Tem dias em que eu me sinto exatamente assim: a trouxa da história.
E eu fico pensando por que a paciência que eu tenho com todo mundo nunca volta pra mim.
A minha verdade
Uma reflexão que tenho feito
Se algo ajudou alguém… já valeu

Relatos reais de Elis sobre a rotina com transtorno bipolar. Como estudante de psicologia, compartilho enfrentamentos, o uso de medicação, a importância da terapia e o que realmente ajuda na saúde mental. Aqui a vida acontece como ela é, narrada por quem sente e estuda a mente humana. Um espaço para trocar experiências, falar sobre fé, autocuidado e aprender juntos que ninguém precisa estar sozinho. Venha conversar, se identificar e encontrar esperança e acolhimento em nossa jornada.
E eu fico pensando por que a paciência que eu tenho com todo mundo nunca volta pra mim.

Além de fotografar, eu descobri um refúgio: fazer arte. Nada profissional, nada grandioso… apenas eu, minha intuição e as descobertas que surgem pelo caminho. É fascinante como o ato de criar tem o poder de organizar o que sentimos por dentro.
Quando paro para mexer nas cores e nos detalhes de uma foto — como esta que tirei da vitrine de flores em Serra Negra — eu encontro paz. Na psicologia, chamamos isso de Estado de Flow: aquele momento em que a mente se perde na atividade, o tempo parece parar e o estresse simplesmente silencia. É um respiro necessário na correria do cotidiano.
Eu sinto um desejo profundo de me aperfeiçoar. Aprender técnica, direção e, quem sabe, transformar esse encanto em algo que gere frutos. Mas, no meio do caminho, surge aquela pergunta silenciosa: “Será que o que eu faço é bom o suficiente?”.
O nome disso é Síndrome do Impostor. Ela tenta nos convencer de que nos falta talento, quando, na verdade, o que nos falta é apenas tempo de prática e coragem para errar. Afinal, não existe dom sem persistência, e não existe evolução sem o risco de começar pequeno.
Talvez o segredo não seja encontrar o caminho pronto, mas sim se encontrar durante o processo. Permitir-se ser iniciante é um ato de liberdade. Olhei para essa foto hoje e pensei: “É simples, é real e foi feito por mim.”
Quero evoluir no meu próprio ritmo, sem apagar o que acende essa luz bonita dentro de mim. E, se você tiver uma dica, um conselho sobre parcerias ou caminhos para quem quer crescer na arte e na fotografia, eu aceito de coração. Às vezes, um comentário guia mais do que um curso inteiro.
Escrito por: Elis Jurado
E, enquanto isso, guarda intenções que a gente não vê… porque não quer acreditar.
E dói perceber isso… mas liberta.
Sempre entro em crises… do nada.
É como se um gatilho invisível disparasse dentro de mim.
Sem motivo aparente.
Sem aviso.
Sem lógica.
De repente, me vejo criando cenários que não existem,
sofrendo por coisas que nunca aconteceram,
esperando sempre o pior —
como se a minha própria cabeça trabalhasse contra mim.
E o mais difícil é ouvir:
“Mas por que você está assim?
Não aconteceu nada!”
Se fosse tão simples assim…
eu também não saberia explicar.
A verdade é que quem vive ansiosa entende:
o corpo sente antes da mente compreender.
o coração dispara antes do perigo existir.
a dor chega antes da razão conseguir explicar.
Minha reflexão
Com o tempo, aprendi que essas crises não fazem de mim fraca —
fazem de mim humana.
Aprendi também que ninguém é obrigado a entender o que nunca sentiu…
mas eu sou obrigada a me cuidar.
A gente precisa se acolher,
respirar quando falta ar,
pedir ajuda quando pesa demais,
e lembrar que não é vergonha nenhuma admitir que está difícil.
Para você que está lendo isso
Se alguma parte desse texto te descreveu…
por favor, não carregue isso sozinho(a).
Seu sentimento é válido.
Seu medo é real.
E a sua dor merece cuidado.
