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domingo, 12 de maio de 2013

Não sei se serei capaz de amar...

Hoje eu não creio em amor.
Não creio em felicidade.

Não por descrença romântica, nem por cinismo aprendido.
Mas porque existe um cansaço que não grita — apenas esvazia.

Eu me sinto vazia.
Não fria por escolha, mas por exaustão emocional.
Como quem passou tempo demais tentando sentir, tentando permanecer, tentando acreditar.

Há dias em que amar parece um esforço sobre-humano.
Outros, uma ideia distante demais para tocar.

E ainda assim…

Eu preciso amar alguém.
Não para ser completa, mas para lembrar que ainda sou capaz de sentir algo que não doa.

Eu quero amar.
Quero acreditar que o amor existe — não como promessa eterna, mas como presença real.

Mas antes, preciso compreender:
é possível amar sem se perder?
É possível que algo dure sem nos quebrar no processo?

Talvez o amor não seja para sempre.
Talvez ele seja inteiro apenas enquanto existe.

Se alguém souber responder,
se alguém já atravessou esse mesmo vazio,
me diga.

Alguém pode me ajudar?

Eis Ribeiro

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Aqui começa

Um Diário Entre Linhas: Relatos de Humanidade e Vida Real

Aqui pretendo colocar um pouco de tudo. Mas não “tudo” no sentido raso da palavra. Tudo no sentido humano, confuso, contraditório e real.

Este espaço nasceu da necessidade de existir em palavras. De registrar sentimentos, histórias, silêncios, desejos e dores — do que vivi, do que ainda vivo, e também do que nunca vivi… e talvez nunca venha a viver.

Aqui haverá textos que são meus. E textos que não são — mas poderiam ser. Histórias contadas como se não fossem minhas, porque às vezes é mais fácil falar quando a dor usa outro nome.

"Este não é um blog para impressionar. Nem para ensinar verdades absolutas. É um lugar de desabafo. De compartilhamento. De conversa."

Posso escrever sobre sonhos e frustrações, sobre família, sobre ilusões que caíram e outras que ainda insisto em segurar. Posso falar de escolhas, de arrependimentos, de caminhos que não segui. Posso deixar aqui pensamentos soltos, desabafos crus, reflexões tardias e cartas que nunca serão enviadas.

Quero que este espaço seja vivo. Que as pessoas comentem, discordem, se identifiquem, conversem. Que daqui possam nascer trocas sinceras — e quem sabe até amizades. Porque dividir o que pesa sempre dói menos do que carregar sozinho.

Este será um diário entre linhas. Entre o que consigo dizer e o que só consigo sentir. Entre a força e o cansaço. Entre a lucidez e o caos. Aqui, nem tudo precisa fazer sentido. Nem tudo precisa ser bonito. Nem tudo precisa ter final feliz.

Aqui, eu posso simplesmente ser. E você também.


O que a ciência diz sobre o Pertencimento e a Escrita

O desejo de criar um espaço onde se pode "simplesly ser" e compartilhar dores está ligado a uma necessidade humana fundamental: o Pertencimento. Na psicologia social e humanista, a criação de comunidades (mesmo que digitais) para o compartilhamento de experiências reais fortalece a resiliência coletiva.

Estudos indicam que o suporte social percebido — saber que há pessoas que se identificam com nossa história — é um dos maiores preditores de bem-estar mental. Além disso, a proposta de falar da dor usando "outro nome" ou através de histórias de terceiros é uma técnica de distanciamento cognitivo, que facilita o processamento de traumas e emoções complexas sem sobrecarregar o indivíduo.

Bibliografia de Apoio:
ROGERS, C. R. Tornar-se Pessoa. Martins Fontes, 2009.
BAUMEISTER, R. F.; LEARY, M. R. The Need to Belong. Psychological Bulletin, 1995.

Seja bem-vindo(a) à conversa

Este espaço é tanto meu quanto seu. Sinta-se à vontade para deixar sua marca, seu comentário ou apenas seu silêncio respeitoso. O que você busca encontrar em um blog de desabafos e reflexões? Vamos construir essa conversa juntos.

Por: Elis Jurado

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