sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Escrever: A Viagem Infinita entre o Real e o Imaginário

Escrever: Uma Viagem Gratuita para o Infinito

Dias atrás, alguém me perguntou em uma postagem se tudo o que escrevo aqui é exatamente o que vivo. Confesso que nem sempre a caneta (ou o teclado) transcreve apenas o agora. Muitas vezes, me inspiro em histórias passadas — facultadas ou não pela memória —, em músicas que tocam a alma, em pessoas que admiro profundamente ou, às vezes, escrevo apenas pelo prazer de deixar as palavras fluírem. Nem tudo é fato concreto.

Mas é certo que, em muitos momentos, minha vida chega a ser transcrita e muito bem transcrita (risos). Existem dores e alegrias que não cabem só no peito e precisam transbordar para o papel. A verdade é que sou uma pessoa comum, cheia de ideias, sentimentos e contradições. Mas, diferente do que muitos podem pensar, sou consciente e mantenho os pés bem firmes no chão.

Escrever é algo maravilhoso; é uma viagem gratuita para o infinito, um mergulho que transita entre o mundo real e o da imaginação. Somente aquele que escreve entende o que é viajar sem sair do lugar, transformando silêncio em voz e caos em arte. É a minha forma de dar sentido ao que sinto e de abraçar quem me lê.


O que a ciência diz sobre a Escrita Terapêutica

O processo de escrita é validado pela psicologia como Escrita Expressiva ou Terapêutica. Estudos pioneiros do psicólogo James Pennebaker demonstram que o ato de colocar sentimentos e pensamentos no papel ajuda a organizar a narrativa interna, reduzindo a carga emocional negativa.

Ao escrever, ativamos o córtex pré-frontal, o que ajuda na regulação das emoções processadas pela amígdala. No contexto do transtorno bipolar, a escrita funciona como um diário de monitoramento, onde o indivíduo pode observar seus padrões de humor e dar vazão à criatividade, o que é um fator de proteção importante para a saúde mental e estabilização afetiva.

Bibliografia de Apoio:
PENNEBAKER, J. W. Writing to Heal: A Guided Journal for Recovering from Trauma and Emotional Upheaval. New Harbinger Publications, 2004.
ROGERS, N. A Conexão Criativa: Expressiva como Terapia. Gerando, 2002.

Um convite para você

E você, já experimentou tirar o que está no coração e colocar no papel? Não precisa ser perfeito, não precisa ser técnico — só precisa ser seu. Escrever pode ser o primeiro passo para você entender a sua própria história. Conte para mim nos comentários: o que você usa como "válvula de escape" para os seus sentimentos?

Relato original atualizado por: Elis Jurado

6 comentários:

  1. Haja mistérios, e haja curiosidade....

    Ser mulher é hospedar dentro de si o sentimento do perdão, é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes coisas que nunca ficaram esquecidas.

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  2. Hola chica, que tal? Saludos desde el México
    Juan

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  3. Maria Santos Pelegrini24/2/12 16:34

    Menina vocÊ sabe que já pensei nisso. Uma pessoa que posta tantas coisas legais que retrata exatamente coisas que a gente vive, ja pensei que vc vive tudo isso e não me conformava porq vc não deve ter mais de 30 anos e como uma pessoa tão nova vive tantas coisas eu me perguntava.
    Mas agora entendo mas sinto que quando se trata de sentimentos vc é bem retratada. Não pare de escrever Me levem sempre nas suas viagens porque adoro.

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  4. ACHO MUITO INTERESSANTE
    RJ

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  5. Todo esse blog é um misterio e acho que por ser misterioso é viciante tambem.
    Gosto de ler. Feliz final de semana

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  6. transcrito: A verdade é que sou uma pessoa comum, cheia de idéias, de sentimentos. Diferente de muitos, sou consciente e com os pés no chão. eu quero te dar um sapato de presente, o mais chique que eu encontrar!!! me passa o nº, não quero vc com os pés no chão....rsrs
    brincadeirinha!!!, mas o presente vai ser de verdade....kisses

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