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quinta-feira, 2 de novembro de 2023

A sombra que apareceu onde não deveria

Hoje voltei ao cemitério. Estava cheio, como costuma ser. 

Nada diferente, nada fora do comum — só aquela saudade funda que aperta o peito e faz o silêncio pesar mais do que o vento.

Mas a foto que tiramos trouxe algo… inquietante. Algo que nenhum de nós conseguiu explicar.

A história que voltou à tona

Há cerca de três meses, eu visitei o túmulo de um parente em Limeira – SP.
Fui sozinha, como sempre faço. Rezei, fiquei alguns minutos ali, em silêncio, e tirei uma única foto antes de ir embora. Nada demais.

Só que, quando cheguei em casa e fui olhar, meu coração gelou por um segundo.

Havia uma sombra na foto.
Uma sombra que não era minha.
Uma sombra que não fazia sentido algum.

Eu estava completamente sozinha naquele momento.

O sentimento que isso traz

Hoje, ao voltar ao cemitério, esse episódio voltou com força. A memória da foto, a estranheza, a sensação de algo inexplicável pairando no ar.

Não é que eu acredite em tudo.
Não é que eu queira ver mistério onde não existe.
Mas tem coisas que simplesmente… não têm resposta fácil.

E a verdade é que isso mexe com a gente.
Mexeu comigo.
Mexeu com toda a família.

É como se algo estivesse ali, além do que os olhos conseguem enxergar.

A reflexão que fica

A vida é cheia de coisas que a gente não entende.
Cheia de momentos que nos fazem perceber que existe muito além do que conseguimos tocar.
Às vezes é memória.
Às vezes é simbolismo.
Às vezes é só a saudade brincando com o nosso coração.

E às vezes… é algo que a gente nunca vai saber.

A pergunta que ficou ecoando em mim foi:
o que a gente faz com aquilo que não tem explicação?

O que me ajuda nesses momentos

  • Respeitar o mistério, sem alimentar medo desnecessário.

  • Lembrar que cemitérios carregam histórias — e nem todas são silenciosas.

  • Conversar com a família e dividir o que sinto, sem guardar tudo para mim.

  • Orar, porque a fé acalma aquilo que a razão não alcança.

Conclusão

Escrevo isso porque ainda estou tentando entender o que vi — ou o que não era para eu ver.
Não sei explicar.
Não sei se um dia vou saber.

Só sei que aquela sombra permanece na memória… e no coração.

Se alguém já viveu algo parecido, entende bem essa mistura de estranheza, saudade e arrepio que a gente não esquece.

  

Jesus, eu confio em Vós: Onde encontro descanso para a alma

Onde o Coração Descansa: Fé e Acolhimento

Às vezes, a vida pesa. A cabeça acelera, o peito aperta e a gente precisa de um lugar seguro para descansar a alma. Hoje, olhando para o Sagrado Coração de Jesus e o Sagrado Coração de Maria, senti exatamente isso: um descanso.

Porque, mesmo quando tudo parece bagunçado aqui dentro, existe um amor que não falha, não cobra, não pesa. Um amor que acolhe.

Minha história com Eles é simples

Eu sempre recorro quando estou cansada demais para explicar o que sinto. Quando não encontro palavras, mas encontro fé. Quando não sei por onde começar, mas sei onde apoiar meu coração. E cada vez que olho pra Eles, lembro que não estou sozinha — nunca estive.

Reflexão

Todo mundo precisa de um lugar para depositar suas dores e suas esperanças. Alguns encontram isso na natureza, outros em pessoas. Eu encontro aqui: no Sagrado, no amor que transcende, no olhar que acalma.

Se hoje seu coração estiver apertado, diga só isso: “Jesus, eu confio em Vós.” E entregue. Mesmo sem entender tudo. Às vezes, a paz chega primeiro, e as respostas chegam depois.

Que o Sagrado Coração de Jesus e o Sagrado Coração de Maria toquem o seu dia também — com luz, proteção e esse amor silencioso que cura sem fazer barulho.


O que a ciência diz sobre a Fé e a Saúde Mental

O que você experimenta ao recorrer ao Sagrado é estudado pela psicologia como Coping Religioso-Espiritual Positivo. Ter um ponto de apoio transcendente ajuda a reduzir a ativação da amígdala cerebral (responsável pelo medo e ansiedade) e promove a resiliência.

Para pacientes com transtorno bipolar, a espiritualidade pode atuar como um fator de proteção, oferecendo um senso de propósito e pertencimento que auxilia na estabilização emocional durante as oscilações de humor. A entrega e a confiança ajudam a diminuir a carga cognitiva do estresse, permitindo que o sistema nervoso encontre um estado de homeostase (equilíbrio).

Bibliografia de Apoio:
KOENIG, H. G. Medicina, Religião e Saúde. L&PM, 2012.
PANZINI, R. G. Coping Religioso-Espiritual. Artmed, 2011.

Um momento de partilha

E você? Onde você encontra descanso quando o mundo parece pesado demais? Às vezes, compartilhar nossa fonte de força ajuda outra pessoa a encontrar a dela. Deixe um comentário ou apenas uma palavra de fé aqui embaixo.

Texto por: Elis Jurado

sábado, 31 de julho de 2010

Entre a Ansiedade e a Fé

Boa noite — entre a ansiedade e a fé

Boa noite, amigos. Hoje vim aqui falar um pouco de mim.

Esta semana tenho me sentido extremamente ansiosa e intolerante. Muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, muitas mudanças, e confesso: não estou conseguindo processar tudo como gostaria.

Sei que Deus está comigo, me sustentando em silêncio. Tenho certeza de que, se não fosse Ele, eu já teria desmoronado há muito tempo.

Existe um desejo profundo no fundo da minha alma e do meu coração. Deus conhece. Não consigo revelar a muitos, mas ele está lá — vivo, insistente, crescendo. Jamais imaginei que sentiria algo assim.

Já pedi a Deus que faça o melhor para mim, que conduza tudo conforme a Sua vontade. Mesmo assim, a ansiedade permanece. Às vezes me sinto refém desse desejo, sem saber se ele um dia será realizado.

Tudo bem, Deus. Eu creio em Ti.

Mudei de ideia no meio do caminho, fiz escolhas diferentes do que havia planejado. Não me arrependo. Se o tempo voltasse atrás, faria tudo novamente, do mesmo jeito. Mas Tu sabes o que habita o meu coração. E, se for da Tua vontade, peço humildemente: conceda-me esse desejo.

Amém.

Obrigada, meu Deus, por me sustentar. Obrigada também aos amigos que permanecem ao meu lado, mesmo quando eu mesma me sinto confusa.

Desejo a todos uma bela e tranquila noite de sábado.

Sobrevivendo à Intoxicação por Lítio: Meu Relato na UTI e o Transtorno Bipolar

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