O perigo nem sempre grita — às vezes, ele sussurra
Muitas vezes a gente se preocupa com quem explode, quem levanta a voz, quem fala demais.
Achamos que o problema está no confronto, no jeito brusco, na sinceridade que machuca.
Mas, com o tempo, eu aprendi uma coisa difícil de aceitar:
o perigo nem sempre vem de quem mostra o que sente.
Às vezes ele vem justamente de quem esconde.
De quem sorri largo.
De quem abraça forte.
De quem fala mansinho.
De quem elogia demais.
E, enquanto isso, guarda intenções que a gente não vê… porque não quer acreditar.
A foto que coloquei — Jesus e Judas — fala por si.
O problema nunca foi Pedro, que errou tentando acertar.
O problema sempre foi Judas, que traía com beijo.
O que isso me ensinou
Nem todo carinho é verdadeiro.
Nem toda pessoa calma é confiável.
Nem todo abraço é acolhimento.
Nem toda presença é bênção.
A vida me mostrou que tem gente que se aproxima não por amor, mas por interesse.
Gente que sorri enquanto espera o momento certo para machucar.
Gente que finge lealdade, mas nunca teve coração do seu lado.
E dói perceber isso… mas liberta.
E para você que está lendo
Se algo aqui tocou seu coração, lembra de uma coisa:
A intenção é a linguagem que ninguém consegue disfarçar para sempre.
Observe atitudes.
Observe repetição.
Observe como a pessoa age quando ninguém está vendo.
E, principalmente:
valorize quem erra, mas é verdadeiro;
quem fala a verdade, mesmo quando dói;
quem não te abraça só para te manipular, mas para te acolher de verdade.
Conclusão
O beijo de Judas continua existindo nos dias de hoje.
E o que protege a gente não é desconfiança…
é discernimento.
Que Deus ilumine nossos olhos,
nossos passos
e nossos vínculos.
E que Ele nos afaste de quem tem sorriso doce, mas coração perigoso.
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