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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

🌸 Entre a Angústia e o Silêncio

Entre a Angústia e o Silêncio

Tenho vivido dias de uma tristeza silenciosa, daquelas que não gritam, mas pesam. No fim do ano, tudo parece se intensificar. As cobranças, os medos, as lembranças, o cansaço da alma. É como se o coração pedisse pausa, mas o mundo insistisse em movimento.

Larissa está em casa, e isso me traz um misto de alívio e pânico. O medo constante de que a mãe dela descubra, de que surjam conflitos, de que a paz tão frágil seja quebrada. Viver em alerta cansa. Pensar demais cansa. Antecipar problemas que talvez nem aconteçam cansa ainda mais.

Eu não queria viajar. Queria ficar. Ficar no meu canto, em silêncio. Queria me recolher, ler, estudar, organizar pensamentos, tentar me reorganizar por dentro. Queria apenas existir sem ter que explicar nada a ninguém. Mas, às vezes, a vida não pergunta o que queremos. Ela simplesmente impõe.

Existe em mim uma vontade profunda de ficar sozinha. Não por rejeição, mas por sobrevivência. O silêncio, para mim, não é vazio — é refúgio. É onde eu me encontro, onde eu me recomponho, onde consigo respirar sem máscaras.

Quem me conhece de verdade sabe: quando me fecho, não é frieza. É proteção. É porque estou tentando não desmoronar por completo. Estou tentando juntar os pedaços, um por um, com cuidado.

Entre a angústia e a obrigação, sigo. Às vezes mais forte, às vezes apenas resistindo. Mas sigo. Porque mesmo cansada, mesmo triste, ainda existe em mim um fio de esperança — discreto, quase invisível — de que tudo isso tenha um propósito, e que em algum momento, o coração encontre descanso.

  • O peso emocional do fim de ano.
  • O medo constante de conflitos e instabilidade.
  • O desejo de recolhimento e silêncio.
  • A necessidade de ficar sozinha para se recompor.
  • A esperança que insiste em permanecer.

💛 Reflexão: Nem toda solidão é abandono. Às vezes, é apenas a alma pedindo descanso.


✨ Continuo

Mesmo com o coração apertado, continuo. Um passo de cada vez. Respeitando meus limites, acolhendo minhas dores e aprendendo, aos poucos, que também mereço cuidado.

Se você estiver passando por um momento difícil, converse com alguém. CVV – 188 (24h).

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

🌸 Carta de mim para mim

Carta de mim para mim

Às vezes, tudo o que a gente precisa é parar… e se olhar com a mesma compaixão que oferece ao mundo.

Querida Eu,

Eu vejo você. Eu vejo a força, a dor, a coragem e o amor que você carrega. Eu vejo a mulher que sobreviveu, que aprendeu com medos, erros e acertos.

Eu vejo a beleza escondida que você esqueceu: sua integridade, sua empatia, sua honestidade e sua capacidade de amar.

💛 Destaque emocional:
Você não precisa ser perfeita para ser suficiente.


✨ Uma verdade que vale para todos nós

Você não precisa se punir por sentir, por agir ou por se proteger. É hora de parar de se comparar, de se culpar e de se esconder atrás de defesas que já não te servem.

Permita-se sentir alegria, amor, reconhecimento e abundância. Permita-se agir, se expressar e se valorizar sem medo.

💡 Lembretes importantes:

  • Você pode manter sua essência e seus limites
  • Seu silêncio também é uma

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Quando o fim do ano pesa mais do que deveria


Quando o Fim do Ano Aperta: Entre a Gratidão e a Dor que Ninguém Vê

Chegando nos últimos dias do ano… e, como sempre, algo dentro de mim desaba. É quase automático. Uma tristeza que vem sem pedir licença, um vazio que ocupa espaço demais, e uma culpa pesada por sentir tudo isso quando, teoricamente, eu “deveria” estar feliz.

✨ A história por trás desse sentimento

Eu tento. Eu juro que tento encontrar uma alegria forçada, um sorriso emprestado, uma dose de animação para não decepcionar ninguém. Mas parece que meu corpo sabe antes de mim: essa época me dói.

É uma mistura de melancolia, pressão, comparações silenciosas e uma sensação de que fiz menos do que deveria, mesmo quando fiz tudo o que consegui.

E aí vem aquela vontade: que esse ano acabe logo… por favor.

