Não sou perfeita — sou humana
Não sou perfeita. E talvez essa seja a frase mais difícil de aceitar quando se vive tentando compensar tudo o que já quebrou.
Sou feita de tropeços repetidos, de quedas profundas e de tentativas tardias de consertar o que doeu em alguém. Já estive tão no fundo que confundi sobrevivência com fracasso. Já errei sabendo que errava — e isso pesa mais do que qualquer julgamento externo.
Não sou perfeita porque sou humana. E humanos amam torto, sentem demais, explodem, silenciam, machucam sem intenção e carregam culpas que não dormem.
Há erros que não gritam — apenas permanecem. Pesam no peito como um mundo inteiro. Principalmente quando o erro tem nome, rosto… e lágrimas.
Ver alguém chorar por algo que saiu de mim é uma dor que não se explica. É uma culpa que rasga por dentro, que desorganiza a alma e faz a gente desejar voltar no tempo — mesmo sabendo que não dá.
A ciência explica que a mente adoecida distorce reações, impulsos e limites. Mas nenhuma explicação técnica diminui o peso de ferir quem se ama. Entender não apaga. Apenas contextualiza.
O que quase ninguém fala é que errar não destrói tanto quanto não se perdoar. Porque errar é humano. Mas viver se punindo eternamente é desumano.
Não sou perfeita. Tenho defeitos visíveis, falhas recorrentes e vitórias raras. Já caminhei abaixo do abismo e, ainda assim, continuo aqui — tentando aprender a existir sem me odiar.
Este texto não é defesa. Não é pedido de absolvição. É um retrato cru de quem sente demais, erra demais e ainda assim ama com o que tem.
Se você já machucou alguém e isso ainda te corrói, saiba: a culpa mostra que existe consciência. E a consciência é o primeiro passo para a mudança.
Reflexão final:
Nem todo erro nasce da falta de amor.
Alguns nascem do excesso de dor.
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No Brasil, ligue 188 — CVV (24h). Procure um psiquiatra, um psicóligo, não fique sozinho.

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