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quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Maternidade, Saúde Mental e Recomeços: Como ter Coragem para Iniciar uma Renda Extra


Quando a vida pede coragem… e a gente vai mesmo com medo

Hoje me peguei pensando no próximo ano. 

Minha filha vai começar a faculdade… e, com isso, nasceu em mim aquela mistura de amor, responsabilidade e medo. É muita coisa ao mesmo tempo, mas é real, é vida acontecendo.

Nos últimos dias, decidi que preciso de uma renda extra. Então, resolvi criar e-books, continuar fazendo artes, fotos, tudo o que eu conseguir produzir com minhas próprias mãos.

Mãe e filha juntas em mesa de estudos, representando coragem, união e novos começos na faculdade e na vida profissional.

A verdade é que eu tenho vergonha. Não sou famosa. Não tenho autoridade. Não tenho milhares de pessoas dizendo “vai que é tua”. Tenho só eu, minhas tentativas, meus aprendizados e a vontade de não desistir. E quer saber? Às vezes isso já é mais do que suficiente.

A história por trás disso: De onde eu vim, aprendi a me virar. E agora, olhando pra minha filha prestes a entrar na faculdade, me deu aquela força antiga no peito. Aquela força que nasce da necessidade. Da maternidade. Do amor que empurra a gente pra vida, mesmo cansada, mesmo com medo, mesmo sem saber se vai dar certo.

Eu quero estudar. Quero aprender. Quero melhorar um pouquinho todos os dias. E sei que as evoluções vão chegar — lentas, pequenas, mas constantes. Meus poucos seguidores vão ver. E eu também vou ver. Às vezes é isso que falta: testemunhar o próprio crescimento.

A reflexão que ficou: Tem fases da vida que pedem coragem. Tem fases que pedem silêncio. E tem fases, como essa, que pedem os dois ao mesmo tempo. A verdade é que todo mundo começa de algum lugar — quase sempre de lugar nenhum. Quase sempre com medo. Quase sempre achando que não é suficiente. E tudo bem.

A pergunta que fica: O que você faria hoje se escolhesse confiar só 1% a mais em você?

O que tem me ajudado nesses dias:

  • Repetir mentalmente: “Eu posso tentar. Eu mereço tentar.”
  • Lembrar que minha filha me vê — e isso por si só já me faz ir além.
  • Respeitar meu momento: estou bem com meu tratamento para bipolaridade, com poucas crises de ansiedade e com ânimo novo surgindo dentro de mim.

Conclusão: Escrevo isso porque preciso registrar o ponto exato onde decidi recomeçar. O ponto onde eu escolhi acreditar em mim, mesmo pequena, mesmo desconhecida, mesmo com medo.

💛 Se você está vivendo algo parecido, só quero dizer: começa. Mesmo tremendo. Mesmo devagar. Começa.

quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Depois de Deus, existe um amor que nunca falha


 💓💓💓💓💓💓💓💓

Depois de Deus, esse é o único amor que realmente existe.

Um amor que não se mede, não acaba, não diminui… só cresce.
Mãe e filha.
Coração com coração.
Vida que nasce dentro da outra e continua batendo fora.

A história desse amor

Hoje olhei uma foto minha com minha filha ainda bebê — aquele olhar de pureza, aquele jeito pequeno, aquela dependência tão inteira… e me deu um aperto doce no peito.

É impressionante como esse amor muda a gente.
Como ele reorganiza prioridades, vira o mundo do avesso e, mesmo assim, faz tudo fazer sentido.

Ser mãe foi o maior divisor de águas da minha vida.
É difícil, é cansativo, é desafiador — mas é real, é profundo, é eterno.
E ver minha filha crescendo, vivendo, vencendo, me ensina todos os dias a ser uma versão mais forte de mim.

A reflexão que ficou

O amor entre mãe e filha é diferente de tudo.
É proteção, é oração, é cuidado, é medo, é entrega.
É uma mistura de força e fragilidade que só quem vive entende.

