quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Cuidado com aqueles que estão perto de você, mas não querem seu bem

O perigo nem sempre grita — às vezes, ele sussurra

Muitas vezes a gente se preocupa com quem explode, quem levanta a voz, quem fala demais.
Achamos que o problema está no confronto, no jeito brusco, na sinceridade que machuca.

Mas, com o tempo, eu aprendi uma coisa difícil de aceitar:
o perigo nem sempre vem de quem mostra o que sente.
Às vezes ele vem justamente de quem esconde.

De quem sorri largo.
De quem abraça forte.
De quem fala mansinho.
De quem elogia demais.

E, enquanto isso, guarda intenções que a gente não vê… porque não quer acreditar.

A foto que coloquei — Jesus e Judas — fala por si.
O problema nunca foi Pedro, que errou tentando acertar.
O problema sempre foi Judas, que traía com beijo.

O que isso me ensinou

Nem todo carinho é verdadeiro.
Nem toda pessoa calma é confiável.
Nem todo abraço é acolhimento.
Nem toda presença é bênção.

A vida me mostrou que tem gente que se aproxima não por amor, mas por interesse.
Gente que sorri enquanto espera o momento certo para machucar.
Gente que finge lealdade, mas nunca teve coração do seu lado.

E dói perceber isso… mas liberta.

E para você que está lendo

Se algo aqui tocou seu coração, lembra de uma coisa:
A intenção é a linguagem que ninguém consegue disfarçar para sempre.

Observe atitudes.
Observe repetição.
Observe como a pessoa age quando ninguém está vendo.

E, principalmente:
valorize quem erra, mas é verdadeiro;
quem fala a verdade, mesmo quando dói;
quem não te abraça só para te manipular, mas para te acolher de verdade.


Conclusão

O beijo de Judas continua existindo nos dias de hoje.
E o que protege a gente não é desconfiança…
é discernimento.

Que Deus ilumine nossos olhos,
nossos passos
e nossos vínculos.
E que Ele nos afaste de quem tem sorriso doce, mas coração perigoso.

 .

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Crises que chegam sem aviso

Sempre entro em crises… do nada.

É como se um gatilho invisível disparasse dentro de mim, sem motivo aparente, sem aviso, sem lógica.
De repente eu me vejo criando cenários que não existem, sofrendo por coisas que não aconteceram, esperando sempre o pior — como se minha cabeça trabalhasse contra mim.

E o mais difícil é ouvir:
“Mas por que está assim? Não aconteceu nada!”
Se fosse tão simples assim… eu também não saberia explicar.

A verdade é que quem vive ansiosa entende:
o corpo sente antes da mente entender.
O coração dispara antes do perigo existir.
A dor aparece antes da razão chegar.

A minha reflexão

Com o tempo, aprendi que essas crises não fazem de mim fraca — fazem de mim humana.
E também aprendi que ninguém é obrigado a entender o que nunca sentiu… mas eu sou obrigada a me cuidar.

A gente precisa se acolher, respirar, pedir ajuda quando necessário e lembrar que não é vergonha nenhuma admitir que está difícil.

Para você que está lendo isso

Se alguma parte desse texto te descreveu… por favor, não carregue isso sozinho(a).
Seu sentimento é válido, seu medo é real, e sua dor merece cuidado.

Se, em qualquer momento, você sentir que está perdendo o controle, que o desespero tomou espaço demais ou que não consegue mais lidar sozinho(a):

No Brasil:
📞 188 – Centro de Valorização da Vida (CVV)
Atendimento 24 horas, gratuito e totalmente anônimo.

Você não está só.
E pedir ajuda é, sempre, um ato de força.


Conclusão

Eu sigo tentando me entender, devagarzinho, respirando fundo, lutando contra a minha própria cabeça quando ela tenta me derrubar.
E sigo acreditando que, mesmo nos dias mais confusos, Deus segura minha mão antes que eu caia.


sábado, 16 de setembro de 2023

O amor… será que eu realmente soube o que era?


