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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Carta de mim para mim: Um exercício de autocompaixão e cura

Carta de mim para mim

Às vezes, tudo o que a gente precisa é parar… e se olhar com a mesma compaixão que oferece ao mundo.

Querida Eu,

Eu vejo você. Eu vejo a força, a dor, a coragem e o amor que você carrega. Eu vejo a mulher que sobreviveu, que aprendeu com medos, erros e acertos.

Eu vejo a beleza escondida que você esqueceu: sua integridade, sua empatia, sua honestidade e sua capacidade de amar.

Você não precisa ser perfeita para ser suficiente.


Uma verdade que vale para todos nós

Você não precisa se punir por sentir, por agir ou por se proteger. É hora de parar de se comparar, de se culpar e de se esconder atrás de defesas que já não te servem.

Permita-se sentir alegria, amor, reconhecimento e abundância. Permita-se agir, se expressar e se valorizar sem medo.

Lembretes importantes:

  • Você pode manter sua essência e seus limites.
  • Seu silêncio também é uma forma de cuidado.
  • Você é capaz de criar uma vida plena e leve.

Eu te abraço e digo: você merece tudo de bom que a vida tem para oferecer. E eu estou aqui para garantir que você nunca se esqueça disso novamente.

Com amor,
Sua versão curada


  • Você é suficiente
  • Você não está atrasada
  • Você merece viver com mais leveza

sábado, 2 de dezembro de 2023

Quando a Ansiedade Quer Me Convencer Que Algo Ruim Vai Acontecer


💭 Quando a Mente Grita e o Coração Silencia: a Dor que Ninguém Vê

Hoje acordei com a mente pesada. Não é a primeira vez — e dói admitir que está ficando mais frequente. Tenho passado por crises constantes de ansiedade e uma vontade crescente de ficar só. É como se meu corpo pedisse silêncio e a minha mente gritasse ao mesmo tempo.

E nesses dias, eu me sinto um lixo de pessoa. Me sinto insuficiente. Incômoda. Como se não tivesse espaço no mundo. Cada vez mais eu quero distância das pessoas, mesmo sabendo que elas não têm culpa de nada disso.

A verdade é que eu mesma não sei de onde vem essa sensação tão forte de inadequação.

Nos últimos dias, a ansiedade piorou muito. E tem algo que me assusta: uma voz dentro da minha cabeça repetindo que este é o último ano da minha mãe viva.

Eu não sei explicar. Não sei por que isso aparece. Só sei que dói ouvir. Parece que essa voz está tentando me preparar para alguma coisa terrível, mesmo que não exista motivo real. E só isso já me tira o chão.

As festas de fim de ano estão chegando, e eu não queria existir nelas. Nunca gostei dessa época — mas este ano a tristeza parece maior. Não sinto emoção nenhuma. Só um vazio que dói.

Eu queria ficar sozinha, mas ao mesmo tempo tenho que conviver, sorrir, estar presente… mesmo quando tudo em mim pede silêncio. Eu me sinto desprezível por não conseguir ser como os outros, por não sentir o que se espera de mim.

Não estou dormindo direito. E a voz não para. Eu não quero que minha mãe morra. Eu só estou tão cansada que às vezes nem força para pedir a Deus eu encontro.

✨ Lembre-se!

A ansiedade tem esse poder cruel: ela transforma medos em profecias, pensamentos em ameaças e cansaço em culpa. E o cérebro, exausto, começa a inventar perigos para tentar “nos proteger”. Quase sempre, essas vozes internas não falam sobre o futuro — falam sobre o quanto estamos machucadas agora.

✨ Algumas coisas que aprendo enquanto atravesso esse momento

  • Medos intensos não são avisos do destino — são sinais do meu esgotamento.
  • Minha mente não é inimiga: ela está pedindo ajuda.
  • Isolamento não é preguiça, é um pedido do corpo por descanso emocional.
  • Conversar sobre o que sinto, mesmo que pareça pouco, alivia o peso.
  • Eu não sou desprezível. Só estou cansada demais.

✨ Conclusão

Escrever isso hoje é meu jeito de respirar. É meu lembrete de que, mesmo quando tudo fica escuro, ainda existe caminho. E que pedir ajuda — ou simplesmente admitir a dor — já é um ato de coragem.

Se você também está se sentindo assim, por favor, não carregue isso sozinha. Existe acolhimento, mesmo quando a mente tenta convencer o contrário.

⚠️ Se esse texto tocou algo sensível em você, procure ajuda.
📞 CVV – 188 (atendimento gratuito e 24h)

domingo, 1 de outubro de 2023

Por que às vezes parece tão difícil se permitir ser feliz?


