sexta-feira, 28 de novembro de 2025

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias


O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias

Esses dias tenho sentido um medo estranho, daqueles que chega quieto, mas ocupa tudo.

Medo de não dar conta.

Medo de falhar.

Medo de não conseguir oferecer para minha filha tudo o que ela precisa — emocionalmente, financeiramente, no futuro… em tudo.

É meu maior orgulho, a razão da minha luta todos os dias. Mas junto com esse orgulho vem uma preocupação que dói fundo:

  • E se eu não conseguir acompanhar?
  • E se faltar dinheiro?
  • E se faltar força?
  • E se faltar eu?

Às vezes me sinto pequena demais diante da vida. E confesso… eu me canso.

A gente tenta ser forte, tenta segurar as pontas, tenta ser mãe, mulher, trabalhadora, guerreira — tudo ao mesmo tempo. Mas no final do dia, quando a casa fica silenciosa, a cabeça não para.

Fico imaginando os caminhos dela… e pedindo a Deus, em silêncio, que cuide do que eu não consigo cuidar.

E ao mesmo tempo, existe uma parte de mim que reconhece: eu já dei conta de tanta coisa que teria destruído outras pessoas. Eu sobrevivi às minhas dores, às crises, ao medo de perder quem eu amo, às quedas, aos dias sem chão. E sigo aqui. Ainda preocupada, ainda ansiosa, mas seguindo.

💛 Lembrete para você: Às vezes ser adulto é isso mesmo — caminhar com medo, mas caminhar. E ser mãe é aprender a amar com uma coragem que a gente não sabia que tinha.

Se você também se sente sobrecarregado, inseguro ou perdido… respire. Você não está falhando — você está sentindo. E sentir também é um jeito de amar.

Peço que Deus continue me dando força. E que ilumine a vida da minha filha… porque tudo que faço, faço por ela.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

O Desespero de Ver Minha Mãe em Perigo

💔 O Desespero de Ver Minha Mãe em Perigo

Em julho, ao receber os últimos exames da minha mãe, senti o chão desaparecer sob meus pés. Depois de mais de dois anos esperando na fila do SUS, os resultados mostravam que seu quadro havia piorado.

Fomos imediatamente ao hospital conversar com os médicos, buscando respostas, orientação, qualquer caminho que pudesse nos dar alguma segurança. Cada palavra que ouvíamos aumentava o medo: "ela é uma bomba-relógio", "o aneurisma pode estourar a qualquer momento", "as chances de evolução para óbito são altas".

Meu coração acelerava, minha mente rodopiava. Tentar compreender a situação e, ao mesmo tempo, aceitar a realidade cruel foi uma mistura de ansiedade, desespero e impotência.

Buscamos recursos. Fomos às ouvidorias da cidade e do estado, relatando a demora, a urgência, o medo. Recebemos respostas formais: a fila é grande, a espera é longa… mas a sensação de não ter controle sobre o tempo me consumia.

Mesmo entendendo a complexidade do sistema e respeitando as dificuldades da fila, cada minuto parecia precioso demais. Cada segundo parecia pesar no peito.

Essa busca inicial não trouxe respostas definitivas, mas nos deu um caminho para lutar, para sermos ouvidos, para buscar qualquer recurso que pudesse salvar tempo e dar esperança. Foi o primeiro passo de muitos que ainda virão.

O desespero se misturava à determinação, e mesmo entre lágrimas e medo, aprendi que lutar, buscar, insistir… é uma forma de amor, uma forma de não se render ao medo.

Enquanto caminhamos nessa etapa, cada ligação, cada protocolo, cada tentativa é um lembrete de que não podemos perder tempo. Que a vida é urgente. Que o cuidado começa agora, mesmo com a fila, mesmo com a espera, mesmo com a ansiedade nos engolindo.

