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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Eu ainda acredito em mim

Eu ainda acredito em mim

Já me disseram, de tantas formas diferentes, que eu não servia pra nada.
Que eu exagerava.
Que eu sentia demais.
Que o espaço que eu ocupava era grande demais para alguém como eu.

Houve dias em que essas palavras não ficaram só do lado de fora.
Elas entraram.
Grudaram na pele.
E fizeram morada dentro de mim.

Teve um tempo em que fui encurralada contra mim mesma.
Cansada demais para lutar.
Cansada demais até para chorar.
Quando perder as lágrimas pareceu mais fácil do que sustentar a dor.

Mas eu estou aqui.
De pé.
Alerta.
Mesmo com cicatrizes que ninguém vê.

Não sou resto.
Não sou sobra.
Não sou “zero à esquerda”, como tentaram me fazer acreditar.

Eu acredito em mim.
Mesmo quando a voz treme.
Mesmo quando a confiança falha.
Mesmo quando tudo dentro de mim parece em guerra.

Aprendi cedo que viver em constante batalha muda a gente.
As guerras emocionais não me destruíram — me deram asas.
Não asas bonitas.
Asas de metal.
Pesadas.
Forjadas na dor.

Hoje eu voo diferente.
Não porque não tenho medo,
mas porque me recuso a rastejar de novo.

Já não estou em liquidação emocional.
Já não me ofereço pela metade.
Já não aceito migalhas de respeito.

Somos todos diferentes.
E é exatamente isso que nos torna únicos.
Não preciso caber no molde de ninguém para existir.

Passei pelo pior.
Sobrevivi a versões minhas que quase não suportei.
E sigo acreditando — mesmo cansada — que o melhor ainda pode chegar.


🧠 Um olhar da ciência

A psicologia entende que pessoas que atravessam sofrimento emocional intenso desenvolvem mecanismos profundos de sobrevivência.

A autoestima, nesses casos, não nasce do elogio fácil, mas da reconstrução diária após a dor.

Acreditar em si não é arrogância.
É resistência.
É saúde emocional em construção.


💬 E você?

Em que momento da vida você quase deixou de acreditar em si?
E o que te trouxe de volta?

Às vezes, acreditar em si é o ato mais revolucionário que existe.

Se você estiver passando por um momento difícil, procure ajuda.
CVV – 188 (24h), procure um psiquiatra, um psicólogo.

sábado, 3 de janeiro de 2026

🌸 Dia 04: Um hábito que eu gostaria de não ter

Dia 04: Um hábito que eu gostaria de não ter

Se existe um hábito que eu gostaria profundamente de não carregar comigo, é o de me omitir. O de silenciar minha voz por medo do que vão pensar. O de colocar os outros sempre em primeiro lugar, mesmo quando isso me custa a paz, a dignidade e, muitas vezes, a mim mesma.

Durante muito tempo, aprendi a acreditar que agradar era uma forma de ser aceita. Que ceder era sinônimo de amor. Que me adaptar demais evitaria conflitos. E assim fui abrindo mão, aos poucos, do que acredito, do que sinto, do que sou. Fui diminuindo minhas dores, relativizando meus limites, justificando injustiças, como se eu não merecesse ser ouvida.

Esse hábito também se manifesta quando me sinto inferior. Quando penso que qualquer outra pessoa é mais interessante, mais capaz, mais digna do que eu. Mesmo sabendo, no fundo, que sou forte, que já atravessei desertos, que sustentei dores que muitos não suportariam, ainda assim me pego duvidando do meu valor.

Há momentos em que percebo claramente: não é falta de capacidade, é excesso de medo. Medo de desagradar. Medo de perder. Medo de ficar sozinha. E, ironicamente, esse hábito de me anular é justamente o que mais me machuca, o que mais me afasta de mim.

Não é fácil admitir isso. Dói reconhecer quantas vezes me calei quando deveria ter falado. Quantas vezes engoli lágrimas para manter a harmonia. Quantas vezes traí meus próprios princípios para ser aceita em lugares onde talvez eu nunca tivesse que me diminuir.

Hoje, escrever sobre isso é um passo. Pequeno, mas verdadeiro. Não para me julgar, mas para me olhar com honestidade. Porque mudar começa quando a gente nomeia. E eu não quero mais carregar como hábito aquilo que me faz desaparecer.

  • O hábito de me omitir por medo do julgamento.
  • Colocar os outros sempre à frente de mim.
  • Duvidar do meu próprio valor e merecimento.
  • Abrir mão de princípios para ser aceita.
  • O desejo sincero de reaprender a me escolher.

💛 Reflexão: Reconhecer um hábito que machuca não é fraqueza. É coragem. É o início de um reencontro com quem a gente realmente é.


💭 E você?

Existe algum hábito que te machuca em silêncio?
Que te faz se calar, se diminuir ou se esquecer de si?