Tive 15 dias de férias. Viajei por uma semana. Foi simples, foi leve, foi bonito. Eu e ela.
Rimos, caminhamos, tiramos fotos, vimos flores tão vivas que parecia que tinham sido pintadas à mão.
Foi especial — não pelo lugar, mas pelo que senti lá.

Mas olha que curioso: ao invés de querer contar tudo, eu me calei.

Não por falta de vontade.
Mas por medo.
Medo do olhar dos outros.
Medo dos comentários.
Medo de parecer feliz demais.

É estranho dizer isso, mas às vezes parece que não me permito viver a alegria por completo. Como se existisse uma trava aqui dentro, dizendo: “Cuidado, não mostre demais. Não celebre demais.”

E eu queria ser diferente. Queria simplesmente sentir, sem justificações, sem esconder, sem me podar.

A história por trás dos sorrisos

Nesta viagem, eu já estava com os cabelos caindo, emagrecendo, sentindo tudo ao mesmo tempo: alegria, medo, ansiedade, esperança.
Mas, por algum motivo, estar ali — vendo flores, tirando fotos, sentindo o vento — fez tudo ficar um pouco mais leve.

Tinha algo em mim que dizia:
“Olha… você também pode viver coisas boas, mesmo quando nem tudo está bem.”

E isso me emocionou.

A reflexão que ficou

Por que será que tanta gente se sente assim?
Com medo de ser feliz demais?
Com culpa por estar bem quando nem todo mundo está?

Talvez seja porque fomos ensinados a esconder a alegria.
A não “exagerar”.
A diminuir os próprios sonhos, os próprios risos, as próprias conquistas — com medo de incomodar.

Mas uma verdade me visitou nesses dias:
Alegria não é afronta. Alegria é gratidão.

E quem recebe a alegria como ofensa…
talvez ainda não tenha conseguido encontrar a sua.

A pergunta que ficou pra mim:
Por que nos calamos quando deveríamos celebrar?

O que tem me ajudado nisso

  • Respirar fundo e lembrar que felicidade não é ostentação — é vida.

  • Entender que não preciso provar nada pra ninguém.

  • Aceitar que nem todos vão ficar felizes por mim — e tudo bem.

  • Registrar os momentos, mesmo que não compartilhe com ninguém. Porque eles são meus.

Conclusão

Escrevo isso para lembrar que eu também posso viver.
Que momentos simples também são milagres.
E que guardar alegria com vergonha… dói.

Se você também já escondeu sua felicidade com medo do olhar dos outros, eu te entendo.
E só te digo uma coisa: viva. Mesmo que em silêncio. Mesmo que só pra você.

Chile - Santiago -Set 2023

Chile - Santiago - Set 2023

sábado, 30 de setembro de 2023

Ser ansiosa é viver tudo no volume máximo

Sou ansiosa.

E não é segredo nenhum — dá pra perceber no meu jeito, no meu olhar, no meu ritmo.

A história por trás desse jeito acelerado

Eu observo tudo.
Cada detalhe, cada mudança de tom, cada gesto que as pessoas nem percebem que fazem.

Não consigo deixar nada para depois.
Se algo acontece, minha cabeça já dispara:
“Vamos resolver. Agora.”
É quase instintivo, como se meu coração tivesse medo de acumular qualquer coisa… até pensamentos.

E a verdade é que isso me cansa, mas também me move.

Estive recentemente em um hotel fazenda, em Serra Negra.
Um lugar calmo, quieto, cheio de verdes e silêncio.
E enquanto eu tentava desacelerar, percebi que minha mente continuava correndo.
Enquanto tudo ao redor convidava a respirar… eu ainda tentava resolver coisas que nem tinham acontecido.

A reflexão que isso traz

Ser ansiosa não é só “ser agitada”.
É sentir tudo antes, durante e depois.
É viver com a cabeça sempre dois passos à frente, mesmo quando o corpo só queria estar aqui.

E percebi que muitas pessoas vivem assim — carregando urgências que ninguém vê, lutando contra medos que ninguém entende, tentando controlar o que nem existe ainda.

Às vezes, a pergunta mais honesta é:
como desacelerar um coração que nunca aprendeu a andar devagar?

O que tem me ajudado (aos poucos…)

  • Respirar antes de reagir.

  • Lembrar que nem tudo é urgente — mesmo que pareça.

  • Me permitir pausar, mesmo que a pausa dure só alguns minutos.

