quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

The End

♪ No meio da euforia
 Aquele alguém me protegia
Mas não foi por acaso
Que o encanto se quebrou
O tempo foi gastando
O que não era pra durar
Como se eu soubesse
Não era amor pra todo dia
Dessa vez eu tive medo
Mesmo assim eu disse "sim" 
Percebi o percevejo 
E deixei cravado em mim (...) 
Só eu sei que foi melhor assim
Ás vezes é mais saudável chegar ao "fim"  
Tiê - Piscar o Olho
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Resistência do Amor: O Que Fazer Quando o Mundo Nos Fere

A Resistência de Continuar Amando

Uma das coisas mais importantes que descobri nos últimos meses foi algo que eu nunca imaginei perceber com tanta clareza: eu simplesmente não consigo mais causar sofrimento em ninguém.

Pode parecer algo simples, até óbvio para algumas pessoas, mas para mim essa descoberta veio carregada de peso. Hoje, lidar com a dor dos outros se tornou um fardo que meu coração não consegue mais carregar. Meu maior desafio tem sido assistir, todos os dias, ao sofrimento da minha filha. A saudade que ela sente do pai atravessa a casa em silêncio, e não existe nada que eu possa fazer para preencher esse vazio. E isso dói.

A vida ensina, de forma inevitável, que em algum momento acabamos causando tristeza ou mágoa em alguém. Nem sempre é intencional. Muitas vezes acontece simplesmente porque a vida é feita de escolhas. Os interesses das pessoas se cruzam, se chocam, se antagonizam. E, nessa equação inevitável da vida, alguém acaba sofrendo.

Eu até consigo entender — embora nunca aceite completamente — quando alguém provoca sofrimento em outra pessoa por causa de algum interesse: uma promoção, um desejo, ambição, ciúme, inveja. São falhas humanas. Mas o que ainda me surpreende é quando o sofrimento é causado de forma gratuita, sem necessidade, apenas pela ausência de empatia.

Talvez a maior lição que aprendi com a pessoa que dividiu comigo sentimentos, sonhos e pedaços da vida seja essa: somente o amor faz tudo valer a pena. E amar não é apenas sentir. Amar é escolher, todos os dias, pequenos gestos de bondade. É praticar generosidade quando ninguém está olhando. É lembrar que cada pessoa carrega dentro de si batalhas que muitas vezes não conseguimos ver.

Quando escolhemos fazer alguém sofrer — principalmente de forma consciente — o amor deixa de existir naquele gesto. E sem amor, o que sobra? Eu mesma já descuidei do amor de outras pessoas ao longo da vida. Mas hoje eu não consigo mais sequer imaginar ferir alguém.

Existe, porém, um dilema silencioso nisso tudo. Quando você decide não ferir ninguém, não existe uma proteção automática que impeça que os outros te machuquem. A vida não funciona assim. É como dirigir um carro. Você pode ser um motorista extremamente cuidadoso, atento, responsável. Pode fazer tudo certo. Mesmo assim, ainda existe a possibilidade de alguém bater em você.

Quando isso acontece, existem dois caminhos possíveis. Você pode se deixar consumir pela amargura, pelo ressentimento e pela revolta. Ou pode escolher algo muito mais difícil: se libertar. Entender que ninguém nesse mundo tem o poder absoluto de definir a sua felicidade ou a sua infelicidade.

O sofrimento ocasional — principalmente aquele causado por outras pessoas — não define quem você é. E, mais importante ainda, não precisa definir quem você escolhe continuar sendo. Às vezes, continuar sendo alguém que ama… já é uma forma silenciosa de resistência.


O Olhar da Psicologia: 

Alteridade e Locus de Controle

O texto da Elis toca em um conceito fundamental da psicologia fenomenológica e ética: a Alteridade. Reconhecer o sofrimento do outro como algo que nos impacta é o ápice do desenvolvimento humano. No entanto, a metáfora do motorista ilustra perfeitamente o Locus de Controle Externo (as batidas que recebemos) versos o Locus de Controle Interno (nossa escolha de não bater e de como reagir ao dano).

Clinicamente, a decisão de não se deixar levar pela amargura é um processo de resiliência ativa. Escolher manter a bondade mesmo após ser ferido não é passividade, é a manutenção da identidade. Na psicologia, entendemos que o trauma pode tentar redefinir o sujeito, mas a escolha ética de continuar amando é o que preserva a integridade da saúde mental.

Bibliografia de Apoio:
LEVINAS, E. Totalidade e Infinito: Ensaio sobre a Exterioridade.
FRANKL, V. Em Busca de Sentido.

Escrito em: Campinas, SP
Por: Elis Jurado

💬 "Continuar sendo alguém que ama é uma forma de resistência."

Em um mundo que muitas vezes nos fere gratuitamente, como você protege a sua capacidade de ser gentil? Você já sentiu que sua bondade foi testada pelas "batidas" da vida? Deixe seu comentário abaixo e vamos conversar sobre essa força silenciosa que é o amor e a resiliência.

Se você estiver passando por um momento difícil, procure ajuda. O CVV atende gratuitamente 24h pelo telefone 188.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Morrer

Eu quero morrer porque eu quero uma nova vida, uma nova chance.
Quando penso em suicídio penso na probabilidade de um recomeço.

sábado, 20 de outubro de 2012

Para um relacionamento feliz



Pra um relacionamento ser feliz tem que haver parceria. O casal deve apoiar um ao outro e valorizar o trabalho do outro.

Deve haver confiança mútua entre os dois.

Para o relacionamento ser feliz é preciso existir o perdão.

O perdão ao próximo é condição para recebermos o perdão de Deus. Nosso cônjuge é “nosso próximo, mais próximo”.

Para que o relacionamento seja feliz o amor tem que ser cultivado dia a dia.
O amor é como a flor. Se não for regado dia a dia, murcha e morre.

“Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado”. Cântico dos cânticos 8:7

Sobrevivendo à Intoxicação por Lítio: Meu Relato na UTI e o Transtorno Bipolar

Quando eu cheguei ao hospital: intoxicação por lítio, UTI e o silêncio emocional Cheguei ao hospital acompanhada da minha mãe e da minh...