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segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Vontade de sumir...


Entre a Dor e o Peso dos DiasQuando a Tristeza Pesa: Reflexões sobre Dor, Distância e Sobrevivência

E a sensação ruim continua… Ela me acompanha quando acordo e me espera quando anoitece. Às vezes eu só queria que tudo isso terminasse logo. Queria respirar sem esse peso, viver sem essa tristeza que cresce devagar, mas nunca me solta.

Minha mãe não estará comigo no Natal, e no Ano Novo eu não estarei aqui. Já são mais de sete anos sem passarmos essas datas juntas, e essa distância dói de um jeito que parece abrir um buraco no peito. Eu queria tanto ficar… mas não posso. E, sendo sincera, tem horas em que eu queria mesmo era que essas festas não existissem. Ou que eu não existisse dentro delas.

Queria dormir e só despertar quando tudo tivesse passado.

É complicado tentar explicar. Parece que a dor aumenta um pouco a cada dia — uma tristeza silenciosa, que quase ninguém percebe, mas que eu carrego sozinha. Me consome. Me esgota. Me enfraquece.

Mas eu não fiquei parada. Eu busquei ajuda. Falei com profissional, procurei apoio, pedi socorro. Sei que não preciso enfrentar isso sozinha, e sei que pedir ajuda não é fraqueza — é sobrevivência.

Mesmo assim… ainda dói. Ainda aperta. Ainda pesa.

E por isso eu quero saber: alguém aí já sentiu algo assim? Já viveu esse vazio, essa mistura de saudade, medo e exaustão? Como vocês lidaram com essa dor que ninguém vê?

Às vezes, a gente só precisa que alguém nos escute. Que alguém entenda que não é drama, não é exagero — é alma cansada. É coração machucado.

Se você está lendo isso, obrigada por estar aqui. Obrigada por me ouvir.

Se, em qualquer momento, você sentir que pode estar perdendo o controle, por favor procure ajuda imediata.

📞 188 – Centro de Valorização da Vida (CVV) Atendimento 24h, gratuito e anônimo.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

A sombra que apareceu onde não deveria

Hoje voltei ao cemitério. Estava cheio, como costuma ser. 

Nada diferente, nada fora do comum — só aquela saudade funda que aperta o peito e faz o silêncio pesar mais do que o vento.

Mas a foto que tiramos trouxe algo… inquietante. Algo que nenhum de nós conseguiu explicar.

A história que voltou à tona

Há cerca de três meses, eu visitei o túmulo de um parente em Limeira – SP.
Fui sozinha, como sempre faço. Rezei, fiquei alguns minutos ali, em silêncio, e tirei uma única foto antes de ir embora. Nada demais.

Só que, quando cheguei em casa e fui olhar, meu coração gelou por um segundo.

Havia uma sombra na foto.
Uma sombra que não era minha.
Uma sombra que não fazia sentido algum.

Eu estava completamente sozinha naquele momento.

O sentimento que isso traz

Hoje, ao voltar ao cemitério, esse episódio voltou com força. A memória da foto, a estranheza, a sensação de algo inexplicável pairando no ar.

Não é que eu acredite em tudo.
Não é que eu queira ver mistério onde não existe.
Mas tem coisas que simplesmente… não têm resposta fácil.

E a verdade é que isso mexe com a gente.
Mexeu comigo.
Mexeu com toda a família.

É como se algo estivesse ali, além do que os olhos conseguem enxergar.

A reflexão que fica

A vida é cheia de coisas que a gente não entende.
Cheia de momentos que nos fazem perceber que existe muito além do que conseguimos tocar.
Às vezes é memória.
Às vezes é simbolismo.
Às vezes é só a saudade brincando com o nosso coração.

E às vezes… é algo que a gente nunca vai saber.

A pergunta que ficou ecoando em mim foi:
o que a gente faz com aquilo que não tem explicação?

O que me ajuda nesses momentos

  • Respeitar o mistério, sem alimentar medo desnecessário.

  • Lembrar que cemitérios carregam histórias — e nem todas são silenciosas.

  • Conversar com a família e dividir o que sinto, sem guardar tudo para mim.

