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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Inquieta com recordações

Arara do restaurante Costela de Chão
Foto Elis Jurado

Hoje estou inquieta. Nem sei explicar direito… mas precisava postar isso.
Fui a um lugar que eu gosto muito, um cantinho simples, mas que sempre me traz um pouco de paz. 
E, no meio dessa confusão que anda dentro de mim, encontrei essa arara azul.

Eu gosto de fotografar, mesmo sem entender muito.

Talvez porque, quando vejo algo bonito, consigo me esquecer por alguns instantes do peso que venho carregando.

Nesse dia, eu consegui sorrir com esse pássaro no meu ombro.
Um sorriso pequeno, quase esquecido… porque eu realmente não sorria há meses.
A arara parecia me olhar como se quisesse me lembrar de algo que eu mesma ando tentando recuperar: leveza. Vida. Cor.

Fiquei ali parada por alguns minutos, respirando, observando o azul intenso das penas, sentindo que, mesmo que só por um momento, eu existia fora das minhas preocupações.

Talvez seja isso que eu esteja buscando: pequenos instantes que me devolvam a mim mesma.

E hoje, foi esse instante.

Meu Caminho da Escuridão à Luz: Afeto, Fotografia e Girassóis no Argo

Em 2019, publiquei aqui sobre os desafios que minha mente enfrentava — barulho constante, pensamentos ruins e um sentimento profundo de tristeza. 

Foram meses muito turbulentos, dias em que parecia impossível encontrar paz.

Em maio daquele ano, ganhei uma afilhada (eu ainda contarei como foi exatamente) — um presente de Deus que mudou tudo.

Ela passou a ficar comigo, dias seguidos. Dediquei meu tempo a cuidar, amar e me conectar com essa pequena vida que parecia ter vindo para me salvar.

Foi como se Deus tivesse enviado ela para me tirar do abismo. Durante esse tempo, deixei de escrever aqui, mas continuei registrando tudo em meu caderno.

Iniciei terapia semanal e passei a tomar medicamentos, sempre acompanhada pelo meu psiquiatra.

Com o tempo, melhorei.
Cheguei a ficar bem, a sentir a vida de forma mais leve… mas agora, sinto que o fundo do poço está se aproximando novamente.

Ainda sigo o tratamento, mas as sombras da mente insistem em voltar.

Para me manter viva e presente, encontrei refúgio na fotografia.
Aprendo, experimento e fotografo qualquer coisa que me toque — pequenos instantes, cores, luzes e detalhes. 

Talvez algumas postagens não façam muito sentido, mas cada foto é uma parte de mim, um registro da vida que persiste mesmo nos dias difíceis.
Autorizo o uso das minhas fotos, basta me dar os devidos créditos. 

Esse é meu carro Argo.  Estou com ele desde 2017. Gosto de dirigir e adoro girassóis.

Hoje compartilho meu carro, meu Argo, que está comigo desde 2017.
Gosto de dirigir, de sentir o vento, e admiro os girassóis — flores que me lembram que, mesmo diante da escuridão, há sempre algo para iluminar o caminho.

Cada instante, cada foto, cada cuidado e cada sorriso com minha afilhada são lembretes de que a vida ainda pode ser bonita, mesmo quando a mente tenta apagar a cor do mundo.


Mensagem para o leitor:
Se você também enfrenta dias difíceis, encontre um pequeno refúgio para se apoiar — um caderno, uma foto, uma caminhada, um gesto de carinho.

Mesmo quando tudo parece pesado, pequenos momentos de amor, atenção ou beleza podem devolver a força que você precisa para continuar.

Tente hoje: escreva, fotografe, sorria ou apenas observe algo bonito à sua volta. Cada pequeno gesto conta.

A vida ainda pode ser bonita, mesmo quando a mente tenta apagar a cor do mundo.

E se você sentir que está sozinho ou em perigo emocional, procure ajuda — nunca precisa passar por isso só:
📞 CVV – 188 (atendimento 24h)











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