Talvez reconhecer — e até escrever sobre isso — seja o primeiro passo para mudar.

Se você estiver passando por um momento difícil, converse com alguém. CVV – 188 (24h).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Dia 01 - Uma foto recente e 15 fatos sobre mi

 

🌸 Dia 01 - Uma foto recente e 15 fatos sobre mim

Hoje inicio o primeiro dia do meu Desafio 30 Dias, um momento de olhar para mim mesma com carinho, honestidade e reflexão. Tirei uma foto recente — um registro de quem eu sou agora, de onde estou e de tudo que venho enfrentando.

Refletir sobre mim me trouxe algumas descobertas que quero compartilhar:

  • 🌟 Sou mãe da Giulia, e ela é minha maior motivação e alegria.
  • 🌟 Já enfrentei momentos de depressão profunda e alucinações, mas estou viva e lutando todos os dias.
  • 🌟 Aprendi que escrever sobre minhas dores e emoções me ajuda a organizar minha mente e meu coração.
  • 🌟 Fotografia é meu refúgio, meu jeito de capturar beleza e pequenos momentos de leveza.
  • 🌟 Gosto de observar a vida em detalhes, nas cores, nos gestos, nos pequenos sinais de amor.
  • 🌟 Sou grata por cada dia que consigo sorrir, mesmo que seja um sorriso pequeno.
  • 🌟 Acredito que Deus guia meus passos e me dá força, mesmo nos dias mais difíceis.
  • 🌟 Tento transformar minhas dores em palavras que possam ajudar outras pessoas.
  • 🌟 Tenho sonhos, ainda que pareçam distantes, e me esforço para persegui-los com coragem.
  • 🌟 Sou resiliente — sobrevivi a desafios que teriam destruído muitas pessoas.
  • 🌟 Sou graduada em Serviço Social e graduanda em Psicologia. (estou AMANDO)
  • 🌟 A vulnerabilidade não é fraqueza; é meu jeito de me manter verdadeira comigo mesma.
  • 🌟 Aprendi a pedir ajuda quando preciso, mas ainda tento resolver tudo sozinha, por receio a julgamentos. (estou melhorando)
  • 🌟 Busco evolução constante — emocional, espiritual e pessoal.
  • 🌟 Hoje me vejo como alguém que ainda tem medo às vezes, mas continua caminhando, sempre com esperança e amor.

💛 Reflexão do dia: Cada fato meu é uma pequena vitória, um lembrete de que estou aqui, presente, aprendendo, crescendo e acima de tudo, VIVA! E você também pode se olhar com carinho hoje.

💡 Se quiser, participe você também: escolha um fato sobre você e compartilhe nos comentários. Vamos nos inspirar mutuamente nessa jornada de autoconhecimento.





domingo, 30 de novembro de 2025

Desafio 30 Dias

🌸 Desafio 30 Dias

Em 24/04/2012 fiz e registrei esse desafio aqui mesmo no blog (ver link).

Percebi que em 6 anos, não mudei somente a aparência física, mudei também alguns conceitos, sonhos, prioridades e opiniões.

Para comparar essas mudanças, resolvi fazer novamente.

Abaixo estão as questões que serão abordadas e comparadas nas próximas postagens:

  • Dia 01: Uma foto recente de você e 15 fatos interessantes sobre si mesmo.
  • Dia 02: O significado atrás do nome do seu blog.
  • Dia 03: Uma imagem de você e seus amigos.
  • Dia 04: Um hábito que você gostaria de não ter.
  • Dia 05: Uma foto de algum lugar onde você já esteve.
  • Dia 06: Super herói favorito e por quê.
  • Dia 07: Um retrato de alguém/algo que tem maior impacto em você.
  • Dia 08: Objetivos de curto prazo para este mês.
  • Dia 09: Algo que você está orgulhoso(a) de nos últimos dias.
  • Dia 10: As músicas que você ouve quando está feliz, triste, entediado…
  • Dia 11: Outra foto de você e seus amigos.
  • Dia 12: Como você descobriu sobre o blog e porque fez um.
  • Dia 13: Uma carta para alguém que te machucou recentemente.
  • Dia 14: Uma imagem de você e sua família.
  • Dia 15: Coloque suas músicas no shuffle. Primeiras 10 canções que tocam?
  • Dia 16: Outra imagem de si mesmo.
  • Dia 17: Alguém com quem você gostaria de mudar de vida, e por quê.
  • Dia 18: Planos/sonhos/objetivos que você tem.
  • Dia 19: Apelido que você tem, e por que você tem.
  • Dia 20: Alguém que você se vê casando/sendo no futuro.
  • Dia 21: Uma imagem de algo que te faz feliz.
  • Dia 22: O que te faz diferente de todo mundo.
  • Dia 23: Algo que você anseia.
  • Dia 24: Uma carta para seus pais.
  • Dia 25: O que eu iria encontrar na sua bolsa.
  • Dia 26: O que você pensa sobre seus amigos.
  • Dia 27: Por que você está fazendo esse desafio de 30 dias.
  • Dia 28: Uma imagem de você ano passado e agora, e como mudou desde então.
  • Dia 29: No mês passado, o que você aprendeu?
  • Dia 30: Quem é você?