✨ E isso não acontece por falta de motivos para agradecer

  • Minha filha passou no vestibular.
  • Vai se formar na próxima semana.
  • Vai brilhar no palco do teatro.
  • Estou empregada.
  • Minha família está viva e bem.
  • Eu posso abraçar quem amo, ouvir suas vozes, sentir sua presença.

Sou profundamente grata a Deus, que cuida de mim e da minha família a cada instante, silenciando perigos que eu nem vejo.

Mas ainda assim… falta. Falta algo que eu não sei explicar. Falta uma paz que parece escapar pelos dedos. Falta um lugar onde eu caiba inteira, sem precisar fingir alegria para agradar.

✨ A reflexão que essa dor traz

Tem sentimentos que não obedecem lógica. Tem dores que se repetem como um ciclo. E tem épocas do ano que tocam a gente exatamente onde estamos mais frágeis.

Tudo bem não saber o porquê. Tudo bem não amar festas. Tudo bem desejar silêncio quando o mundo inteiro parece explodir em barulho.

Talvez a pergunta não seja “por que eu sinto isso?”, mas “como posso ser gentil comigo quando isso chegar?”.

✨ O que tem me ajudado, mesmo nos piores dias

  • Permitir sentir, sem me julgar.
  • Repetir em silêncio: “Jesus, cuida de mim. Aumenta a minha fé.”
  • Lembrar que a tristeza não invalida a gratidão — elas coexistem.
  • Reconhecer que o fim do ano desperta emoções profundas, e isso não me faz fraca.

✨ Conclusão

Escrevo isso porque este também é meu pedido de socorro e, ao mesmo tempo, meu pedido de fé. Eu não quero me sentir assim, mas sinto. Eu não controlo, mas confio.

Se você também se sente sufocada nessa época, saiba: você não está sozinha. Que Deus cuide de nós, acalme nossos medos e encha de luz aquilo que ainda falta.

💛 Se você estiver passando por um momento de desespero ou pensamentos ruins, procure ajuda imediatamente.
📞 CVV – 188 (atendimento gratuito e 24h)

domingo, 19 de novembro de 2023

Quando uma flor na calçada fala com a gente


🌼 Uma Flor no Caminho

Hoje, enquanto eu caminhava sozinha pela rua, encontrei essa flor. Nada planejado, nada grandioso — apenas um pequeno detalhe no meio do caminho. Mas, por algum motivo, ela me parou.

Tenho vivido dias de sentimentos misturados: medo de não dar conta, preocupação constante, e aquela sensação de estar caminhando sem saber exatamente para onde.

Às vezes, parece que o corpo vai, mas a alma fica tentando acompanhar.

E foi aí que essa flor apareceu. No meio do concreto, no meio da pressa, no meio de tantos pensamentos, ela estava lá… bonita, simples, viva.

Me lembrou que mesmo quando me sinto sozinha, ainda existe beleza me chamando de volta para o presente.

Ainda existem pequenas coisas que insistem em florescer, mesmo quando tudo parece pesado demais.

A verdade é que me pego tentando sobreviver aos dias, um por vez. E encontrar essa flor — tão comum, tão delicada — me deu uma sensação boa, quase como um abraço silencioso de Deus dizendo: “Eu estou aqui. Continua.”

💛 Talvez você também esteja tentando seguir, mesmo sem entender tudo.
Se estiver, espero que essa flor traga um pouco de leveza para você, como trouxe para mim.

✨ Para você refletir hoje

  • O que floresceu no seu caminho recentemente?
  • Você tem permitido pequenos momentos te alcançarem?
  • A vida fala com a gente nos detalhes — tente perceber o que ela está dizendo.

Se este texto tocou você, considere seguir o blog para mais reflexões e fotos do cotidiano.


📞 Se você estiver se sentindo desesperado ou com pensamentos ruins:
Procure ajuda imediatamente. No Brasil, ligue 188 — CVV (Centro de Valorização da Vida).
Atendimento gratuito, anônimo e 24 horas. Você não está sozinha(o).

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Flores Capturadas


Flores Capturadas

Essas flores foram capturadas por mim.

Uma das primeiras fotos que fiz, ainda sem saber configurar nada direito, só com a vontade de registrar o que meus olhos acham bonito.

Nesse dia, eu estava caminhando sozinha. A cabeça cheia, o coração meio bagunçado… E então vi essas flores — tão vivas, tão fortes, tão presentes.

