Quando até o nosso cabelo começa a pedir socorro
Sempre tive cabelos volumosos, cheios, vivos. Eles faziam parte de quem eu era — uma moldura da minha identidade.
Mas no início deste ano… algo começou a mudar.
A história que pesou em mim
No começo, era só uma quedinha aqui e ali. Nada que chamasse tanta atenção. Depois, veio mais um pouco. E de repente… veio muito mais do que eu imaginava.
Tomei vitaminas. Usei shampoos especiais. Passei loções. Por alguns dias, parecia que estava melhorando — e meu coração até respirou aliviado. Mas, há uns 60 dias, a queda voltou com força. Intensa. Constante. Por toda a cabeça.
Hoje meu cabelo está ralo, frágil, sem aquela vida que eu sempre conheci. E a verdade? Eu estou com medo. Medo de ficar careca. Medo de não ter controle sobre o próprio corpo. Convivo com hipertensão, o que ainda limita várias opções de tratamento. É como se, a cada porta que se abre, outra se fechasse.
A reflexão que isso trouxe
É impressionante como algo “simples” como cabelo mexe tão profundamente com a nossa autoestima. A gente cresce ouvindo que “é só cabelo”, mas quando ele começa a cair sem parar, mexe com tudo: com o humor, com o espelho, com a esperança, com a segurança.
E no meio dessa tempestade, vem a pergunta silenciosa: “Por que isso está acontecendo comigo?” A verdade é que muitas pessoas passam por isso — cada uma com sua dor, seu medo, seu espelho que dói de olhar.
E isso não é frescura. Isso não é vaidade exagerada. É humano.
O que tem me ajudado nesse processo
Lembrar que buscar um dermatologista é cuidado, não desespero.
Respeitar meu tempo, mesmo quando a ansiedade aperta.
Entender que minha saúde emocional também conta — e muito.
Repetir para mim mesma: “Eu não estou sozinha nessa.”
A queda de cabelo abala, insegura, entristece. Mas a paciência, o conhecimento certo e o acompanhamento adequado são aliados reais nesse caminho.
Conclusão
Escrevo isso para desabafar, mas também para acolher quem está vivendo o mesmo. Eu ainda não tenho respostas — minha consulta está marcada, e meu coração espera por elas. Enquanto isso, sigo tentando respirar fundo, cuidar de mim e acreditar que meu corpo vai encontrar o caminho da cura.
💛 Se isso também está acontecendo com você, saiba: eu sinto muito. Mas você não está só. E não há vergonha nenhuma em ter medo — isso também é humanidade.
📞 No Brasil: 188 – CVV. Atendimento gratuito e 24h. Você não está só.