  • Desespero com exame agravado
  • Fila de espera do SUS de mais de dois anos
  • Ação nas ouvidorias da cidade e estado
  • Medo e ansiedade pelo aneurisma
  • Reflexão sobre coragem e cuidado

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Vontade de sumir...


Entre a Dor e o Peso dos DiasQuando a Tristeza Pesa: Reflexões sobre Dor, Distância e Sobrevivência

E a sensação ruim continua… Ela me acompanha quando acordo e me espera quando anoitece. Às vezes eu só queria que tudo isso terminasse logo. Queria respirar sem esse peso, viver sem essa tristeza que cresce devagar, mas nunca me solta.

Minha mãe não estará comigo no Natal, e no Ano Novo eu não estarei aqui. Já são mais de sete anos sem passarmos essas datas juntas, e essa distância dói de um jeito que parece abrir um buraco no peito. Eu queria tanto ficar… mas não posso. E, sendo sincera, tem horas em que eu queria mesmo era que essas festas não existissem. Ou que eu não existisse dentro delas.

Queria dormir e só despertar quando tudo tivesse passado.

É complicado tentar explicar. Parece que a dor aumenta um pouco a cada dia — uma tristeza silenciosa, que quase ninguém percebe, mas que eu carrego sozinha. Me consome. Me esgota. Me enfraquece.

Mas eu não fiquei parada. Eu busquei ajuda. Falei com profissional, procurei apoio, pedi socorro. Sei que não preciso enfrentar isso sozinha, e sei que pedir ajuda não é fraqueza — é sobrevivência.

Mesmo assim… ainda dói. Ainda aperta. Ainda pesa.

E por isso eu quero saber: alguém aí já sentiu algo assim? Já viveu esse vazio, essa mistura de saudade, medo e exaustão? Como vocês lidaram com essa dor que ninguém vê?

Às vezes, a gente só precisa que alguém nos escute. Que alguém entenda que não é drama, não é exagero — é alma cansada. É coração machucado.

Se você está lendo isso, obrigada por estar aqui. Obrigada por me ouvir.

Se, em qualquer momento, você sentir que pode estar perdendo o controle, por favor procure ajuda imediata.

📞 188 – Centro de Valorização da Vida (CVV) Atendimento 24h, gratuito e anônimo.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Quando o fim do ano pesa mais do que deveria


Quando o Fim do Ano Aperta: Entre a Gratidão e a Dor que Ninguém Vê

Chegando nos últimos dias do ano… e, como sempre, algo dentro de mim desaba. É quase automático. Uma tristeza que vem sem pedir licença, um vazio que ocupa espaço demais, e uma culpa pesada por sentir tudo isso quando, teoricamente, eu “deveria” estar feliz.

✨ A história por trás desse sentimento

Eu tento. Eu juro que tento encontrar uma alegria forçada, um sorriso emprestado, uma dose de animação para não decepcionar ninguém. Mas parece que meu corpo sabe antes de mim: essa época me dói.

É uma mistura de melancolia, pressão, comparações silenciosas e uma sensação de que fiz menos do que deveria, mesmo quando fiz tudo o que consegui.

E aí vem aquela vontade: que esse ano acabe logo… por favor.

✨ E isso não acontece por falta de motivos para agradecer

  • Minha filha passou no vestibular.
  • Vai se formar na próxima semana.
  • Vai brilhar no palco do teatro.
  • Estou empregada.
  • Minha família está viva e bem.
  • Eu posso abraçar quem amo, ouvir suas vozes, sentir sua presença.

Sou profundamente grata a Deus, que cuida de mim e da minha família a cada instante, silenciando perigos que eu nem vejo.

Mas ainda assim… falta. Falta algo que eu não sei explicar. Falta uma paz que parece escapar pelos dedos. Falta um lugar onde eu caiba inteira, sem precisar fingir alegria para agradar.

✨ A reflexão que essa dor traz

Tem sentimentos que não obedecem lógica. Tem dores que se repetem como um ciclo. E tem épocas do ano que tocam a gente exatamente onde estamos mais frágeis.