E às vezes, no meio do caos do dia a dia, a gente esquece de olhar para essa conexão com calma…
Mas quando vê uma foto, um gesto, um sorriso — tudo volta.
Tudo floresce de novo dentro da gente.

A pergunta que ficou em mim foi:
como pode caber tanto amor dentro de um peito só?

O que esse amor me lembra todos os dias

  • Que ser mãe é amar até doer — e mesmo assim continuar amando.

  • Que Deus nos entrega filhos como missões sagradas.

  • Que é possível ser forte e sensível ao mesmo tempo.

  • Que a vida só ganha sentido de verdade quando a gente olha para eles.

Conclusão

Estou escrevendo olhando para aquela foto nossa, tão antiga e tão viva ao mesmo tempo.
E penso: “Deus, obrigada. Obrigada por esse amor que me sustenta, me forma, me cura.”

Mãe e filha…
Um amor que não se explica.
Só se sente — e se sente para sempre.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Um pouco de mim

Hoje, aos 37 anos, sou uma pessoa quieta.
Calada.
De poucos — e bem selecionados — amigos.
Sensível a barulhos, a multidões, a excessos.

Na verdade, sempre fui assim.

Já vivi decepções profundas.
E também grandes alegrias.

Nunca acreditei em felicidade plena.
Acredito em momentos felizes — aqueles que passam, mas deixam marca.

Venho de uma família humilde.
Pequena.
Bem pequena.

Carrego sonhos não realizados.
E medos sem fim — muitos deles sem fundamento.

A ansiedade sempre esteve comigo.
Desde cedo.
Ela nunca foi novidade.

Choro com facilidade.

Ajudo as pessoas.
Mesmo quando estou cansada.

Tenho medo de morrer.

Todos os dias tento ser a melhor mãe que consigo.

Quando senti o movimento da minha única filha,
ainda na gestação,
meu coração se encheu de uma felicidade que nunca mais esqueci.

Gosto de estar sozinha.

Tenho muita dificuldade em receber visitas.
Muita mesmo.

Sinto muita falta da minha mãe.
Hoje ela mora em outra cidade.

Choro com frequência.

Estou chorando agora.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Resistência do Amor: O Que Fazer Quando o Mundo Nos Fere

A Resistência de Continuar Amando

Uma das coisas mais importantes que descobri nos últimos meses foi algo que eu nunca imaginei perceber com tanta clareza: eu simplesmente não consigo mais causar sofrimento em ninguém.

Pode parecer algo simples, até óbvio para algumas pessoas, mas para mim essa descoberta veio carregada de peso. Hoje, lidar com a dor dos outros se tornou um fardo que meu coração não consegue mais carregar. Meu maior desafio tem sido assistir, todos os dias, ao sofrimento da minha filha. A saudade que ela sente do pai atravessa a casa em silêncio, e não existe nada que eu possa fazer para preencher esse vazio. E isso dói.

A vida ensina, de forma inevitável, que em algum momento acabamos causando tristeza ou mágoa em alguém. Nem sempre é intencional. Muitas vezes acontece simplesmente porque a vida é feita de escolhas. Os interesses das pessoas se cruzam, se chocam, se antagonizam. E, nessa equação inevitável da vida, alguém acaba sofrendo.

Eu até consigo entender — embora nunca aceite completamente — quando alguém provoca sofrimento em outra pessoa por causa de algum interesse: uma promoção, um desejo, ambição, ciúme, inveja. São falhas humanas. Mas o que ainda me surpreende é quando o sofrimento é causado de forma gratuita, sem necessidade, apenas pela ausência de empatia.

Talvez a maior lição que aprendi com a pessoa que dividiu comigo sentimentos, sonhos e pedaços da vida seja essa: somente o amor faz tudo valer a pena. E amar não é apenas sentir. Amar é escolher, todos os dias, pequenos gestos de bondade. É praticar generosidade quando ninguém está olhando. É lembrar que cada pessoa carrega dentro de si batalhas que muitas vezes não conseguimos ver.

