Quando estou bem, escrevo
Quando estou bem, caminho
Quando não estou, padeço
Odeio chatice. Às vezes sou chata.
Às vezes me odeio. Logo, logo passa.
(Estado - Sirlea Vieira)
Relatos reais de Elis sobre a rotina com transtorno bipolar. Como estudante de psicologia, compartilho enfrentamentos, o uso de medicação, a importância da terapia e o que realmente ajuda na saúde mental. Aqui a vida acontece como ela é, narrada por quem sente e estuda a mente humana. Um espaço para trocar experiências, falar sobre fé, autocuidado e aprender juntos que ninguém precisa estar sozinho. Venha conversar, se identificar e encontrar esperança e acolhimento em nossa jornada.
Dias atrás, alguém me perguntou em uma postagem se tudo o que escrevo aqui é exatamente o que vivo. Confesso que nem sempre a caneta (ou o teclado) transcreve apenas o agora. Muitas vezes, me inspiro em histórias passadas — facultadas ou não pela memória —, em músicas que tocam a alma, em pessoas que admiro profundamente ou, às vezes, escrevo apenas pelo prazer de deixar as palavras fluírem. Nem tudo é fato concreto.
Mas é certo que, em muitos momentos, minha vida chega a ser transcrita e muito bem transcrita (risos). Existem dores e alegrias que não cabem só no peito e precisam transbordar para o papel. A verdade é que sou uma pessoa comum, cheia de ideias, sentimentos e contradições. Mas, diferente do que muitos podem pensar, sou consciente e mantenho os pés bem firmes no chão.
Escrever é algo maravilhoso; é uma viagem gratuita para o infinito, um mergulho que transita entre o mundo real e o da imaginação. Somente aquele que escreve entende o que é viajar sem sair do lugar, transformando silêncio em voz e caos em arte. É a minha forma de dar sentido ao que sinto e de abraçar quem me lê.
O processo de escrita é validado pela psicologia como Escrita Expressiva ou Terapêutica. Estudos pioneiros do psicólogo James Pennebaker demonstram que o ato de colocar sentimentos e pensamentos no papel ajuda a organizar a narrativa interna, reduzindo a carga emocional negativa.
Ao escrever, ativamos o córtex pré-frontal, o que ajuda na regulação das emoções processadas pela amígdala. No contexto do transtorno bipolar, a escrita funciona como um diário de monitoramento, onde o indivíduo pode observar seus padrões de humor e dar vazão à criatividade, o que é um fator de proteção importante para a saúde mental e estabilização afetiva.
Bibliografia de Apoio:
PENNEBAKER, J. W. Writing to Heal: A Guided Journal for Recovering from Trauma and Emotional Upheaval. New Harbinger Publications, 2004.
ROGERS, N. A Conexão Criativa: Expressiva como Terapia. Gerando, 2002.
E você, já experimentou tirar o que está no coração e colocar no papel? Não precisa ser perfeito, não precisa ser técnico — só precisa ser seu. Escrever pode ser o primeiro passo para você entender a sua própria história. Conte para mim nos comentários: o que você usa como "válvula de escape" para os seus sentimentos?
Relato original atualizado por: Elis Jurado
Ainda escrevo a nossa história, vai se preparando (gargalhadas). Vai ser a história mais linda e mais engraçada do mundo e a mais comovente, a história que mostrará que é possível uma grande e eterna amizade mesmo com as barreiras, distancias, tapas e pontapés, kkk e mais, mais. (gargalhadas). Amodoro você (♥)² Quando eu cheguei ao hospital: intoxicação por lítio, UTI e o silêncio emocional Cheguei ao hospital acompanhada da minha mãe e da minh...