Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador viagem. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de outubro de 2023

Por que às vezes parece tão difícil se permitir ser feliz?


Tive 15 dias de férias. Viajei por uma semana. Foi simples, foi leve, foi bonito. Eu e ela.
Rimos, caminhamos, tiramos fotos, vimos flores tão vivas que parecia que tinham sido pintadas à mão.
Foi especial — não pelo lugar, mas pelo que senti lá.

Mas olha que curioso: ao invés de querer contar tudo, eu me calei.

Não por falta de vontade.
Mas por medo.
Medo do olhar dos outros.
Medo dos comentários.
Medo de parecer feliz demais.

É estranho dizer isso, mas às vezes parece que não me permito viver a alegria por completo. Como se existisse uma trava aqui dentro, dizendo: “Cuidado, não mostre demais. Não celebre demais.”

E eu queria ser diferente. Queria simplesmente sentir, sem justificações, sem esconder, sem me podar.

A história por trás dos sorrisos

Nesta viagem, eu já estava com os cabelos caindo, emagrecendo, sentindo tudo ao mesmo tempo: alegria, medo, ansiedade, esperança.
Mas, por algum motivo, estar ali — vendo flores, tirando fotos, sentindo o vento — fez tudo ficar um pouco mais leve.

Tinha algo em mim que dizia:
“Olha… você também pode viver coisas boas, mesmo quando nem tudo está bem.”

E isso me emocionou.

A reflexão que ficou

Por que será que tanta gente se sente assim?
Com medo de ser feliz demais?
Com culpa por estar bem quando nem todo mundo está?

Talvez seja porque fomos ensinados a esconder a alegria.
A não “exagerar”.
A diminuir os próprios sonhos, os próprios risos, as próprias conquistas — com medo de incomodar.

Mas uma verdade me visitou nesses dias:
Alegria não é afronta. Alegria é gratidão.

E quem recebe a alegria como ofensa…
talvez ainda não tenha conseguido encontrar a sua.

A pergunta que ficou pra mim:
Por que nos calamos quando deveríamos celebrar?

O que tem me ajudado nisso

  • Respirar fundo e lembrar que felicidade não é ostentação — é vida.

  • Entender que não preciso provar nada pra ninguém.

  • Aceitar que nem todos vão ficar felizes por mim — e tudo bem.

  • Registrar os momentos, mesmo que não compartilhe com ninguém. Porque eles são meus.

Conclusão

Escrevo isso para lembrar que eu também posso viver.
Que momentos simples também são milagres.
E que guardar alegria com vergonha… dói.

Se você também já escondeu sua felicidade com medo do olhar dos outros, eu te entendo.
E só te digo uma coisa: viva. Mesmo que em silêncio. Mesmo que só pra você.

Chile - Santiago -Set 2023

Chile - Santiago - Set 2023

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias Esses dias tenho sentido um medo estranho, daqueles que chega quieto, mas oc...