Se, em qualquer momento, você sentir que está perdendo o controle,
que o desespero tomou espaço demais,
ou que não consegue mais lidar sozinho(a):
No Brasil:
📞 188 – Centro de Valorização da Vida (CVV)
Atendimento 24 horas, gratuito e totalmente anônimo.
Você não está só.
E pedir ajuda é, sempre, um ato de força.
Conclusão
Eu sigo tentando me entender,
devagarzinho,
respirando fundo,
lutando contra a minha própria cabeça quando ela tenta me derrubar.
E sigo acreditando que,
mesmo nos dias mais confusos,
Deus segura minha mão
antes que eu caia.
Rosa vermelha, símbolo do amor.
E eu olho para ela e lembro de tudo que já senti… tudo que achei que era amor.
É difícil admitir isso, mas faz parte do meu processo de me entender.
A gente amadurece, cria cicatrizes, ergue muralhas, e o amor vai ficando diferente — não menor, não fraco… apenas mais cuidadoso.
Tem uma frase que carrego desde que eu era pequena — e talvez seja uma das mais lindas que já ouvi:
“O coração mais bonito não é aquele que só sabe amar, mas sim aquele que, com seu íntimo ferido, esquece e perdoa.”
Eu me lembro exatamente de quando ouvi isso pela primeira vez. Eu era criança, e mesmo sem entender totalmente, senti que aquilo mexia comigo. Na época, eu achava que amar era o suficiente. Que bastava querer bem.
Com o tempo, descobri que a vida é mais complexa do que os contos de fadas prometem. A gente cresce, se machuca, é decepcionado, por vezes quebrado. E é justamente aí que essa frase volta — quase como um abraço silencioso dizendo: “Você ainda pode escolher o amor.”
Hoje, adulta, eu vejo que o amor mais bonito não é o que nunca foi testado. É aquele que passou por tempestades e ainda assim escolheu não endurecer. Não é sobre aceitar tudo, nem sobre ignorar a dor. É sobre não deixar que ela te transforme no que te feriu.
Perdoar não significa esquecer o que fizeram com você, mas sim não permitir que aquilo siga comandando sua vida. E isso… isso é uma força que poucas pessoas admitem ter. Você não precisa ter um coração perfeito. Só precisa ter um coração que decide não perder a sua própria essência. Perdoar é um ato de liberdade. E essa liberdade devolve paz.
Eu ainda acredito nessa frase — talvez hoje até mais do que na infância. Porque depois de tantos tombos, eu descobri que um coração bonito não é o que nunca sofreu… É o que, mesmo ferido, continua sendo luz.
Na psicologia e nas neurociências, o perdão é estudado como uma poderosa ferramenta de saúde mental. Pesquisas indicam que o ato de perdoar reduz significativamente os níveis de estresse, pressão arterial e sintomas de depressão. Quando nutrimos o ressentimento, o cérebro permanece em um estado de "alerta" constante (ativando a amígdala), o que consome energia emocional e piora os quadros de instabilidade de humor.
O perdão não é um benefício para quem errou, mas um presente para quem perdoa: ele desativa o ciclo de ruminação negativa e libera espaço cognitivo para emoções positivas. No contexto do transtorno bipolar, praticar o perdão (inclusive o autoperdão) é essencial para evitar crises de ansiedade e manter a estabilidade emocional.
Bibliografia de Apoio:
ENRIGHT, R. D. O Perdão é uma Escolha. Verus, 2013.
LUSKIN, F. O Poder do Perdão. Gente, 2002.
Existe algo ou alguém que hoje você sente que precisa liberar para encontrar sua própria paz? Perdoar é tirar um peso das suas costas para que você possa caminhar mais leve. Compartilhe sua reflexão nos comentários, se sentir que isso pode ajudar sua alma a descansar.
Texto por: Elis Jurado
Parece que começo cheia de vontade, e depois a vida vem, me atravessa, me cansa… e eu paro no meio do caminho.
Talvez seja assim mesmo que a gente volta: devagar, um passo de cada vez, segurando numa luz pequena até que ela cresça de novo.
Boa noite, amigos. 🌙
A Chegada ao Hospital: Entre a Recusa e a UTI Eu estava cada vez pior: vômitos, diarreia, fraqueza. Então aceitei ir ao hospital. Mas n...