Parecia que elas estavam ali só para me lembrar que a vida continua florescendo, mesmo quando a gente se sente meio perdida.

Fotografar tem sido um jeito de me encontrar. De respirar. De sentir que ainda existe beleza perto de mim, mesmo quando meu corpo treme, mesmo quando a ansiedade aperta e mesmo quando eu questiono se estou no caminho certo.

Eu ainda estou aprendendo, iniciando… Mas cada foto é como dizer para mim mesma:

“Você está aqui. Você está tentando. Você está vivendo.”

E talvez isso seja o que eu queira deixar para quem está lendo: não espere estar pronto para começar algo que te faz bem. Comece do jeito que der. Com o que você tem. Do seu jeito mesmo. A vida é generosa com quem insiste em ver beleza.

✨ Reflexão

  • Comece o que te faz bem mesmo que não esteja perfeito.
  • Fotografar ou criar é uma forma de se encontrar e respirar.
  • Mesmo nos dias difíceis, a vida continua oferecendo beleza.
  • Pequenos detalhes podem trazer serenidade e esperança.

Que essas flores inspirem você a perceber a beleza ao seu redor, mesmo nos dias difíceis.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Tentando recomeçar aos poucos

Tentando voltar a escrever aqui… mas, sinceramente, não estou conseguindo dar andamento nas coisas que eu inicio.

Parece que começo cheia de vontade, e depois a vida vem, me atravessa, me cansa… e eu paro no meio do caminho.

Essa igreja da foto fica perto da minha casa.
Fotografei só por hobby mesmo.
E, por incrível que pareça, é isso que tem me dado um pouco de alegria agora — pequenas coisas, pequenos respiros, pequenos encontros comigo mesma.

Talvez seja assim mesmo que a gente volta: devagar, um passo de cada vez, segurando numa luz pequena até que ela cresça de novo.

Para você, deixo isso:
se o recomeço estiver difícil, não se culpe. Continue em ritmo de você. Mesmo devagar, ainda é caminho.

Boa noite, amigos. 🌙

Bairro Vila União Campinas

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Brigadeiros, amor e memória

Esses brigadeiros fizemos para comemorar o aniversário da minha mãe.

E, como uma eterna amante de fotos, claro que eu precisava registrar. Mesmo que simples, mesmo que tremida — porque minhas mãos às vezes não colaboram por causa das medicações — eu queria guardar esse momento.

Ainda estou aprendendo a fotografar melhor. Ainda me ajeito com ângulos, luz, firmeza… mas existe algo nas fotos caseiras que nenhuma técnica substitui: a verdade do instante...

E naquele instante havia amor, havia família, havia um pedacinho de alegria que merecia ser lembrado.

Porque essas pequenas coisas — um brigadeiro, uma risada na cozinha, uma forminha colorida — acabam salvando dias inteiros sem que a gente perceba.

Não se esqueça!
Sempre valorize seus pequenos momentos também.
Nem tudo precisa ser perfeito para ser precioso.
Às vezes, o que nos sustenta é exatamente aquilo que parece simples demais para virar memória… mas vira.

Boa noite, amigos. 💛

terça-feira, 15 de agosto de 2023

44 anos: entre trevas, silêncio e renascimento

Assim como não gosto das festas de final de ano, tampouco gosto de comemorar meu aniversário.

Nunca gostei. Nunca fez muito sentido.

Todos os anos fazemos um bolo — mas não por mim.
É pelos outros. Para não decepcionar quem espera esse ritual, quem acha que bolo é sinônimo de carinho.
Eu deixo acontecer… mas por dentro, a verdade é outra.

O que eu escondia atrás dos 44

Hoje fiz 44 anos.
E, sinceramente, por muito tempo achei que eu nunca chegaria até aqui.

Passei por trevas.
Não aquela escuridão que se apaga com um interruptor — mas aquela que engole a alma devagar.
Vivi abaixo do abismo, num lugar onde não existe chão.
Eu sobrevivi a dores que nem sei explicar, a medos que nem sei nomear.
E enquanto o mundo comemorava datas, eu apenas respirava… e às vezes nem isso parecia possível.

A verdade sobre aniversários

Talvez eu não goste de aniversários porque eles me lembram do tempo.
Do tempo que passou sem eu viver direito.
Do tempo que eu lutei para continuar.
Do tempo que eu tive que ser forte quando eu só queria deitar e desaparecer.

