Sou ansiosa.
E não é segredo nenhum — dá pra perceber no meu jeito, no meu olhar, no meu ritmo.
A história por trás desse jeito acelerado
Eu observo tudo.
Cada detalhe, cada mudança de tom, cada gesto que as pessoas nem percebem que fazem.
Não consigo deixar nada para depois.
Se algo acontece, minha cabeça já dispara:
“Vamos resolver. Agora.”
É quase instintivo, como se meu coração tivesse medo de acumular qualquer coisa… até pensamentos.
E a verdade é que isso me cansa, mas também me move.
Estive recentemente em um hotel fazenda, em Serra Negra.
Um lugar calmo, quieto, cheio de verdes e silêncio.
E enquanto eu tentava desacelerar, percebi que minha mente continuava correndo.
Enquanto tudo ao redor convidava a respirar… eu ainda tentava resolver coisas que nem tinham acontecido.
A reflexão que isso traz
Ser ansiosa não é só “ser agitada”.
É sentir tudo antes, durante e depois.
É viver com a cabeça sempre dois passos à frente, mesmo quando o corpo só queria estar aqui.
E percebi que muitas pessoas vivem assim — carregando urgências que ninguém vê, lutando contra medos que ninguém entende, tentando controlar o que nem existe ainda.
Às vezes, a pergunta mais honesta é:
como desacelerar um coração que nunca aprendeu a andar devagar?
O que tem me ajudado (aos poucos…)
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Respirar antes de reagir.
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Lembrar que nem tudo é urgente — mesmo que pareça.
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Me permitir pausar, mesmo que a pausa dure só alguns minutos.
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Observar a beleza de lugares tranquilos, como aquele hotel fazenda… e tentar deixar essa paz entrar.
Conclusão
Se você também sente essa ânsia constante de resolver o mundo, eu te entendo.
E só quero te lembrar: a gente também merece sossego.
Mesmo que seja difícil.
Mesmo que seja raro.
E você… se identifica?
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Hotel Fazenda Molise - Serra Negra
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