terça-feira, 3 de outubro de 2023

O que a decepção revela: Quando perder alguém é, na verdade, um livramento

O Livramento que a Decepção Traz

Hoje precisei respirar fundo para aceitar uma verdade dura: às vezes, quem a gente quer por perto simplesmente não merece ficar. A decepção dói, machuca de dentro para fora, mas ela também revela aquilo que os olhos, sozinhos, não conseguem ver.

A situação que me fez pensar

Quando alguém que você ama te decepciona, é como se o chão abrisse. A gente perde o ar por um instante. Mas depois da primeira dor… vem algo que surpreende: a gratidão.

Sim, gratidão. Porque aquela decepção tirou do meu lado alguém que não valorizou o amor que eu dei, a amizade que ofereci, a confiança que entreguei inteira. E quem não sabe cuidar disso… não deveria caminhar comigo.

Mas às vezes machuca ainda mais

O que dói não é só a decepção. É quando a pessoa, além de errar, ainda te acusa. Te vira do avesso, invertendo tudo, como se o culpado fosse você. E aí vem a vontade de provar que você está certo, de gritar a verdade, de mostrar tudo o que ninguém viu.

Mas lutar com quem mascara a alma é guerra perdida. Com o tempo eu entendi: a verdade não precisa ser defendida… ela precisa ser vivida. Quem usa máscaras, um dia, cansa de segurá-las. E a vida se encarrega de mostrar quem é quem — sempre. Sem pressa, mas sem falhar.

Por que gastar sua luz tentando convencer quem escolheu viver na sombra?

O que me ajuda nesses momentos

  • Repetir: “Eu me liberto do que não me escolhe.”
  • Lembrar que quem acusa sem motivo revela mais de si do que de mim.
  • Confiar no tempo — ele nunca erra o lado da verdade.

Conclusão

Escrevo isso para lembrar a mim mesma que perder alguém que me faz mal… não é perda. É proteção. É filtro. É livramento.

Se alguém aí estiver passando por isso, só quero dizer: não se culpe. Não se justifique. Não se diminua. O tempo fala por você.


Texto por: Elis Jurado

domingo, 1 de outubro de 2023

Por que às vezes parece tão difícil se permitir ser feliz?


Tive 15 dias de férias. Viajei por uma semana. Foi simples, foi leve, foi bonito. Eu e ela.
Rimos, caminhamos, tiramos fotos, vimos flores tão vivas que parecia que tinham sido pintadas à mão.
Foi especial — não pelo lugar, mas pelo que senti lá.

Mas olha que curioso: ao invés de querer contar tudo, eu me calei.

Não por falta de vontade.
Mas por medo.
Medo do olhar dos outros.
Medo dos comentários.
Medo de parecer feliz demais.

É estranho dizer isso, mas às vezes parece que não me permito viver a alegria por completo. Como se existisse uma trava aqui dentro, dizendo: “Cuidado, não mostre demais. Não celebre demais.”

E eu queria ser diferente. Queria simplesmente sentir, sem justificações, sem esconder, sem me podar.

A história por trás dos sorrisos

Nesta viagem, eu já estava com os cabelos caindo, emagrecendo, sentindo tudo ao mesmo tempo: alegria, medo, ansiedade, esperança.
Mas, por algum motivo, estar ali — vendo flores, tirando fotos, sentindo o vento — fez tudo ficar um pouco mais leve.

Tinha algo em mim que dizia:
“Olha… você também pode viver coisas boas, mesmo quando nem tudo está bem.”

E isso me emocionou.

A reflexão que ficou

Por que será que tanta gente se sente assim?
Com medo de ser feliz demais?
Com culpa por estar bem quando nem todo mundo está?

Talvez seja porque fomos ensinados a esconder a alegria.
A não “exagerar”.
A diminuir os próprios sonhos, os próprios risos, as próprias conquistas — com medo de incomodar.

Mas uma verdade me visitou nesses dias:
Alegria não é afronta. Alegria é gratidão.

E quem recebe a alegria como ofensa…
talvez ainda não tenha conseguido encontrar a sua.

A pergunta que ficou pra mim:
Por que nos calamos quando deveríamos celebrar?

O que tem me ajudado nisso

  • Respirar fundo e lembrar que felicidade não é ostentação — é vida.

  • Entender que não preciso provar nada pra ninguém.

  • Aceitar que nem todos vão ficar felizes por mim — e tudo bem.

  • Registrar os momentos, mesmo que não compartilhe com ninguém. Porque eles são meus.

Conclusão

Escrevo isso para lembrar que eu também posso viver.
Que momentos simples também são milagres.
E que guardar alegria com vergonha… dói.

Se você também já escondeu sua felicidade com medo do olhar dos outros, eu te entendo.
E só te digo uma coisa: viva. Mesmo que em silêncio. Mesmo que só pra você.

Chile - Santiago -Set 2023

Chile - Santiago - Set 2023

sábado, 30 de setembro de 2023

Ser ansiosa é viver tudo no volume máximo

Sou ansiosa.

E não é segredo nenhum — dá pra perceber no meu jeito, no meu olhar, no meu ritmo.

