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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Quando o fim do ano pesa mais do que deveria


Quando o Fim do Ano Aperta: Entre a Gratidão e a Dor que Ninguém Vê

Chegando nos últimos dias do ano… e, como sempre, algo dentro de mim desaba. É quase automático. Uma tristeza que vem sem pedir licença, um vazio que ocupa espaço demais, e uma culpa pesada por sentir tudo isso quando, teoricamente, eu “deveria” estar feliz.

✨ A história por trás desse sentimento

Eu tento. Eu juro que tento encontrar uma alegria forçada, um sorriso emprestado, uma dose de animação para não decepcionar ninguém. Mas parece que meu corpo sabe antes de mim: essa época me dói.

É uma mistura de melancolia, pressão, comparações silenciosas e uma sensação de que fiz menos do que deveria, mesmo quando fiz tudo o que consegui.

E aí vem aquela vontade: que esse ano acabe logo… por favor.

✨ E isso não acontece por falta de motivos para agradecer

  • Minha filha passou no vestibular.
  • Vai se formar na próxima semana.
  • Vai brilhar no palco do teatro.
  • Estou empregada.
  • Minha família está viva e bem.
  • Eu posso abraçar quem amo, ouvir suas vozes, sentir sua presença.

Sou profundamente grata a Deus, que cuida de mim e da minha família a cada instante, silenciando perigos que eu nem vejo.

Mas ainda assim… falta. Falta algo que eu não sei explicar. Falta uma paz que parece escapar pelos dedos. Falta um lugar onde eu caiba inteira, sem precisar fingir alegria para agradar.

✨ A reflexão que essa dor traz

Tem sentimentos que não obedecem lógica. Tem dores que se repetem como um ciclo. E tem épocas do ano que tocam a gente exatamente onde estamos mais frágeis.

Tudo bem não saber o porquê. Tudo bem não amar festas. Tudo bem desejar silêncio quando o mundo inteiro parece explodir em barulho.

Talvez a pergunta não seja “por que eu sinto isso?”, mas “como posso ser gentil comigo quando isso chegar?”.

✨ O que tem me ajudado, mesmo nos piores dias

  • Permitir sentir, sem me julgar.
  • Repetir em silêncio: “Jesus, cuida de mim. Aumenta a minha fé.”
  • Lembrar que a tristeza não invalida a gratidão — elas coexistem.
  • Reconhecer que o fim do ano desperta emoções profundas, e isso não me faz fraca.

✨ Conclusão

Escrevo isso porque este também é meu pedido de socorro e, ao mesmo tempo, meu pedido de fé. Eu não quero me sentir assim, mas sinto. Eu não controlo, mas confio.

Se você também se sente sufocada nessa época, saiba: você não está sozinha. Que Deus cuide de nós, acalme nossos medos e encha de luz aquilo que ainda falta.

💛 Se você estiver passando por um momento de desespero ou pensamentos ruins, procure ajuda imediatamente.
📞 CVV – 188 (atendimento gratuito e 24h)

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Quando a mente não para, o coração pede descanso

💛 Quando a mente não para, o coração pede descanso

Sim, essa sou eu. Pensando, como sempre.

Pensando no que fazer, no que posso criar, no que posso vender, no que ainda consigo inventar para aumentar minha renda.

Porque o relógio não para… e no próximo ano preciso pagar a faculdade da minha filha.

E eu não faço ideia de onde tirar esse dinheiro.

Às vezes me descabelo — literalmente e emocionalmente.

Tento ser uma boa mãe.

Sei que não sou perfeita, sei das minhas falhas, mas também sei que não sou das piores.

Ainda assim, sinto o peso enorme de prover tudo aquilo que ela precisa. E nada pesa mais do que o medo de não conseguir.

Minha cabeça não silencia.

As preocupações borbulham, se misturam, se atropelam.

Final de ano chegando — e como sempre, vira martírio.

É como se o mundo acelerasse e eu ficasse presa num redemoinho interno.

Ainda por cima, fico me martirizando por não ter conseguido uma boa classificação no último concurso. Parece que, em vez de resultado, eu recebo uma nova cobrança emocional.

E o curioso é que estou numa fase boa.

Medicada.

Com poucas crises de ansiedade.

O medo mais controlado.

Sem terapia no momento, mas ainda conseguindo me manter firme.

Mesmo assim… ainda me sinto confusa.

Como se eu tivesse tudo e ao mesmo tempo nada.

Uma mistura de gratidão com vazio, alívio com medo, força com exaustão.

É assim que eu estou.

E talvez seja o suficiente por hoje.

💛 Lembre-se: Se sua mente também anda barulhenta, se o peso tem sido grande demais, saiba que você não está só. Às vezes, só de ler que outra pessoa sente parecido, a gente respira um pouco melhor. E se esse texto te trouxe conforto, use isso como lembrete: continue, devagar mesmo, mas continue.


📞 No Brasil: 188 – CVV
Atendimento 24h, gratuito e anônimo.
Você não está só.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

E eu choro...

Quando o Choro é o Único Desabafo

"Tem hora que bate uma tristeza tão grande, que não sei o que fazer e nem pra onde ir...
É tanta coisa que eu queria dizer, mas não tem ninguém pra ouvir...
Então eu choro sem ninguém ver.
Eu choro..."

(Fábio Júnior)

Às vezes, as palavras travam na garganta e a única saída que o corpo encontra é através das lágrimas. Chorar escondido, sem ninguém ver, é o refúgio de muitos que sentem que o mundo não está pronto para acolher a sua dor. É aquele momento em que a solidão aperta e a tristeza parece não ter fim nem lugar.


O que a ciência diz sobre o Choro e a Catarse

Na psicologia, o choro é visto como uma forma de catarse — uma liberação emocional necessária para o equilíbrio do organismo. Quando choramos, nosso corpo libera ocitocina e endorfinas, substâncias que ajudam a aliviar a dor física e emocional, promovendo uma sensação de relaxamento após o episódio.

Entretanto, o "chorar sem ninguém ver" aponta para a importância da validação emocional. O ser humano é um ser social e a sensação de não ter "ninguém para ouvir" pode aumentar a carga de estresse e a sensação de desamparo, comum em quadros depressivos ou fases de baixa do transtorno bipolar. Aprender que a tristeza não precisa ser escondida é um passo fundamental no processo de cura e busca por estabilidade.

Bibliografia de Apoio:
FREUD, S. Luto e Melancolia. Companhia das Letras, 2011 (original 1917).
VINGERHOETS, A. Why Only Humans Weep: Unraveling the Mysteries of Tears. Oxford University Press, 2013.

Um convite ao desabafo

Se você também já se sentiu assim, como na música, saiba que este blog é um espaço seguro. Você não precisa chorar sempre sozinho. Às vezes, escrever o que sentimos é uma forma de encontrar esse "alguém para ouvir" que tanto nos falta. Como você lida com os dias em que a tristeza bate sem aviso? Deixe seu comentário.

Relato original atualizado por: Elis Jurado

Sobrevivendo à Intoxicação por Lítio: Meu Relato na UTI e o Transtorno Bipolar

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