Rosa vermelha, símbolo do amor.

E eu olho para ela e lembro de tudo que já senti… tudo que achei que era amor.

Quanto amor eu senti por você.
Quanto amor…
E, mesmo assim, às vezes nem consigo descrever o que era aquilo.
Era amor? Era paixão? Era falta? Era desejo de ser vista? Era carência?
Até hoje eu não sei.

Crescemos acreditando que amor é eterno, que dura para sempre, que atravessa o tempo como se nada pudesse destruí-lo.
Mas será que o eterno existe?
Ou o eterno só acontece no amor de mãe pelos filhos…
No amor de Deus por nós…
Nesses amores que não dependem de reciprocidade para continuar existindo?

Minha verdade

O amor que eu sentia na adolescência era barulhento, impulsivo, dramático.
O amor que eu penso sentir hoje é outro: mais silencioso, mais cauteloso, mais desconfiado até.
E, às vezes, me pergunto se, no meio de tanta confusão, eu realmente amei alguém de verdade…
ou se só amei a ideia de ser amada.

É difícil admitir isso, mas faz parte do meu processo de me entender.

O que isso tem me ensinado

Talvez o problema não seja o amor…
Talvez seja o que a vida fez com ele dentro de mim.

A gente amadurece, cria cicatrizes, ergue muralhas, e o amor vai ficando diferente — não menor, não fraco… apenas mais cuidadoso.

E se você que está lendo isso já se perguntou se aquilo que viveu foi amor ou só ilusão, deixa eu te dizer uma coisa com carinho:
o amor que vale a pena não confunde, não te diminui, não te faz se perder de si.
O amor certo chega com paz, não com dúvida.

Conclusão

Hoje, com a rosa na mão, percebo que talvez eu ainda esteja aprendendo o que amor significa para mim.
E tudo bem.
Alguns sentimentos não precisam de respostas imediatas.
Eles só precisam ser vividos com verdade.


quinta-feira, 14 de setembro de 2023

O coração mais bonito

Tem uma frase que carrego desde que eu era pequena — e talvez seja uma das mais lindas que já ouvi:

“O coração mais bonito não é aquele que só sabe amar, mas sim aquele que, com seu íntimo ferido, esquece e perdoa.”

Uma lembrança que nunca me deixou

Eu me lembro exatamente de quando ouvi isso pela primeira vez. 
Eu era criança, e mesmo sem entender totalmente, senti que aquilo mexia comigo. Na época, eu achava que amar era o suficiente. Que bastava querer bem.

Com o tempo, descobri que a vida é mais complexa do que os contos de fadas prometem.
A gente cresce, se machuca, é decepcionado, por vezes quebrado. 
E é justamente aí que essa frase volta — quase como um abraço silencioso dizendo: “Você ainda pode escolher o amor.”

Quando o coração se fere, mas escolhe ficar

Hoje, adulta, eu vejo que o amor mais bonito não é o que nunca foi testado.
É aquele que passou por tempestades e ainda assim escolheu não endurecer.
Não é sobre aceitar tudo, nem sobre ignorar a dor.
É sobre não deixar que ela te transforme no que te feriu.

Perdoar não significa esquecer o que fizeram com você, mas sim não permitir que aquilo siga comandando sua vida.
E isso… isso é uma força que poucas pessoas admitem ter.

Se você está aqui, lendo este texto, talvez esteja sentindo o peso de alguma dor, alguma decepção, algum cansaço emocional.

Então eu quero te entregar isso:
Você não precisa ter um coração perfeito. Só precisa ter um coração que decide não perder a sua própria essência.
Perdoar é um ato de liberdade.
E essa liberdade devolve paz.

Eu ainda acredito nessa frase — talvez hoje até mais do que na infância.

