Em 2017, escrevi aqui que achava que não chegaria aos 40 anos.
E hoje, relendo tudo isso, percebo como aquela versão de mim estava machucada, frágil, perdida dentro de uma dor que não parecia ter fim.
Eu venci 3 anos.
Três anos de luta silenciosa, de medo, de noites longas, de dias em que eu apenas existia — sem força, sem cor, sem perspectiva do próximo minuto.
Foram dias com vozes na minha cabeça, alucinações, delírios, sensações que me arrastavam para um lugar tão fundo que eu nem sabia se voltaria.
Mas eu cheguei até aqui.
Cheguei machucada, mas cheguei.
Cheguei cansada, mas viva.
E agora… está ficando tudo meio confuso de novo.
O chão parece tremer, as emoções sobem e descem como ondas que não obedecem a ninguém, e eu tento me segurar como posso.
Eu só espero não deixar o barco afundar desta vez.
Espero que eu consiga atravessar essa fase com mais calma, mais sabedoria, mais apoio — mesmo que esse apoio venha das pequenas coisas.
Caderno, caneta e Nutella.
É isso que está comigo hoje.
Escrevo no caderno tudo o que me faz chorar, tudo o que aperta, tudo o que pesa no peito.
Talvez escrever seja a minha forma de respirar quando falta ar.
Eu tenho medo.
Mas ainda estou aqui.
Talvez isso seja, por si só, um começo.
Se você estiver em sofrimento emocional:
📞 CVV – 188 (atendimento 24h)
Você não precisa passar por isso sozinha.
