Não quero morrer, mas viver está muito difícil pra mim.
Relatos reais de Elis sobre a rotina com transtorno bipolar. Como estudante de psicologia, compartilho enfrentamentos, o uso de medicação, a importância da terapia e o que realmente ajuda na saúde mental. Aqui a vida acontece como ela é, narrada por quem sente e estuda a mente humana. Um espaço para trocar experiências, falar sobre fé, autocuidado e aprender juntos que ninguém precisa estar sozinho. Venha conversar, se identificar e encontrar esperança e acolhimento em nossa jornada.
sexta-feira, 12 de maio de 2017
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Um pouco de mim
Hoje, aos 37 anos, sou uma pessoa quieta.
Calada.
De poucos — e bem selecionados — amigos.
Sensível a barulhos, a multidões, a excessos.
Na verdade, sempre fui assim.
Já vivi decepções profundas.
E também grandes alegrias.
Nunca acreditei em felicidade plena.
Acredito em momentos felizes — aqueles que passam, mas deixam marca.
Venho de uma família humilde.
Pequena.
Bem pequena.
Carrego sonhos não realizados.
E medos sem fim — muitos deles sem fundamento.
A ansiedade sempre esteve comigo.
Desde cedo.
Ela nunca foi novidade.
Choro com facilidade.
Ajudo as pessoas.
Mesmo quando estou cansada.
Tenho medo de morrer.
Todos os dias tento ser a melhor mãe que consigo.
Quando senti o movimento da minha única filha,
ainda na gestação,
meu coração se encheu de uma felicidade que nunca mais esqueci.
Gosto de estar sozinha.
Tenho muita dificuldade em receber visitas.
Muita mesmo.
Sinto muita falta da minha mãe.
Hoje ela mora em outra cidade.
Choro com frequência.
Estou chorando agora.
Primeira Postagem
Esse
é meu primeiro post nesse blog.
Tenho
outros blogs com assuntos diferentes e com fotos pessoais.
Aqui
pretendo digitar fatos mais importantes da minha vida, ou os fatos que mais me
marcaram.
Não
terá uma sequencia de datas, mas em cada postagem estarei colocando a minha
idade no ano do acontecimento.
Aqui
não serão expostas fotos pessoais minhas e nem dos meus familiares, quero proteger
a todos para que eu possa escrever mais.
São
acontecimentos reais, na verdade um “diário” que não foi escrito diariamente.
Certamente
pessoas me perguntam por que sou calada, tímida e vivo bem com minha solidão,
fazendo uma análise de tudo que vivo e vivi alguns estudiosos serão capazes de
desvendar e quem sabe até compreender a ponto de poder mudar a vida de algumas
pessoas, que sofrem, sofreram ou sofrerão como eu.
Não
contarei aqui apenas coisas doloridas. Contarei exatamente a minha vida.
É
possível que depois de muito escrever exista a possibilidade de montar tudo em
páginas e em sequencia.
No
momento busco mesmo uma luz, um entendimento e uma oportunidade de desabafar e
ou encontrar alguém que passe pelo mesmo que eu, alguém que queira trocar
experiências ou alguém que queira somente me escutar.
As
inspirações virão do dia a dia, daquilo que me tocar a alma e me levar no
tempo.
Vou
relatar acontecimentos que me lembro ou que me contaram a partir do ano de 1979.
Comentários,
ajuda, conselhos, palavras serão muito bem acolhidos e muito bem vindos.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Batidas do meu coração
A noite é longa e o silêncio é inevitável...
Batidas do meu coração
A
noite é longa e o silêncio é inevitável...
Somente
quebra esse silêncio o som dos pensamentos e vozes da minha mente perturbada e
aflita.
Já
é quase madrugada e a solidão me invade. Sinto minha alma repleta de
ansiedade...
É
possível ouvir os batimentos do meu coração.
Sim!
Meu coração bate descompassado dentro do peito e é possível que ele me mate
antes dos 40 anos de idade.
Ah
coração! Oh mente que me aflige e pouco
a pouco me enlouquece. . .
Oh
coração meu, se quiser parar fique a vontade. Somente assim poderei me
libertar...
Libertar
meu espírito que tanto padece.
Não
se incomode coração meu, sei quantos desgostos você tem sentido.
Já
tem mesmo razão de querer descansar...
💓
domingo, 7 de maio de 2017
Como dói
E o coração bate. E ele chora.
Meus lábios sorriem e o coração dói.
O brilho do olhar demonstra a dor, o sofrimento e os lábios
se abrem a fim de deixar aparecer meio dentes, a fim de formar um sorriso.
Sorriso falso para enganar os que não são capazes de enxergar dentro dos olhos
a dor que está presente na alma.
Como dói. .. E a mente grita! Como grita!
Quanto barulho! Quanta dor!
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Já não aguento mais...
Quando a Tristeza não dá Trégua: Relato sobre Angústia e Mente Acelerada
E outra vez a tristeza vem, a dor aperta. A cabeça viaja, pensa, grita; e faz o coração se encher de angústia e dor.
Saída? Realmente, nesses dias, não enxergo nenhuma saída, nem uma porta aberta, tampouco alguma oportunidade. A fé se cala junto com as palavras, que já são tão poucas no meu cotidiano. É como se o mundo lá fora continuasse girando, mas eu estivesse presa em um tempo que não passa.
O silêncio de um quarto fechado numa noite fria só perde para os ruídos da mente. Sim, o barulho dos pensamentos. Esses ruídos, essa voz, esse som que me faz estar aqui e em mais de mil locais e tempos diferentes em questão de um minuto. É uma exaustão que não se cura com sono.
Os olhos que fixam o nada e se enchem de lágrimas, porque o coração chora com medo de tudo o que a mente pensa. Por quê? Até quando? Isso vai e volta, e eu já não aguento mais... É uma luta invisível contra um inimigo que mora dentro de mim e que, por vezes, parece ser mais forte que a minha própria vontade.
O que a ciência diz sobre a Angústia e o Transtorno Bipolar
O estado descrito pela Elis é característico de um episódio depressivo dentro do espectro bipolar. A "falta de saída" e o silêncio da fé são sintomas da anedonia (perda de prazer) e do desamparo aprendido, onde a mente se convence de que não há solução para a dor atual.
Os "ruídos da mente" citados são processos de ruminação e aceleração do pensamento que podem ocorrer mesmo na depressão (conhecido como estado misto). Neurobiologicamente, há uma desregulação de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, além de uma hiperatividade em áreas do cérebro ligadas ao medo. É importante entender que essa "falta de saída" é uma percepção distorcida pela crise, e o tratamento adequado é o que devolve a capacidade de enxergar as cores e as portas novamente.
Bibliografia de Apoio:
MORENO, R. A. Transtorno Bipolar: Clínica, Genética e Neurobiologia. Manole, 2012.
DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais. Artmed, 2018.
Um momento de acolhimento
Se você também está em um desses dias onde o quarto parece pequeno demais e a mente barulhenta demais, saiba que essa sensação tem nome e tratamento. Você não está sozinho no seu silêncio. Se sentir vontade, deixe uma palavra ou um sinal aqui nos comentários. Às vezes, falar sobre a dor é o primeiro passo para ela começar a pesar menos.
Relato por: Elis Jurado
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