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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Sobrevivendo à Escuridão: Meu Diário de Medo e Esperança

Em 2017, escrevi aqui que achava que não chegaria aos 40 anos.
E hoje, relendo tudo isso, percebo como aquela versão de mim estava machucada, frágil, perdida dentro de uma dor que não parecia ter fim.

Eu venci 3 anos.
Três anos de luta silenciosa, de medo, de noites longas, de dias em que eu apenas existia — sem força, sem cor, sem perspectiva do próximo minuto.
Foram dias com vozes na minha cabeça, alucinações, delírios, sensações que me arrastavam para um lugar tão fundo que eu nem sabia se voltaria.

Mas eu cheguei até aqui.
Cheguei machucada, mas cheguei.
Cheguei cansada, mas viva.

E agora… está ficando tudo meio confuso de novo.
O chão parece tremer, as emoções sobem e descem como ondas que não obedecem a ninguém, e eu tento me segurar como posso.
Eu só espero não deixar o barco afundar desta vez.
Espero que eu consiga atravessar essa fase com mais calma, mais sabedoria, mais apoio — mesmo que esse apoio venha das pequenas coisas.

Caderno, caneta e Nutella.
É isso que está comigo hoje.
Escrevo no caderno tudo o que me faz chorar, tudo o que aperta, tudo o que pesa no peito.
Talvez escrever seja a minha forma de respirar quando falta ar.

Eu tenho medo.
Mas ainda estou aqui.
Talvez isso seja, por si só, um começo.

Se você estiver em sofrimento emocional:
📞 CVV – 188 (atendimento 24h)
Você não precisa passar por isso sozinha.


Meu Caminho da Escuridão à Luz: Afeto, Fotografia e Girassóis no Argo

Em 2019, publiquei aqui sobre os desafios que minha mente enfrentava — barulho constante, pensamentos ruins e um sentimento profundo de tristeza. 

Foram meses muito turbulentos, dias em que parecia impossível encontrar paz.

Em maio daquele ano, ganhei uma afilhada (eu ainda contarei como foi exatamente) — um presente de Deus que mudou tudo.

Ela passou a ficar comigo, dias seguidos. Dediquei meu tempo a cuidar, amar e me conectar com essa pequena vida que parecia ter vindo para me salvar.

Foi como se Deus tivesse enviado ela para me tirar do abismo. Durante esse tempo, deixei de escrever aqui, mas continuei registrando tudo em meu caderno.

Iniciei terapia semanal e passei a tomar medicamentos, sempre acompanhada pelo meu psiquiatra.

Com o tempo, melhorei.
Cheguei a ficar bem, a sentir a vida de forma mais leve… mas agora, sinto que o fundo do poço está se aproximando novamente.

Ainda sigo o tratamento, mas as sombras da mente insistem em voltar.

Para me manter viva e presente, encontrei refúgio na fotografia.
Aprendo, experimento e fotografo qualquer coisa que me toque — pequenos instantes, cores, luzes e detalhes. 

Talvez algumas postagens não façam muito sentido, mas cada foto é uma parte de mim, um registro da vida que persiste mesmo nos dias difíceis.
Autorizo o uso das minhas fotos, basta me dar os devidos créditos. 

Esse é meu carro Argo.  Estou com ele desde 2017. Gosto de dirigir e adoro girassóis.

Hoje compartilho meu carro, meu Argo, que está comigo desde 2017.
Gosto de dirigir, de sentir o vento, e admiro os girassóis — flores que me lembram que, mesmo diante da escuridão, há sempre algo para iluminar o caminho.

Cada instante, cada foto, cada cuidado e cada sorriso com minha afilhada são lembretes de que a vida ainda pode ser bonita, mesmo quando a mente tenta apagar a cor do mundo.


Mensagem para o leitor:
Se você também enfrenta dias difíceis, encontre um pequeno refúgio para se apoiar — um caderno, uma foto, uma caminhada, um gesto de carinho.

Mesmo quando tudo parece pesado, pequenos momentos de amor, atenção ou beleza podem devolver a força que você precisa para continuar.

Tente hoje: escreva, fotografe, sorria ou apenas observe algo bonito à sua volta. Cada pequeno gesto conta.

A vida ainda pode ser bonita, mesmo quando a mente tenta apagar a cor do mundo.

E se você sentir que está sozinho ou em perigo emocional, procure ajuda — nunca precisa passar por isso só:
📞 CVV – 188 (atendimento 24h)











terça-feira, 9 de maio de 2017

Batidas do meu coração



 


A noite é longa e o silêncio é inevitável...

Somente quebra esse silêncio o som dos pensamentos e vozes da minha mente perturbada e aflita.
Já é quase madrugada e a solidão me invade. Sinto minha alma repleta de ansiedade...
É possível ouvir os batimentos do meu coração.
Sim! Meu coração bate descompassado dentro do peito e é possível que ele me mate antes dos 40 anos de idade.
Ah coração!  Oh mente que me aflige e pouco a pouco me enlouquece. . .
Oh coração meu, se quiser parar fique a vontade. Somente assim poderei me libertar...
Libertar meu espírito que tanto padece.
Não se incomode coração meu, sei quantos desgostos você tem sentido.
Já tem mesmo razão de querer descansar...


💓

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias Esses dias tenho sentido um medo estranho, daqueles que chega quieto, mas oc...