A história por trás desse jeito acelerado

Eu observo tudo.
Cada detalhe, cada mudança de tom, cada gesto que as pessoas nem percebem que fazem.

Não consigo deixar nada para depois.
Se algo acontece, minha cabeça já dispara:
“Vamos resolver. Agora.”
É quase instintivo, como se meu coração tivesse medo de acumular qualquer coisa… até pensamentos.

E a verdade é que isso me cansa, mas também me move.

Estive recentemente em um hotel fazenda, em Serra Negra.
Um lugar calmo, quieto, cheio de verdes e silêncio.
E enquanto eu tentava desacelerar, percebi que minha mente continuava correndo.
Enquanto tudo ao redor convidava a respirar… eu ainda tentava resolver coisas que nem tinham acontecido.

A reflexão que isso traz

Ser ansiosa não é só “ser agitada”.
É sentir tudo antes, durante e depois.
É viver com a cabeça sempre dois passos à frente, mesmo quando o corpo só queria estar aqui.

E percebi que muitas pessoas vivem assim — carregando urgências que ninguém vê, lutando contra medos que ninguém entende, tentando controlar o que nem existe ainda.

Às vezes, a pergunta mais honesta é:
como desacelerar um coração que nunca aprendeu a andar devagar?

O que tem me ajudado (aos poucos…)

  • Respirar antes de reagir.

  • Lembrar que nem tudo é urgente — mesmo que pareça.

  • Me permitir pausar, mesmo que a pausa dure só alguns minutos.

  • Observar a beleza de lugares tranquilos, como aquele hotel fazenda… e tentar deixar essa paz entrar.

Conclusão

Se você também sente essa ânsia constante de resolver o mundo, eu te entendo.
E só quero te lembrar: a gente também merece sossego.
Mesmo que seja difícil.
Mesmo que seja raro.

E você… se identifica?

Hotel Fazenda Molise - Serra Negra


quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Depois de Deus, existe um amor que nunca falha


 💓💓💓💓💓💓💓💓

Depois de Deus, esse é o único amor que realmente existe.

Um amor que não se mede, não acaba, não diminui… só cresce.
Mãe e filha.
Coração com coração.
Vida que nasce dentro da outra e continua batendo fora.

A história desse amor

Hoje olhei uma foto minha com minha filha ainda bebê — aquele olhar de pureza, aquele jeito pequeno, aquela dependência tão inteira… e me deu um aperto doce no peito.

É impressionante como esse amor muda a gente.
Como ele reorganiza prioridades, vira o mundo do avesso e, mesmo assim, faz tudo fazer sentido.

Ser mãe foi o maior divisor de águas da minha vida.
É difícil, é cansativo, é desafiador — mas é real, é profundo, é eterno.
E ver minha filha crescendo, vivendo, vencendo, me ensina todos os dias a ser uma versão mais forte de mim.

A reflexão que ficou

O amor entre mãe e filha é diferente de tudo.
É proteção, é oração, é cuidado, é medo, é entrega.
É uma mistura de força e fragilidade que só quem vive entende.

E às vezes, no meio do caos do dia a dia, a gente esquece de olhar para essa conexão com calma…
Mas quando vê uma foto, um gesto, um sorriso — tudo volta.
Tudo floresce de novo dentro da gente.

A pergunta que ficou em mim foi:
como pode caber tanto amor dentro de um peito só?

O que esse amor me lembra todos os dias

  • Que ser mãe é amar até doer — e mesmo assim continuar amando.

  • Que Deus nos entrega filhos como missões sagradas.

  • Que é possível ser forte e sensível ao mesmo tempo.

  • Que a vida só ganha sentido de verdade quando a gente olha para eles.

Conclusão

Estou escrevendo olhando para aquela foto nossa, tão antiga e tão viva ao mesmo tempo.
E penso: “Deus, obrigada. Obrigada por esse amor que me sustenta, me forma, me cura.”

Mãe e filha…
Um amor que não se explica.
Só se sente — e se sente para sempre.


terça-feira, 26 de setembro de 2023

Quando ser boa demais começa a doer

Tem dias em que eu me sinto exatamente assim: a trouxa da história.

Eu desculpo rápido, entendo até o que ninguém explica, relevo coisas que machucam…
Mas quando eu erro — quando eu escapo só um pouquinho da expectativa dos outros — parece que tudo vira uma novela mexicana.

E eu fico pensando por que a paciência que eu tenho com todo mundo nunca volta pra mim.

A minha verdade

Eu sempre tento agir com o coração.
Só que às vezes o coração pesa, sabe?
Pesa por carregar culpa que não é minha.
Pesa por me culpar por “sentir demais”.
Pesa por ver que nem todo mundo enxerga as intenções boas que eu tenho.

Ser boa não dói.
O que dói é ser boa no lugar errado.

Uma reflexão que tenho feito

Percebi que, antes de perdoar alguém, eu preciso lembrar de não me abandonar.
Porque quando a gente se abandona só para não perder alguém, no fim a gente perde a si mesma.

E talvez você que está lendo isso também precise ouvir isso hoje:
ninguém que vale a pena exige que você se diminua para caber.
Quem é seu de verdade acolhe até suas falhas — porque sabe que você acolheu as delas mil vezes.