Mas também me lembram de algo maior:
Eu ainda estou aqui.
E isso, por si só, é um milagre.

Se você também tem dificuldade com aniversários… se essa data não te abraça, mas te aperta…

Eu quero te lembrar:
Não existe forma certa de comemorar a vida.

Às vezes existir já é uma vitória.
Às vezes sobreviver já é um parabéns.
E se você está aqui lendo isso, talvez também tenha caminhado por sombras — e mesmo assim continua.

Isso já te faz forte.
Forte de um jeito silencioso, verdadeiro e impossível de colocar em festa nenhuma.

Hoje, aos 44, eu não celebro com barulho, mas celebro com consciência.

Eu olho para tudo o que passei e penso:
Eu estou aqui. Eu fiquei. Eu resisti.

E talvez esse seja o maior presente de todos.

Se, em qualquer momento, você sentir que está perdendo o controle, que a mente escureceu, que a angústia apertou demais… por favor, procure ajuda imediatamente.
Não carregue isso sozinho.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Aqui começa

Um Diário Entre Linhas: Relatos de Humanidade e Vida Real

Aqui pretendo colocar um pouco de tudo. Mas não “tudo” no sentido raso da palavra. Tudo no sentido humano, confuso, contraditório e real.

Este espaço nasceu da necessidade de existir em palavras. De registrar sentimentos, histórias, silêncios, desejos e dores — do que vivi, do que ainda vivo, e também do que nunca vivi… e talvez nunca venha a viver.

Aqui haverá textos que são meus. E textos que não são — mas poderiam ser. Histórias contadas como se não fossem minhas, porque às vezes é mais fácil falar quando a dor usa outro nome.

"Este não é um blog para impressionar. Nem para ensinar verdades absolutas. É um lugar de desabafo. De compartilhamento. De conversa."

Posso escrever sobre sonhos e frustrações, sobre família, sobre ilusões que caíram e outras que ainda insisto em segurar. Posso falar de escolhas, de arrependimentos, de caminhos que não segui. Posso deixar aqui pensamentos soltos, desabafos crus, reflexões tardias e cartas que nunca serão enviadas.

Quero que este espaço seja vivo. Que as pessoas comentem, discordem, se identifiquem, conversem. Que daqui possam nascer trocas sinceras — e quem sabe até amizades. Porque dividir o que pesa sempre dói menos do que carregar sozinho.

Este será um diário entre linhas. Entre o que consigo dizer e o que só consigo sentir. Entre a força e o cansaço. Entre a lucidez e o caos. Aqui, nem tudo precisa fazer sentido. Nem tudo precisa ser bonito. Nem tudo precisa ter final feliz.

Aqui, eu posso simplesmente ser. E você também.


O que a ciência diz sobre o Pertencimento e a Escrita

O desejo de criar um espaço onde se pode "simplesly ser" e compartilhar dores está ligado a uma necessidade humana fundamental: o Pertencimento. Na psicologia social e humanista, a criação de comunidades (mesmo que digitais) para o compartilhamento de experiências reais fortalece a resiliência coletiva.

Estudos indicam que o suporte social percebido — saber que há pessoas que se identificam com nossa história — é um dos maiores preditores de bem-estar mental. Além disso, a proposta de falar da dor usando "outro nome" ou através de histórias de terceiros é uma técnica de distanciamento cognitivo, que facilita o processamento de traumas e emoções complexas sem sobrecarregar o indivíduo.

Bibliografia de Apoio:
ROGERS, C. R. Tornar-se Pessoa. Martins Fontes, 2009.
BAUMEISTER, R. F.; LEARY, M. R. The Need to Belong. Psychological Bulletin, 1995.

Seja bem-vindo(a) à conversa

Este espaço é tanto meu quanto seu. Sinta-se à vontade para deixar sua marca, seu comentário ou apenas seu silêncio respeitoso. O que você busca encontrar em um blog de desabafos e reflexões? Vamos construir essa conversa juntos.

Por: Elis Jurado

Sobrevivendo à Intoxicação por Lítio: Meu Relato na UTI e o Transtorno Bipolar

Quando eu cheguei ao hospital: intoxicação por lítio, UTI e o silêncio emocional Cheguei ao hospital acompanhada da minha mãe e da minh...