Para você que está lendo
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Um passado de dores e alegrias, um presente de luta e sonhos, e um futuro cheio de esperança. Uma mente cheia de mistérios, uma mulher que sorri, chora, trabalha e crê em Deus. Uma bipolar enfrentando os altos e baixos da vida com coragem, terapia e fé.
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Hoje, enquanto caminhava para esfriar a cabeça, encontrei um cogumelo na calçada. Pequeno, discreto… mas tão vivo.
E aquilo me fez pensar.
Estava voltando para casa, cansada da rotina, do peso das preocupações, da sensação de que nada mudava.
Foi um dia em que eu me sentia estagnada — meio perdida, meio sobrevivendo no automático, sem grandes expectativas.
E então vi esse pequeno cogumelo, sozinho, brotando no meio do concreto.
Ninguém olhava. Ninguém se importava.
Mas eu parei.
Ajoelhei, respirei, observei.
E pela primeira vez em dias, algo dentro de mim ficou em silêncio.
Como se aquele pequeno ser dissesse:
“Mesmo no lugar errado, ainda dá pra florescer.”
Às vezes, a força não é grandiosa — é discreta, silenciosa, quase invisível.
É só o ato de continuar.
A beleza não precisa estar em grandes coisas.
Às vezes ela está ali, na beira da calçada, esperando que a gente desacelere por um segundo.
Esse dia me ensinou que:
Crescer é possível até nos ambientes mais difíceis.
A rotina pode esconder pequenas mensagens.
Pausar é tão importante quanto seguir.
O mundo ainda oferece beleza — mesmo quando estamos cansadas demais para procurar.
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| Arara do restaurante Costela de Chão Foto Elis Jurado |
Eu gosto de fotografar, mesmo sem entender muito.
Talvez porque, quando vejo algo bonito, consigo me esquecer por alguns instantes do peso que venho carregando.
E hoje, foi esse instante.
Em 2019, publiquei aqui sobre os desafios que minha mente enfrentava — barulho constante, pensamentos ruins e um sentimento profundo de tristeza.
Foram meses muito turbulentos, dias em que parecia impossível encontrar paz.
Cada instante, cada foto, cada cuidado e cada sorriso com minha afilhada são lembretes de que a vida ainda pode ser bonita, mesmo quando a mente tenta apagar a cor do mundo.
O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias Esses dias tenho sentido um medo estranho, daqueles que chega quieto, mas oc...