terça-feira, 9 de maio de 2017

Batidas do meu coração



 


A noite é longa e o silêncio é inevitável...

Somente quebra esse silêncio o som dos pensamentos e vozes da minha mente perturbada e aflita.
Já é quase madrugada e a solidão me invade. Sinto minha alma repleta de ansiedade...
É possível ouvir os batimentos do meu coração.
Sim! Meu coração bate descompassado dentro do peito e é possível que ele me mate antes dos 40 anos de idade.
Ah coração!  Oh mente que me aflige e pouco a pouco me enlouquece. . .
Oh coração meu, se quiser parar fique a vontade. Somente assim poderei me libertar...
Libertar meu espírito que tanto padece.
Não se incomode coração meu, sei quantos desgostos você tem sentido.
Já tem mesmo razão de querer descansar...


💓

Batidas do meu coração








A
noite é longa e o silêncio é inevitável...


Somente
quebra esse silêncio o som dos pensamentos e vozes da minha mente perturbada e
aflita.



é quase madrugada e a solidão me invade. Sinto minha alma repleta de
ansiedade...


É
possível ouvir os batimentos do meu coração.


Sim!
Meu coração bate descompassado dentro do peito e é possível que ele me mate
antes dos 40 anos de idade.


Ah
coração!  Oh mente que me aflige e pouco
a pouco me enlouquece. . .


Oh
coração meu, se quiser parar fique a vontade. Somente assim poderei me
libertar...


Libertar
meu espírito que tanto padece.


Não
se incomode coração meu, sei quantos desgostos você tem sentido.



tem mesmo razão de querer descansar...







💓


domingo, 7 de maio de 2017

Como dói



E o coração bate. E ele chora.

Meus lábios sorriem e o coração dói.

O brilho do olhar demonstra a dor, o sofrimento e os lábios
se abrem a fim de deixar aparecer meio dentes, a fim de formar um sorriso.
Sorriso falso para enganar os que não são capazes de enxergar dentro dos olhos
a dor que está presente na alma.


Como dói. ..  E a mente grita! Como grita!


Quanto barulho! Quanta dor!


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Já não aguento mais...

Quando a Tristeza não dá Trégua: Relato sobre Angústia e Mente Acelerada

E outra vez a tristeza vem, a dor aperta. A cabeça viaja, pensa, grita; e faz o coração se encher de angústia e dor.

Saída? Realmente, nesses dias, não enxergo nenhuma saída, nem uma porta aberta, tampouco alguma oportunidade. A fé se cala junto com as palavras, que já são tão poucas no meu cotidiano. É como se o mundo lá fora continuasse girando, mas eu estivesse presa em um tempo que não passa.

O silêncio de um quarto fechado numa noite fria só perde para os ruídos da mente. Sim, o barulho dos pensamentos. Esses ruídos, essa voz, esse som que me faz estar aqui e em mais de mil locais e tempos diferentes em questão de um minuto. É uma exaustão que não se cura com sono.

Os olhos que fixam o nada e se enchem de lágrimas, porque o coração chora com medo de tudo o que a mente pensa. Por quê? Até quando? Isso vai e volta, e eu já não aguento mais... É uma luta invisível contra um inimigo que mora dentro de mim e que, por vezes, parece ser mais forte que a minha própria vontade.


O que a ciência diz sobre a Angústia e o Transtorno Bipolar

O estado descrito pela Elis é característico de um episódio depressivo dentro do espectro bipolar. A "falta de saída" e o silêncio da fé são sintomas da anedonia (perda de prazer) e do desamparo aprendido, onde a mente se convence de que não há solução para a dor atual.

Os "ruídos da mente" citados são processos de ruminação e aceleração do pensamento que podem ocorrer mesmo na depressão (conhecido como estado misto). Neurobiologicamente, há uma desregulação de neurotransmissores como a serotonina e a dopamina, além de uma hiperatividade em áreas do cérebro ligadas ao medo. É importante entender que essa "falta de saída" é uma percepção distorcida pela crise, e o tratamento adequado é o que devolve a capacidade de enxergar as cores e as portas novamente.

Bibliografia de Apoio:
MORENO, R. A. Transtorno Bipolar: Clínica, Genética e Neurobiologia. Manole, 2012.
DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais. Artmed, 2018.

Um momento de acolhimento

Se você também está em um desses dias onde o quarto parece pequeno demais e a mente barulhenta demais, saiba que essa sensação tem nome e tratamento. Você não está sozinho no seu silêncio. Se sentir vontade, deixe uma palavra ou um sinal aqui nos comentários. Às vezes, falar sobre a dor é o primeiro passo para ela começar a pesar menos.

Relato por: Elis Jurado

segunda-feira, 1 de maio de 2017

A Inspiração





A inspiração para escrever aqui já vem muito tempo...




Vem de altos e baixos que passo no decorrer da minha vida desde o nascimento.



Desde que me conheço por gente minha mente grita, chora, fala, me manda fazer coisas boas e imbecis.


Há anos busco ajuda para calar a voz da minha mente que em determinados momentos não me permite ser nada e nem ninguém. 


Esses barulhos, essa voz que grita e acalma em questão de minutos variando ao extremo durante um mesmo dia; me deixam sem pensar, sem entender. 


Escuto e não processo, falo e não me recordo, vejo e não enxergo.


E assim sentimentos vão e vem a flor da pele.


Em minuto tenho tudo, no outro já não tenho nada.


Lutar e desistir, viver ou morrer andam juntos e se abraçam nos dias em que minha mente fica mais barulhenta.


Um dia, quem sabe! Um dia tudo isso se acabe!





Não adianta tapar os ouvidos! O barulho vem da mente.











Sobrevivendo à Intoxicação por Lítio: Meu Relato na UTI e o Transtorno Bipolar

Quando eu cheguei ao hospital: intoxicação por lítio, UTI e o silêncio emocional Cheguei ao hospital acompanhada da minha mãe e da minh...