Tudo bem não saber o porquê. Tudo bem não amar festas. Tudo bem desejar silêncio quando o mundo inteiro parece explodir em barulho.

Talvez a pergunta não seja “por que eu sinto isso?”, mas “como posso ser gentil comigo quando isso chegar?”.

✨ O que tem me ajudado, mesmo nos piores dias

  • Permitir sentir, sem me julgar.
  • Repetir em silêncio: “Jesus, cuida de mim. Aumenta a minha fé.”
  • Lembrar que a tristeza não invalida a gratidão — elas coexistem.
  • Reconhecer que o fim do ano desperta emoções profundas, e isso não me faz fraca.

✨ Conclusão

Escrevo isso porque este também é meu pedido de socorro e, ao mesmo tempo, meu pedido de fé. Eu não quero me sentir assim, mas sinto. Eu não controlo, mas confio.

Se você também se sente sufocada nessa época, saiba: você não está sozinha. Que Deus cuide de nós, acalme nossos medos e encha de luz aquilo que ainda falta.

💛 Se você estiver passando por um momento de desespero ou pensamentos ruins, procure ajuda imediatamente.
📞 CVV – 188 (atendimento gratuito e 24h)

sábado, 2 de dezembro de 2023

Quando a Ansiedade Quer Me Convencer Que Algo Ruim Vai Acontecer


💭 Quando a Mente Grita e o Coração Silencia: a Dor que Ninguém Vê

Hoje acordei com a mente pesada. Não é a primeira vez — e dói admitir que está ficando mais frequente. Tenho passado por crises constantes de ansiedade e uma vontade crescente de ficar só. É como se meu corpo pedisse silêncio e a minha mente gritasse ao mesmo tempo.

E nesses dias, eu me sinto um lixo de pessoa. Me sinto insuficiente. Incômoda. Como se não tivesse espaço no mundo. Cada vez mais eu quero distância das pessoas, mesmo sabendo que elas não têm culpa de nada disso.

A verdade é que eu mesma não sei de onde vem essa sensação tão forte de inadequação.

Nos últimos dias, a ansiedade piorou muito. E tem algo que me assusta: uma voz dentro da minha cabeça repetindo que este é o último ano da minha mãe viva.

Eu não sei explicar. Não sei por que isso aparece. Só sei que dói ouvir. Parece que essa voz está tentando me preparar para alguma coisa terrível, mesmo que não exista motivo real. E só isso já me tira o chão.

As festas de fim de ano estão chegando, e eu não queria existir nelas. Nunca gostei dessa época — mas este ano a tristeza parece maior. Não sinto emoção nenhuma. Só um vazio que dói.

Eu queria ficar sozinha, mas ao mesmo tempo tenho que conviver, sorrir, estar presente… mesmo quando tudo em mim pede silêncio. Eu me sinto desprezível por não conseguir ser como os outros, por não sentir o que se espera de mim.

Não estou dormindo direito. E a voz não para. Eu não quero que minha mãe morra. Eu só estou tão cansada que às vezes nem força para pedir a Deus eu encontro.

✨ Lembre-se!

A ansiedade tem esse poder cruel: ela transforma medos em profecias, pensamentos em ameaças e cansaço em culpa. E o cérebro, exausto, começa a inventar perigos para tentar “nos proteger”. Quase sempre, essas vozes internas não falam sobre o futuro — falam sobre o quanto estamos machucadas agora.

✨ Algumas coisas que aprendo enquanto atravesso esse momento

  • Medos intensos não são avisos do destino — são sinais do meu esgotamento.
  • Minha mente não é inimiga: ela está pedindo ajuda.
  • Isolamento não é preguiça, é um pedido do corpo por descanso emocional.
  • Conversar sobre o que sinto, mesmo que pareça pouco, alivia o peso.
  • Eu não sou desprezível. Só estou cansada demais.

