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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Sempre quis entender a mente humana. Talvez para tentar salvar a minha

Sempre quis entender a mente humana. Talvez para tentar salvar a minha.

Desde muito cedo, algo em mim observava as pessoas. Não era curiosidade comum. Era quase uma necessidade.

Eu olhava os outros e pensava: o que passa aí dentro? Por que algumas pessoas parecem viver com leveza, enquanto outras carregam um peso invisível?

Durante anos, essa pergunta não era teórica. Era sobrevivência.

A tristeza me acompanhou em diferentes fases da vida. Às vezes silenciosa, às vezes esmagadora. E eu nunca entendi direito de onde ela vinha.

Nada “grave” parecia ter acontecido. Nada que justificasse tanto cansaço de existir.

E talvez por isso eu tenha começado a gostar de psicologia antes mesmo de saber o nome disso.

Eu queria entender as pessoas. Mas, no fundo, queria entender a mim.

Por muitos anos, isso ficou só no desejo. Não havia dinheiro, não havia tempo, não havia estrutura emocional.

A vida era pagar contas, cuidar dos outros, sobreviver aos próprios dias. Tentar mostrar alegria.

Enquanto isso, a pergunta continuava ecoando:

Por quê? Por que tanta tristeza ao longo da vida? O que acontece dentro da mente humana?

Agora, ironicamente, quando o diagnóstico chegou, quando os nomes começaram a fazer sentido, quando entendi que meu cérebro funciona diferente… surgiu também a oportunidade de estudar psicologia.

Não como romantização. Mas como tentativa de compreensão.

Eu estudo para ajudar pessoas, sim. Para atuar, sim.

Mas, principalmente, eu estudo porque preciso entender.

Entender o que aconteceu comigo. Entender o que acontece com quem sofre em silêncio. Entender por que a dor psíquica pode ser tão física, tão real, tão incapacitante Entender porque aquele que não sente aquela dor, julga tanto o que sente e sempre arruma "soluções mágicas" para o outro.

Talvez eu nunca encontre todas as respostas.

Mas sigo estudando, lendo, observando, vivendo.

Porque, se há algo que aprendi, é que ninguém sofre “à toa”. Não deve ser, não pode ser a toa.

E que entender a mente humana talvez não cure tudo — mas pode, ao menos, tornar a vida um pouco mais habitável.


Se você também passa a vida tentando entender por que sente o que sente, saiba: você não está sozinha.

domingo, 6 de novembro de 2011

“Quem és tu que me lês? És o meu segredo ou sou eu o teu?” — (Clarice Lispector)


🌸 Um desafio para quem me lê em silêncio

Depois de ler um artigo que mexeu comigo, decidi propor um desafio para você que está aqui agora, lendo estas linhas — mesmo que sempre em silêncio.

Esse cantinho existe há mais de um ano. Ele é meu refúgio. É onde derramo lágrimas em dias difíceis, onde solto sorrisos quando algo me surpreende, onde minha inspiração corre solta criando mil cenários possíveis… mas sempre sendo verdadeira no que sinto.

E, de alguma forma, você tem estado aqui comigo.

  • Seja pra ler um desabafo.
  • Ou uma alegria inesperada.
  • Ou apenas acompanhar essa vida meio atrapalhada, meio intensa, totalmente minha.

Meu contador já passou de seis mil acessos. Sei que muita gente me lê — mas nem todos deixam um “olá”. Vejo nas estatísticas que há leitores do Brasil todo, especialmente do Norte e Sudeste… e até dos EUA!

Às vezes me pego perguntando: Quem é você que passa aqui quase todos os dias, mas nunca diz seu nome?


A curiosidade que virou convite

Recebo comentários, e-mails e mensagens tão doces… pessoas que se identificam, que dizem que meus textos ajudam, que elogiam minhas fotos, músicas e vídeos. E eu fico feliz, de verdade.

Mas às vezes alguém escreve algo tão profundo, tão sensível, tão cheio de carinho… e não se identifica. E aí nasce em mim essa curiosidade gigante.

Então hoje, deixo aqui um desafio simples:

💡 Dicas para participar:

  • Deixe seu nome e sua cidade nos comentários.
  • Não precisa escrever nada mais se não quiser.
  • É só dizer “oi”. Simples assim.
  • É rápido, e vai me deixar muito feliz.

Eu começo…

Sou Elis, 32 anos, vivo em SP. E eu amo esse espaço.

Agora é sua vez. Clique ali embaixo, nos comentários, e deixa um oizinho. Vou adorar saber quem caminha comigo por aqui.

Mil beijos e uma semana linda pra você.

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