💡 Experimente você também: Escolha um dia deste desafio e compartilhe suas respostas nos comentários. Inspire-se e inspire outras pessoas a refletirem sobre si mesmas!

Siga o blog para acompanhar todas as próximas postagens do Desafio 30 Dias e descubra suas próprias mudanças ao longo do tempo.

domingo, 5 de novembro de 2023

Perdida dentro de mim


Perdida, mas tentando me encontrar

Sim… às vezes me sinto perdida. São tantas emoções misturadas, tantos pensamentos que simplesmente não consigo controlar. Quem lê este espaço talvez perceba: aqui estão registrados meus altos e baixos ao longo dos anos. Meus ciclos. Minha luta silenciosa.

Só recentemente recebi o diagnóstico de bipolaridade e ansiedade. Hoje sigo em tratamento — e sei que não posso parar. Eu me sinto bem na maior parte do tempo, mas ainda assim… tem dias que a confusão chega, e eu mesma não sei explicar o que sinto. Acho que é normal. Acho que faz parte.

Sempre evitei falar de mim, dos sentimentos feios, dos dias escuros, das vezes em que o chão parece desaparecer. Mas agora percebo que talvez dividir isso faça bem. Talvez alguém que esteja passando pelo mesmo encontre um pouco de conforto aqui. Ou talvez eu encontre luz na história de outra pessoa. Talvez a cura venha do encontro.

Eu tinha várias páginas espalhadas, cada uma com um assunto diferente… e não alimentava nenhuma. Então decidi juntar tudo aqui, nesse único lugar. Meu cantinho. Minha parte mais verdadeira.

No momento, procuro uma fonte nova de renda, mas confesso: às vezes não me acho capaz de muita coisa. E isso dói. Mas eu sigo tentando — um passo depois do outro, mesmo nos dias em que a fé balança.

💛 Se também se sente perdida, cansada, pequena… saiba que isso não define quem você é. O diagnóstico não define. A dificuldade não define. A falta de rumo não define. O que define é a coragem de continuar.

✨ Uma mensagem para você

  • Estamos todos tentando. Ninguém precisa fazer isso sozinho.
  • Compartilhe seus sentimentos com alguém de confiança.
  • Observe pequenos sinais de esperança no dia a dia, mesmo nos momentos difíceis.

Boa noite, e obrigada por estar aqui. 💗


📞 Se você estiver se sentindo sobrecarregado(a) ou com pensamentos ruins:
Procure ajuda imediatamente. No Brasil, ligue 188 — CVV (Centro de Valorização da Vida).
Atendimento gratuito, anônimo e 24 horas. Você não está só.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Aqui começa

Aqui pretendo colocar um pouco de tudo.

Mas não “tudo” no sentido raso da palavra.
Tudo no sentido humano, confuso, contraditório e real.

Este espaço nasceu da necessidade de existir em palavras.
De registrar sentimentos, histórias, silêncios, desejos e dores —
do que vivi,
do que ainda vivo,
e também do que nunca vivi… e talvez nunca venha a viver.

Aqui haverá textos que são meus.
E textos que não são — mas poderiam ser.
Histórias contadas como se não fossem minhas,
porque às vezes é mais fácil falar quando a dor usa outro nome.

Posso escrever sobre sonhos e frustrações, sobre família, sobre ilusões que caíram e outras que ainda insisto em segurar.
Posso falar de escolhas, de arrependimentos, de caminhos que não segui.
Posso deixar aqui pensamentos soltos, desabafos crus, reflexões tardias,
cartas que nunca serão enviadas.

Este não é um blog para impressionar.
Nem para ensinar verdades absolutas.
É um lugar de desabafo.
De compartilhamento.
De conversa.

Quero que este espaço seja vivo.
Que as pessoas comentem, discordem, se identifiquem, conversem.
Que daqui possam nascer trocas sinceras — e quem sabe até amizades.
Porque dividir o que pesa sempre dói menos do que carregar sozinho.

Este será um diário entre linhas.
Entre o que consigo dizer e o que só consigo sentir.
Entre a força e o cansaço.
Entre a lucidez e o caos.

Aqui, nem tudo precisa fazer sentido.
Nem tudo precisa ser bonito.
Nem tudo precisa ter final feliz.

Aqui, eu posso simplesmente ser.
E você também.

Bipolaridade e oscilação de humor: quando o dia amanhece nublado aqui dentro

Hoje está nublado aqui dentro. Hoje o dia amanheceu nublado. Não só lá fora. Aqui dentro também. Acordei sem vontade de sair. Se...