Hoje precisei respirar fundo para aceitar uma verdade dura: às vezes, quem a gente quer por perto simplesmente não merece ficar.
A decepção dói, machuca de dentro pra fora, mas ela também revela aquilo que os olhos, sozinhos, não conseguem ver.
A situação que me fez pensar
Quando alguém que você ama te decepciona, é como se o chão abrisse. A gente perde o ar por um instante.
Mas depois da primeira dor… vem algo que surpreende: a gratidão.
Sim, gratidão.
Porque aquela decepção tirou do meu lado alguém que não valorizou o amor que eu dei, a amizade que ofereci, a confiança que entreguei inteira.
E quem não sabe cuidar disso… não deveria caminhar comigo.
Mas às vezes machuca ainda mais
O que dói não é só a decepção.
É quando a pessoa, além de errar, ainda te acusa.
Te vira do avesso.
Invertendo tudo, como se o culpado fosse você.
E aí vem a vontade de provar que você está certo, de gritar a verdade, de mostrar tudo o que ninguém viu.
Mas lutar com quem mascara a alma é guerra perdida.
A reflexão que ficou
Com o tempo eu entendi: a verdade não precisa ser defendida… ela precisa ser vivida.
Quem usa máscaras, um dia, cansa de segurá-las.
E a vida se encarrega de mostrar quem é quem — sempre.
Sem pressa, mas sem falhar.
A pergunta que deixo é: por que gastar sua luz tentando convencer quem escolheu viver na sombra?
O que me ajuda nesses momentos
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Repetir: “Eu me liberto do que não me escolhe.”
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Lembrar que quem acusa sem motivo revela mais de si do que de mim.
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Confiar no tempo — ele nunca erra o lado da verdade.
Conclusão
Escrevo isso para lembrar a mim mesma que perder alguém que me faz mal… não é perda.
É proteção.
É filtro.
É livramento.
Se alguém aí estiver passando por isso, só quero dizer: não se culpe. Não se justifique. Não se diminua.O tempo fala por você.