Porque depois de tantos tombos, eu descobri que um coração bonito não é o que nunca sofreu…
É o que, mesmo ferido, continua sendo luz.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Tentando recomeçar aos poucos

Tentando voltar a escrever aqui… mas, sinceramente, não estou conseguindo dar andamento nas coisas que eu inicio.

Parece que começo cheia de vontade, e depois a vida vem, me atravessa, me cansa… e eu paro no meio do caminho.

Essa igreja da foto fica perto da minha casa.
Fotografei só por hobby mesmo.
E, por incrível que pareça, é isso que tem me dado um pouco de alegria agora — pequenas coisas, pequenos respiros, pequenos encontros comigo mesma.

Talvez seja assim mesmo que a gente volta: devagar, um passo de cada vez, segurando numa luz pequena até que ela cresça de novo.

Para você, deixo isso:
se o recomeço estiver difícil, não se culpe. Continue em ritmo de você. Mesmo devagar, ainda é caminho.

Boa noite, amigos. 🌙

Bairro Vila União Campinas

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Jesus, cuida dos meus caminhos e do meu coração

Hoje, olhando essa foto que tirei em Serra Negra, senti algo tão forte dentro de mim… uma mistura de paz, saudade e pedido.

E veio essa oração, tão simples e tão necessária:

“Jesus, retire da minha vida cada pessoa que não é boa para mim.
E mesmo que eu fique solitária por um tempo, coloque pessoas corretas, piedosas, leais… pessoas com quem eu possa contar e confiar. Amém.”

Tenho aprendido — às vezes do jeito mais dolorido — que o silêncio de Deus é mais protetor do que muita companhia.
E que, em alguns momentos, Ele precisa afastar para depois preencher.
Precisa limpar para depois reconstruir.
Precisa silenciar para depois fortalecer.

E enquanto esse processo acontece, eu me refugio no que me acalma: fotografar.
Fotografar sempre foi uma terapia para mim.
É como se eu parasse o mundo por alguns segundos e deixasse a alma respirar.

Essa foto em Serra Negra, 2023, me lembra exatamente isso:
que mesmo nos meus dias de cansaço, ansiedade ou medo, eu ainda encontro beleza.
Eu ainda encontro cor.
Eu ainda encontro vida.

E vamos nos lembrar sempre:
Seja qual for seu deserto agora, peça a Deus para tirar o que pesa e trazer o que soma.
Peça coragem para aceitar o que vai embora e sabedoria para abraçar o que chega.
E, se puder, encontre uma pequena terapia só sua — algo que devolva o ar ao seu peito, mesmo que por minutos.

No fim, a vida não é só sobre quem fica ou quem vai…
É sobre quem Deus quer que caminhe com você.

Fotografar é uma terapia para mim.
Serra Negra 2023
Brasil

Quando o céu me lembra que tudo passa

Tem dias em que eu olho para o alto só para lembrar que existe algo maior cuidando de mim.

Essa foto eu tirei num daqueles momentos em que a mente não para, o coração pesa e a gente tenta respirar fundo para seguir. 

A verdade é que ainda estou aprendendo a lidar com todas as emoções que vêm junto com o tratamento, com as responsabilidades, com a preocupação constante com a minha filha — que é sempre o centro do meu mundo.

Mas, quando vi esse céu azul limpo e essa árvore tão bonita, senti uma paz pequena… porém suficiente para continuar.

Percebi que assim como as estações mudam, eu também posso mudar. O que hoje parece pesado, amanhã talvez seja aprendizado. 

O que hoje parece confuso, amanhã pode clarear. Nada permanece igual — nem a dor, nem o medo, nem a dúvida.

E esse simples clique me lembrou que, mesmo nos dias difíceis, ainda existe cor, ainda existe beleza, ainda existe vida me chamando para continuar.

Vila União - Campinas - SP
Céu final de tarde 12/09/2025
Vila União
Campinas - SP

Se essa foto também te trouxer um pouco de calma, que seja luz para você como foi para mim.

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias Esses dias tenho sentido um medo estranho, daqueles que chega quieto, mas oc...