  • Orar, porque a fé acalma aquilo que a razão não alcança.

Conclusão

Escrevo isso porque ainda estou tentando entender o que vi — ou o que não era para eu ver.
Não sei explicar.
Não sei se um dia vou saber.

Só sei que aquela sombra permanece na memória… e no coração.

Se alguém já viveu algo parecido, entende bem essa mistura de estranheza, saudade e arrepio que a gente não esquece.

  

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Hoje! Mais uma despedida

💗 A despedida que me ensinou sobre amor e humanidade

Nada como uma despedida para nos lembrar de como somos humanos, frágeis e limitados. Hoje revivi isso enquanto me despedia da nossa princesinha, a Lalinha — a bebê que chegou aos 9 meses e viveu conosco até quase completar dois anos.

Para muitos, ela pode ter sido apenas parte do acolhimento familiar. Para nós… ela foi família. Foi filha. Foi luz. Foi vida.

  • A primeira risada da manhã.
  • O cheirinho de bebê que enchia a casa.
  • A rotina que mudou tudo dentro de nós.

💛 Esses bebês chegam machucados pelo mundo… e acabam curando feridas que nem sabíamos que tínhamos.


✨ O amor que fica, a dor que ensina

Eu sempre tive dificuldade em me desprender de quem amo. É como se meu coração tivesse raízes. E com a Lalinha não foi diferente. Ela virou parte da nossa rotina, da nossa mesa, das nossas orações.

Sabíamos que o dia da despedida chegaria. Mas saber não nos prepara.

Quando soubemos que ela voltaria para a mãe, senti o peito apertar. Não por falta de fé — mas porque despedidas sempre nos colocam diante da nossa humanidade.

Sim, doeu. Dói. Vai doer por um bom tempo. Mas também sei que:

  • Deus tem um propósito em cada história.
  • O amor nunca é perdido — ele se transforma.
  • Cuidar é um privilégio, mesmo quando dói no final.

💛 Foram quase dois anos de alegria, desafios, fé, aprendizado e amor que transbordou. E por mais que hoje existam lágrimas… nenhuma delas supera o privilégio que tivemos.


🌷 Missão cumprida

Hoje foi difícil. Amanhã também será. Mas quando olho para trás, respiro fundo e penso:

Missão cumprida.

Porque fizemos o que Deus pediu. Porque amamos sem limites. Porque cuidamos com verdade. Porque oferecemos um lar, colo, segurança e afeto.

E por mais que a saudade aperte, eu não mudaria nada. Se o tempo voltasse, faria tudo de novo. Tudinho.

Que Deus continue guiando a vida dela — e a nossa — com sabedoria, renúncia, gratidão e amor.

Somos humanos, sim. Mas somos humanos que amam. E é isso que nos faz seguir.

💛 Recadinho para a nossa Lalinha:
Nós te amamos incondicionalmente e para sempre… Nunca se esqueça disso. Nunca. E, se um dia Deus permitir — se for da Vontade Dele — talvez nossos caminhos se encontrem novamente. Um reencontro sem despedidas, sem lágrimas, apenas com o amor que sempre existiu. E se, quando você crescer, por algum motivo encontrar este blog… Se ler estas palavras e reconhecer aqui um pedacinho da sua história… Se sentir algo familiar, um eco do seu começo… Entre em contato. Prometo que meu telefone e meu e-mail serão os mesmos. Prometo que virei ao seu encontro, onde quer que você esteja, só para matar a saudade que nunca passou. Mas, se você nunca ler… Se nunca mais nos encontrarmos neste mundo… Ainda assim, sinta isso em algum lugar do seu coração: Você foi — e sempre será — amada por nós eternamente. Mesmo que não lembre da gente. Mesmo que não saiba quem somos. Mesmo sem memória, o amor continua existindo… e isso basta.

Mil beijos. 💗

Bipolaridade e oscilação de humor: quando o dia amanhece nublado aqui dentro

Hoje está nublado aqui dentro. Hoje o dia amanheceu nublado. Não só lá fora. Aqui dentro também. Acordei sem vontade de sair. Se...