Quando escolhemos fazer alguém sofrer — principalmente de forma consciente — o amor deixa de existir naquele gesto. E sem amor, o que sobra? Eu mesma já descuidei do amor de outras pessoas ao longo da vida. Mas hoje eu não consigo mais sequer imaginar ferir alguém.

Existe, porém, um dilema silencioso nisso tudo. Quando você decide não ferir ninguém, não existe uma proteção automática que impeça que os outros te machuquem. A vida não funciona assim. É como dirigir um carro. Você pode ser um motorista extremamente cuidadoso, atento, responsável. Pode fazer tudo certo. Mesmo assim, ainda existe a possibilidade de alguém bater em você.

Quando isso acontece, existem dois caminhos possíveis. Você pode se deixar consumir pela amargura, pelo ressentimento e pela revolta. Ou pode escolher algo muito mais difícil: se libertar. Entender que ninguém nesse mundo tem o poder absoluto de definir a sua felicidade ou a sua infelicidade.

O sofrimento ocasional — principalmente aquele causado por outras pessoas — não define quem você é. E, mais importante ainda, não precisa definir quem você escolhe continuar sendo. Às vezes, continuar sendo alguém que ama… já é uma forma silenciosa de resistência.


O Olhar da Psicologia: 

Alteridade e Locus de Controle

O texto da Elis toca em um conceito fundamental da psicologia fenomenológica e ética: a Alteridade. Reconhecer o sofrimento do outro como algo que nos impacta é o ápice do desenvolvimento humano. No entanto, a metáfora do motorista ilustra perfeitamente o Locus de Controle Externo (as batidas que recebemos) versos o Locus de Controle Interno (nossa escolha de não bater e de como reagir ao dano).

Clinicamente, a decisão de não se deixar levar pela amargura é um processo de resiliência ativa. Escolher manter a bondade mesmo após ser ferido não é passividade, é a manutenção da identidade. Na psicologia, entendemos que o trauma pode tentar redefinir o sujeito, mas a escolha ética de continuar amando é o que preserva a integridade da saúde mental.

Bibliografia de Apoio:
LEVINAS, E. Totalidade e Infinito: Ensaio sobre a Exterioridade.
FRANKL, V. Em Busca de Sentido.

Escrito em: Campinas, SP
Por: Elis Jurado

💬 "Continuar sendo alguém que ama é uma forma de resistência."

Em um mundo que muitas vezes nos fere gratuitamente, como você protege a sua capacidade de ser gentil? Você já sentiu que sua bondade foi testada pelas "batidas" da vida? Deixe seu comentário abaixo e vamos conversar sobre essa força silenciosa que é o amor e a resiliência.

Se você estiver passando por um momento difícil, procure ajuda. O CVV atende gratuitamente 24h pelo telefone 188.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Andando...


Estou muito atarefada, cansada e decepcionada esses dias.
E como Deus sempre está observando tudo, Ele resolveu me dar algo para comemorar e agradecer. E aqui estou, dividindo um acontecimento que me deixou pra lá de feliz, pra lá de satisfeita.

A Lalinha começou a andar hoje. Linda, maravilhosa, com 1 ano e dois meses. Não acredito que sou merecedora de tanta alegria assim.
Simplesmente feliz e babando demais da conta. Isso se chama mamãe coruja. rsrrs

Larissa, prazer em conhece-la. Obrigada Deus por me permitir tanta alegria. Por me permitir ser mãe mais uma vez e estar diante dessa conquista maravilhosa. Muito obrigada Deus.

Sobrevivendo à Intoxicação por Lítio: Meu Relato na UTI e o Transtorno Bipolar

Quando eu cheguei ao hospital: intoxicação por lítio, UTI e o silêncio emocional Cheguei ao hospital acompanhada da minha mãe e da minh...