dia 03: Uma imagem de você e seus amigos.
  • Dia 04: Um hábito que você gostaria de não ter.
  • Dia 05: Uma foto de algum lugar onde você já esteve.
  • Dia 06: Super herói favorito e por quê.
  • Dia 07: Um retrato de alguém/algo que tem maior impacto em você.
  • Dia 08: Objetivos de curto prazo para este mês.
  • Dia 09: Algo que você está orgulhoso(a) de nos últimos dias.
  • Dia 10: As músicas que você ouve quando está feliz, triste, entediado…
  • Dia 11: Outra foto de você e seus amigos.
  • Dia 12: Como você descobriu sobre o blog e porque fez um.
  • Dia 13: Uma carta para alguém que te machucou recentemente.
  • Dia 14: Uma imagem de você e sua família.
  • Dia 15: Coloque suas músicas no shuffle. Primeiras 10 canções que tocam?
  • Dia 16: Outra imagem de si mesmo.
  • Dia 17: Alguém com quem você gostaria de mudar de vida, e por quê.
  • Dia 18: Planos/sonhos/objetivos que você tem.
  • Dia 19: Apelido que você tem, e por que você tem.
  • Dia 20: Alguém que você se vê casando/sendo no futuro.
  • Dia 21: Uma imagem de algo que te faz feliz.
  • Dia 22: O que te faz diferente de todo mundo.
  • Dia 23: Algo que você anseia.
  • Dia 24: Uma carta para seus pais.
  • Dia 25: O que eu iria encontrar na sua bolsa.
  • Dia 26: O que você pensa sobre seus amigos.
  • Dia 27: Por que você está fazendo esse desafio de 30 dias.
  • Dia 28: Uma imagem de você ano passado e agora, e como mudou desde então.
  • Dia 29: No mês passado, o que você aprendeu?
  • Dia 30: Quem é você?

💡 Experimente você também: Escolha um dia deste desafio e compartilhe suas respostas nos comentários. Inspire-se e inspire outras pessoas a refletirem sobre si mesmas!

Siga o blog para acompanhar todas as próximas postagens do Desafio 30 Dias e descubra suas próprias mudanças ao longo do tempo.

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