  • Observar a beleza de lugares tranquilos, como aquele hotel fazenda… e tentar deixar essa paz entrar.

Conclusão

Se você também sente essa ânsia constante de resolver o mundo, eu te entendo.
E só quero te lembrar: a gente também merece sossego.
Mesmo que seja difícil.
Mesmo que seja raro.

E você… se identifica?

Hotel Fazenda Molise - Serra Negra


segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Crises que chegam sem aviso

Sempre entro em crises… do nada.

É como se um gatilho invisível disparasse dentro de mim.
Sem motivo aparente.
Sem aviso.
Sem lógica.

De repente, me vejo criando cenários que não existem,
sofrendo por coisas que nunca aconteceram,
esperando sempre o pior —
como se a minha própria cabeça trabalhasse contra mim.

E o mais difícil é ouvir:

“Mas por que você está assim?
Não aconteceu nada!”

Se fosse tão simples assim…
eu também não saberia explicar.

A verdade é que quem vive ansiosa entende:

o corpo sente antes da mente compreender.
o coração dispara antes do perigo existir.
a dor chega antes da razão conseguir explicar.

Minha reflexão

Com o tempo, aprendi que essas crises não fazem de mim fraca —
fazem de mim humana.

Aprendi também que ninguém é obrigado a entender o que nunca sentiu…
mas eu sou obrigada a me cuidar.

A gente precisa se acolher,
respirar quando falta ar,
pedir ajuda quando pesa demais,
e lembrar que não é vergonha nenhuma admitir que está difícil.

Para você que está lendo isso

Se alguma parte desse texto te descreveu…
por favor, não carregue isso sozinho(a).

Seu sentimento é válido.
Seu medo é real.
E a sua dor merece cuidado.

Se, em qualquer momento, você sentir que está perdendo o controle,
que o desespero tomou espaço demais,
ou que não consegue mais lidar sozinho(a):

No Brasil:
📞 188 – Centro de Valorização da Vida (CVV)
Atendimento 24 horas, gratuito e totalmente anônimo.

Você não está só.
E pedir ajuda é, sempre, um ato de força.

Conclusão

Eu sigo tentando me entender,
devagarzinho,
respirando fundo,
lutando contra a minha própria cabeça quando ela tenta me derrubar.

E sigo acreditando que,
mesmo nos dias mais confusos,
Deus segura minha mão
antes que eu caia.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Tentando recomeçar aos poucos

Tentando voltar a escrever aqui… mas, sinceramente, não estou conseguindo dar andamento nas coisas que eu inicio.

Parece que começo cheia de vontade, e depois a vida vem, me atravessa, me cansa… e eu paro no meio do caminho.

Essa igreja da foto fica perto da minha casa.
Fotografei só por hobby mesmo.
E, por incrível que pareça, é isso que tem me dado um pouco de alegria agora — pequenas coisas, pequenos respiros, pequenos encontros comigo mesma.

Talvez seja assim mesmo que a gente volta: devagar, um passo de cada vez, segurando numa luz pequena até que ela cresça de novo.

Para você, deixo isso:
se o recomeço estiver difícil, não se culpe. Continue em ritmo de você. Mesmo devagar, ainda é caminho.

Boa noite, amigos. 🌙

Bairro Vila União Campinas

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Inquieta com recordações

Arara do restaurante Costela de Chão
Foto Elis Jurado

Hoje estou inquieta. Nem sei explicar direito… mas precisava postar isso.
Fui a um lugar que eu gosto muito, um cantinho simples, mas que sempre me traz um pouco de paz. 
E, no meio dessa confusão que anda dentro de mim, encontrei essa arara azul.

Eu gosto de fotografar, mesmo sem entender muito.

Talvez porque, quando vejo algo bonito, consigo me esquecer por alguns instantes do peso que venho carregando.

Nesse dia, eu consegui sorrir com esse pássaro no meu ombro.
Um sorriso pequeno, quase esquecido… porque eu realmente não sorria há meses.
A arara parecia me olhar como se quisesse me lembrar de algo que eu mesma ando tentando recuperar: leveza. Vida. Cor.

Fiquei ali parada por alguns minutos, respirando, observando o azul intenso das penas, sentindo que, mesmo que só por um momento, eu existia fora das minhas preocupações.

Talvez seja isso que eu esteja buscando: pequenos instantes que me devolvam a mim mesma.

E hoje, foi esse instante.

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Quando eu cheguei ao hospital: intoxicação por lítio, UTI e o silêncio emocional Cheguei ao hospital acompanhada da minha mãe e da minh...