Se algo ajudou alguém… já valeu

Se você sente que vive pedindo desculpas, respirando fundo, cedendo, tentando evitar conflitos… eu entendo.
Às vezes tudo que a gente precisa é lembrar de uma coisa simples:
você também merece gentileza. Inclusive a sua.

Eu estou aprendendo isso agora.
E talvez você esteja precisando aprender junto comigo.

Vou seguir sendo quem eu sou — com meu coração grande, minhas emoções intensas, minha tentativa diária de acertar.
Mas agora, mais por mim.
Mais leve.
Mais consciente.
Com mais cuidado comigo.

Porque, no fim, só fica perto quem realmente combina com a gente.
E o resto… Deus tira do caminho.




domingo, 24 de setembro de 2023

A Arte como Respiro: Vencendo a Síndrome do Impostor

A Arte como Respiro: Criar, Sentir e o Poder do Estado de Flow

Além de fotografar, eu descobri um refúgio: fazer arte. Nada profissional, nada grandioso… apenas eu, minha intuição e as descobertas que surgem pelo caminho. É fascinante como o ato de criar tem o poder de organizar o que sentimos por dentro.

Quando paro para mexer nas cores e nos detalhes de uma foto — como esta que tirei da vitrine de flores em Serra Negra — eu encontro paz. Na psicologia, chamamos isso de Estado de Flow: aquele momento em que a mente se perde na atividade, o tempo parece parar e o estresse simplesmente silencia. É um respiro necessário na correria do cotidiano.

Vencendo a Síndrome do Impostor na Criatividade

Eu sinto um desejo profundo de me aperfeiçoar. Aprender técnica, direção e, quem sabe, transformar esse encanto em algo que gere frutos. Mas, no meio do caminho, surge aquela pergunta silenciosa: “Será que o que eu faço é bom o suficiente?”.

O nome disso é Síndrome do Impostor. Ela tenta nos convencer de que nos falta talento, quando, na verdade, o que nos falta é apenas tempo de prática e coragem para errar. Afinal, não existe dom sem persistência, e não existe evolução sem o risco de começar pequeno.

Um Passo de Cada Vez: O Desejo de Evoluir

Talvez o segredo não seja encontrar o caminho pronto, mas sim se encontrar durante o processo. Permitir-se ser iniciante é um ato de liberdade. Olhei para essa foto hoje e pensei: “É simples, é real e foi feito por mim.”

Quero evoluir no meu próprio ritmo, sem apagar o que acende essa luz bonita dentro de mim. E, se você tiver uma dica, um conselho sobre parcerias ou caminhos para quem quer crescer na arte e na fotografia, eu aceito de coração. Às vezes, um comentário guia mais do que um curso inteiro.


Escrito por: Elis Jurado

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Cuidado com aqueles que estão perto de você, mas não querem seu bem

O perigo nem sempre grita — às vezes, ele sussurra

Muitas vezes a gente se preocupa com quem explode, quem levanta a voz, quem fala demais.
Achamos que o problema está no confronto, no jeito brusco, na sinceridade que machuca.

Mas, com o tempo, eu aprendi uma coisa difícil de aceitar:
o perigo nem sempre vem de quem mostra o que sente.
Às vezes ele vem justamente de quem esconde.

De quem sorri largo.
De quem abraça forte.
De quem fala mansinho.
De quem elogia demais.

E, enquanto isso, guarda intenções que a gente não vê… porque não quer acreditar.

A foto que coloquei — Jesus e Judas — fala por si.
O problema nunca foi Pedro, que errou tentando acertar.
O problema sempre foi Judas, que traía com beijo.

O que isso me ensinou

Nem todo carinho é verdadeiro.
Nem toda pessoa calma é confiável.
Nem todo abraço é acolhimento.
Nem toda presença é bênção.

A vida me mostrou que tem gente que se aproxima não por amor, mas por interesse.
Gente que sorri enquanto espera o momento certo para machucar.
Gente que finge lealdade, mas nunca teve coração do seu lado.

E dói perceber isso… mas liberta.

E para você que está lendo

Se algo aqui tocou seu coração, lembra de uma coisa:
A intenção é a linguagem que ninguém consegue disfarçar para sempre.

Observe atitudes.
Observe repetição.
Observe como a pessoa age quando ninguém está vendo.

E, principalmente:
valorize quem erra, mas é verdadeiro;
quem fala a verdade, mesmo quando dói;
quem não te abraça só para te manipular, mas para te acolher de verdade.


Conclusão

O beijo de Judas continua existindo nos dias de hoje.
E o que protege a gente não é desconfiança…
é discernimento.

Que Deus ilumine nossos olhos,
nossos passos
e nossos vínculos.
E que Ele nos afaste de quem tem sorriso doce, mas coração perigoso.

 .

Sobrevivendo à Intoxicação por Lítio: Meu Relato na UTI e o Transtorno Bipolar

Quando eu cheguei ao hospital: intoxicação por lítio, UTI e o silêncio emocional Cheguei ao hospital acompanhada da minha mãe e da minh...