✨ Conclusão

Escrever isso hoje é meu jeito de respirar. É meu lembrete de que, mesmo quando tudo fica escuro, ainda existe caminho. E que pedir ajuda — ou simplesmente admitir a dor — já é um ato de coragem.

Se você também está se sentindo assim, por favor, não carregue isso sozinha. Existe acolhimento, mesmo quando a mente tenta convencer o contrário.

⚠️ Se esse texto tocou algo sensível em você, procure ajuda.
📞 CVV – 188 (atendimento gratuito e 24h)

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Quando a mente não para, o coração pede descanso

💛 Quando a mente não para, o coração pede descanso

Sim, essa sou eu. Pensando, como sempre.

Pensando no que fazer, no que posso criar, no que posso vender, no que ainda consigo inventar para aumentar minha renda.

Porque o relógio não para… e no próximo ano preciso pagar a faculdade da minha filha.

E eu não faço ideia de onde tirar esse dinheiro.

Às vezes me descabelo — literalmente e emocionalmente.

Tento ser uma boa mãe.

Sei que não sou perfeita, sei das minhas falhas, mas também sei que não sou das piores.

Ainda assim, sinto o peso enorme de prover tudo aquilo que ela precisa. E nada pesa mais do que o medo de não conseguir.

Minha cabeça não silencia.

As preocupações borbulham, se misturam, se atropelam.

Final de ano chegando — e como sempre, vira martírio.

É como se o mundo acelerasse e eu ficasse presa num redemoinho interno.

Ainda por cima, fico me martirizando por não ter conseguido uma boa classificação no último concurso. Parece que, em vez de resultado, eu recebo uma nova cobrança emocional.

E o curioso é que estou numa fase boa.

Medicada.

Com poucas crises de ansiedade.

O medo mais controlado.

Sem terapia no momento, mas ainda conseguindo me manter firme.

Mesmo assim… ainda me sinto confusa.

Como se eu tivesse tudo e ao mesmo tempo nada.

Uma mistura de gratidão com vazio, alívio com medo, força com exaustão.

É assim que eu estou.

E talvez seja o suficiente por hoje.

💛 Lembre-se: Se sua mente também anda barulhenta, se o peso tem sido grande demais, saiba que você não está só. Às vezes, só de ler que outra pessoa sente parecido, a gente respira um pouco melhor. E se esse texto te trouxe conforto, use isso como lembrete: continue, devagar mesmo, mas continue.


📞 No Brasil: 188 – CVV
Atendimento 24h, gratuito e anônimo.
Você não está só.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Vila União, março de 2023 — memórias guardadas em uma foto

 

📸 Rua da Padroeira – Vila União

Essa foto tirei caminhando pela Vila União, em frente ao número 935. Às vezes saio para fotografar sem rumo, só para tentar acalmar a mente, respirar um pouco e olhar o mundo fora de mim.

Essa esquina faz parte da minha história. Passei tantas vezes por aqui e ainda passo — e creio que passarei muito ainda, pois esse condomínio está sendo construído em frente da minha casa… dias bons, dias pesados, dias em que eu só queria desaparecer um pouco da vida.

A fotografia me ajuda — a enxergar beleza onde a rotina insiste em esconder.

É curioso como um lugar tão comum pode se transformar quando a gente para, observa e registra. Às vezes, o mundo parece mais leve quando visto pela lente. Essa imagem representa exatamente isso: um lugar simples, num dia simples… mas que me ajudou a seguir mais um pouco.

💛 Um lembrete para você: mesmo os dias mais simples ou rotineiros podem trazer pequenos instantes de paz. Observe, respire e registre a beleza à sua volta.

Siga o blog para acompanhar outras fotografias e reflexões sobre momentos simples da vida.

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias

O peso que ninguém vê… mas que eu carrego todos os dias Esses dias tenho sentido um medo estranho, daqueles que chega quieto, mas oc...